Reba­nho sau­dá­vel e bem mane­ja­do, esta é a mai­or garan­tia de o pro­du­tor de lei­te evi­tar trans­tor­nos, redu­ção da pro­du­ção, per­da de ani­mais e ain­da peri­gos para a saú­de huma­na
Gise­le Dela Ric­ci

Na bovi­no­cul­tu­ra lei­tei­ra a pre­ven­ção de doen­ças tem fun­da­men­tal impor­tân­cia visan­do pre­ve­nir que­das na pro­du­ção ani­mal. Para isso, tor­na-se impres­cin­dí­vel que os pro­du­to­res tenham a capa­ci­ta­ção para enten­der e per­ma­ne­cer aten­tos aos pro­gra­mas de vaci­na­ção ado­ta­dos em dife­ren­tes regiões agro­pe­cuá­ri­as do País.
Vaci­nas são defi­ni­das como subs­tan­ci­as bio­ló­gi­cas cri­a­das a par­tir de bac­té­ri­as, vírus e demais agen­tes cau­sa­do­res de enfer­mi­da­des, poden­do con­ter micror­ga­nis­mos ina­ti­vos, vivos ou par­te des­tes. Têm a fun­ção de pre­ve­nir doen­ças pela esti­mu­la­ção do sis­te­ma imu­no­ló­gi­co dos ani­mais, não apre­sen­tan­do poder cura­ti­vo, com efei­to apro­xi­ma­da­men­te quin­ze dias após apli­ca­ção.
Cada região tem sua his­tó­ria sobre o con­tro­le de doen­ças e suas par­ti­cu­la­ri­da­des da pre­sen­ça ou ausên­cia dos dife­ren­tes agen­tes pato­gê­ni­cos. O pro­gra­ma de vaci­na­ção ade­qua­do deve deter­mi­nar as carac­te­rís­ti­cas do ambi­en­te como cli­ma e vege­ta­ção, e dos bovi­nos, como ori­gem, raça, pre­dis­po­si­ção gené­ti­ca, his­tó­ri­co de vaci­na­ções, inci­dên­cia e pre­va­lên­cia de doen­ças, a bios­se­gu­ran­ça, o sis­te­ma de cri­a­ção empre­ga­do, de acor­do com a situ­a­ção epi­de­mi­o­ló­gi­ca da cri­a­ção.
Vaci­nas vete­ri­ná­ri­as garan­tem saú­de e bem-estar ani­mal, atu­am em saú­de públi­ca, pre­ve­nin­do a trans­mis­são de zoo­no­ses e eli­mi­nan­do doen­ças pos­si­vel­men­te trans­mi­ti­das para os ali­men­tos, melho­ran­do a efi­ci­ên­cia da pro­du­ção ali­men­tí­cia.
Atu­al­men­te tem se levan­ta­do infor­ma­ções acer­ca da não efi­cá­cia total das vaci­nas em uma popu­la­ção. Nes­te caso, é impor­tan­te escla­re­cer que mes­mo que as vaci­nas não imu­ni­zem todos os ani­mais do reba­nho, a mai­o­ria dos indi­ví­du­os estan­do pro­te­gi­da reduz a cir­cu­la­ção do agen­te cau­sa­dor da doen­ça, dimi­nuin­do, assim, a infec­ção dos bovi­nos sadi­os, per­mi­tin­do a óti­ma saú­de dos ani­mais. .

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 657 (setembro/2019)

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