Técnica integra manejo e saúde animal - Balde Branco

Méto­do é uma for­ma gen­til de comu­ni­ca­ção entre mane­ja­dor e bovi­no, com base em con­ta­to visu­al e posi­ci­o­na­men­to ade­qua­do do manejador

 Con­du­zir o gado de for­ma ina­de­qua­da, seja para o pas­to, para o trans­por­te ou para qual­quer pro­ce­di­men­to pode ele­var o seu nível de estres­se e, con­se­quen­te­men­te, afe­tar a sua saú­de e desem­pe­nho. Isso ocor­re, por exem­plo, com o uso de bas­tões de cho­que, chi­co­tes e outros ins­tru­men­tos uti­li­za­dos em fazen­das do mun­do todo.

Con­tri­buin­do para mudar este cená­rio e pre­ser­var o bem estar ani­mal, a Zoe­tis come­ça a dis­se­mi­nar no Bra­sil a téc­ni­ca cha­ma­da “Nada nas Mãos”. Como o pró­prio nome suge­re, o mane­ja­dor con­duz os bovi­nos ape­nas com o seu olhar e os pró­pri­os movi­men­tos cor­po­rais, posi­ci­o­nan­do-se no cam­po de visão do animal.

Essa prá­ti­ca tem como foco pro­por­ci­o­nar bem-estar aos ani­mais, resul­tan­do em menos estres­se para o gado e para a pes­soa que o con­duz, por meio de uma comu­ni­ca­ção tran­qui­la entre mane­ja­dor e o reba­nho. Um dos pio­nei­ros mun­di­ais da téc­ni­ca é o bra­si­lei­ro Pau­lo Lou­rei­ro, líder de Desen­vol­vi­men­to Comer­ci­al e Ino­va­ção Glo­bal de Bovi­nos e Equi­nos da Zoetis.

“Sem­pre tive res­pei­to e amor pelos ani­mais, então come­cei a obser­vá-los des­de cri­an­ça. Apren­di a mane­jar o gado intui­ti­va­men­te, ini­ci­an­do na fazen­da da minha famí­lia. Cur­sei Medi­ci­na Vete­ri­ná­ria e desen­vol­vi a minha téc­ni­ca ao lon­go dos anos. Se exis­te um segre­do, tal­vez seja ten­tar sem­pre ganhar a con­fi­an­ça dos ani­mais, a come­çar pelos líde­res. O obje­ti­vo mai­or é sem­pre gerar bem-estar e segu­ran­ça, tan­to para os bovi­nos quan­to para os mane­ja­do­res”, afirma.

Bene­fí­ci­os - Lou­rei­ro defen­de que os ani­mais pre­ci­sam se sen­tir con­for­tá­veis onde vivem. “Quan­do remo­ve­mos fato­res de estres­se e nos por­ta­mos como gui­as, os bovi­nos pas­sam a con­fi­ar no mane­ja­dor e ficam mais tran­qui­los. Des­ta for­ma, é mais fácil detec­tar doen­ças em está­gio ini­ci­al, uma vez que os bovi­nos apren­de­ram a escon­der sin­to­mas para não serem dei­xa­dos para trás pelo reba­nho. É um meca­nis­mo de defe­sa da pró­pria evo­lu­ção da espé­cie”, explica.

Os bene­fí­ci­os vão além: ani­mais com bai­xo nível de estres­se apre­sen­tam melhor imu­ni­da­de e res­pon­dem melhor a vaci­nas, favo­re­cen­do a pro­du­ti­vi­da­de. O estres­se em bovi­nos com­pro­me­te o ganho de peso, aumen­ta a inci­dên­cia de doen­ças e a mortalidade.

A téc­ni­ca “Nada nas Mãos” tam­bém traz mais segu­ran­ça aos tra­ta­do­res, pos­si­bi­li­tan­do que tra­ba­lhem de for­ma mais con­for­tá­vel e não se machu­quem. Outra van­ta­gem é que a apli­ca­ção da téc­ni­ca, nor­mal­men­te, exi­ge nenhu­ma ou ape­nas peque­nas mudan­ças nas instalações.

Des­de 2001, Lou­rei­ro minis­tra trei­na­men­tos sobre a téc­ni­ca “Nada nas Mãos” em diver­sos paí­ses. O seu méto­do foi aper­fei­ço­a­do ao conhe­cer o médi­co vete­ri­ná­rio nor­te-ame­ri­ca­no Tom Noff­sin­ger, que apli­ca­va uma téc­ni­ca seme­lhan­te em fazen­das nos Esta­dos Uni­dos.  Ambos esti­ve­ram no Bra­sil na pri­mei­ra sema­na de agos­to, para trei­nar médi­cos vete­ri­ná­ri­os e fazer apre­sen­ta­ções a pro­du­to­res bra­si­lei­ros, em Goiás e em Mato Gros­so, jun­ta­men­te com a médi­ca vete­ri­ná­ria Adri­a­ne Zart, con­sul­to­ra da Per­so­nal Pec uma das mai­o­res espe­ci­a­lis­tas da téc­ni­ca no Brasil.

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