Tecnologia e o aumento da produtividade do agronegócio - Balde Branco

Refor­çar os inves­ti­men­tos em ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca para ala­van­car a pro­du­ti­vi­da­de do agro­ne­gó­cio bra­si­lei­ro foi o tema domi­nan­te no pri­mei­ro pai­nel do 15º Con­gres­so Bra­si­lei­ro do Agro­ne­gó­cio, pro­mo­vi­do pela ABAG-Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra do Agro­ne­gó­cio, duran­te dos dias 8 e 9 de agos­to, em São Pau­lo. “Entre as vári­as pri­o­ri­da­des que o gra­ve momen­to vivi­do pelo país deman­da, pedi­mos mui­to aten­ção com a pro­pri­e­da­de inte­lec­tu­al e com a ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca”, refor­çou o pre­si­den­te da ABAG, Luiz Car­los Cor­rêa Car­va­lho, na sole­ni­da­de de aber­tu­ra, que con­tou com a pre­sen­ça de 900 participantes.

O pre­si­den­te da ABAG tam­bém res­sal­tou a impor­tân­cia do agro­ne­gó­cio para o Bra­sil, seu cres­ci­men­to con­tí­nuo e sua com­pe­ti­ti­vi­da­de peran­te ao mer­ca­do glo­bal, enfa­ti­zan­do a neces­si­da­de de se pro­mo­ver diver­sas refor­mas para con­so­li­dar essa lide­ran­ça. “As gran­des refor­mas, tra­ba­lhis­tas, tri­bu­tá­ria, pre­vi­den­ciá­ria e polí­ti­ca, pre­ci­sa­rão acon­te­cer. Para tan­to, as ques­tões trans­ver­sais ganham gran­de rele­vân­cia e é pre­ci­so um posi­ci­o­na­men­to con­jun­to, não iso­la­do”, pon­tu­ou Carvalho.

Para secre­tá­rio da Agri­cul­tu­ra e do Abas­te­ci­men­to do Esta­do de São Pau­lo, Arnal­do Jar­dim, o agro­ne­gó­cio naci­o­nal está pron­to para ter lide­ran­ça e exer­cer seu pro­ta­go­nis­mo, uma vez que o seg­men­to não ape­nas pro­duz ali­men­tos e fibras, mas tam­bém, pro­duz bio­e­ner­gia. “Nos­so setor está sem­pre em bus­ca de agre­gar valor e de cri­ar opor­tu­ni­da­des para nos­so país. O que pre­ci­sa­mos é uni­da­de de ação e uma boa gover­nan­ça e sin­to­nia entre nos­sas enti­da­des”, afir­mou.  Ele ain­da res­sal­tou a ques­tão da sus­ten­ta­bi­li­da­de. “O Bra­sil acei­tou defi­ni­ti­va­men­te fazer uma agri­cul­tu­ra sus­ten­tá­vel. Por isso, aqui, o meio-ambi­en­te e a agri­cul­tu­ra não rivalizam”.

Para outro par­ti­ci­pan­te do pri­mei­ro Pai­nel, Edu­ar­do Leduc, pre­si­den­te do Con­se­lho Dire­tor da ANDEF-Asso­ci­a­ção Naci­o­nal de Defe­sa Vege­tal, o desa­fio para a con­so­li­da­ção da lide­ran­ça do agro­ne­gó­cio bra­si­lei­ro no mun­do depen­de de um posi­ci­o­na­men­to mais fir­me em rela­ção a qua­li­da­de, tec­no­lo­gia e posi­ci­o­na­men­to de mar­ca. “Mes­mo com o agro cres­cen­do no rit­mo que conhe­ce­mos, lide­rar é uma coi­sa mui­to dife­ren­te. Ser o mai­or expor­ta­dor de car­ne não sig­ni­fi­ca ser líder. Para con­so­li­dar essa lide­ran­ça temos de aumen­tar mui­to nos­sa pro­du­ti­vi­da­de. Para isso, é fun­da­men­ta ter­mos uma visão de toda a cadeia pro­du­ti­va”, obser­vou Leduc sali­en­tan­do a impor­tân­cia de se dedi­car ao con­cei­to de mar­ca e de per­cep­ção do con­su­mi­dor final.

Pro­mo­vi­do pela ABAG des­de 2002, o Con­gres­so Bra­si­lei­ro do Agro­ne­gó­cio, já faz par­te da agen­da dos prin­ci­pais for­ma­do­res de opi­nião do País e na edi­ção des­te ano tam­bém con­tou com a pre­sen­ça das mais impor­tan­tes lide­ran­ças polí­ti­cas, empre­sa­ri­ais e seto­ri­ais do agro­ne­gó­cio brasileiro.

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