Selo Arte chega a 233 produtos artesanais registrados - Balde Branco

Para a garan­tir o Selo Arte, é neces­sá­rio que o pro­du­tor tenha um regis­to jun­to ao Ser­vi­ço de Ins­pe­ção Ofi­ci­al do muni­cí­pio, esta­do ou Dis­tri­to Fede­ral. Depois, ele deve entrar no sis­te­ma ele­trô­ni­co de Cadas­tro Naci­o­nal de Pro­du­tos Arte­sa­nais e regis­trar seu pedi­do e ane­xar as infor­ma­ções necessárias

Selo Arte chega a 233 produtos artesanais registrados 

O Selo Arte, cri­a­do para aten­der as neces­si­da­des de ven­da de pro­du­tos fei­tos arte­sa­nal­men­te, já está pre­sen­te em 233 pro­du­tos arte­sa­nais no Bra­sil divi­di­dos em qua­tro cate­go­ri­as: lác­te­os, cár­ne­os, pes­ca­dos e pro­du­tos oriun­dos de abe­lhas. O cer­ti­fi­ca­do garan­te que ali­men­tos de ori­gem ani­mal foram ela­bo­ra­dos de for­ma arte­sa­nal e que pos­su­em carac­te­rís­ti­cas tra­di­ci­o­nais, regi­o­nais e culturais. 

roll mop, um pei­xe, geral­men­te fei­to com sar­di­nha, enro­la­do em vol­ta de um peda­ço de pepi­no ou cebo­la e man­ti­do em con­ser­va, tipi­ca­men­te con­su­mi­do em San­ta Cata­ri­na, foi o pri­mei­ro pes­ca­do a con­se­guir con­ces­são de Selo Arte. Já no Nor­des­te, os quei­jos de lei­te de cabra pos­si­bi­li­ta­ram ao Mara­nhão as 16 pri­mei­ras con­ces­sões do Selo Arte. A cadeia da capri­no­cul­tu­ra é típi­ca da região, que em 2020 con­cen­tra­va 95% da cri­a­ção naci­o­nal de caprinos. 

Além do Mara­nhão e San­ta Cata­ri­na, mais dez esta­dos já pos­su­em essa cer­ti­fi­ca­ção: Espí­ri­to San­to, Goiás, Minas Gerais, Mato Gros­so do Sul, Pará, Para­ná, Per­nam­bu­co, Rio Gran­de do Sul, São Pau­lo e Tocantins. 

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A coor­de­na­do­ra-geral de Pro­du­ção Ani­mal da Secre­ta­ria de Ino­va­ção, Desen­vol­vi­men­to Sus­ten­tá­vel e Irri­ga­ção (SDI/Mapa), Mar­cel­la Tei­xei­ra, afir­ma que com a expan­são da con­ces­são por mais uni­da­des da fede­ra­ção é pos­sí­vel fomen­tar e for­ma­li­zar ati­vi­da­des de cres­ci­men­to econô­mi­co de dife­ren­tes regiões do país. “Com a expan­são da con­ces­são por mais uni­da­des da fede­ra­ção, cri­a­mos a pos­si­bi­li­da­de de pro­du­tos típi­cos serem degus­ta­dos em todo o Bra­sil. Além dis­so, exis­te uma impor­tân­cia soci­al e econô­mi­ca que fica ain­da mais evi­den­te no momen­to de reto­ma­da econô­mi­ca decor­ren­te da pan­de­mia da Covid-19″, destaca. 

Para a garan­tir o Selo Arte, é neces­sá­rio que o pro­du­tor tenha um regis­to jun­to ao Ser­vi­ço de Ins­pe­ção Ofi­ci­al do muni­cí­pio, esta­do ou Dis­tri­to Fede­ral. Depois, ele deve entrar no sis­te­ma ele­trô­ni­co de Cadas­tro Naci­o­nal de Pro­du­tos Arte­sa­nais e regis­trar seu pedi­do e ane­xar as infor­ma­ções necessárias. 

Além dis­so, exis­tem diver­sas leis e refe­rên­ci­as nor­ma­ti­vas para a garan­tia do selo, como por exem­plo, a nor­ma­ti­va Nº 67, DE 10/12/2019, que esta­be­le­ce os requi­si­tos para que os esta­dos e o Dis­tri­to Fede­ral rea­li­zem a con­ces­são de Selo Arte e a nor­ma­ti­va Nº 73, DE 23/12/2019, que esta­be­le­ce o Regu­la­men­to Téc­ni­co de Boas Prá­ti­cas Agro­pe­cuá­ri­as des­ti­na­das aos pro­du­to­res rurais for­ne­ce­do­res de lei­te para a fabri­ca­ção de pro­du­tos lác­te­os artesanais. 

Mar­cel­la des­ta­ca ain­da que a polí­ti­ca do Selo Arte via­bi­li­za o aces­so de con­su­mi­do­res a ali­men­tos segu­ros e dife­ren­ci­a­dos pela carac­te­rís­ti­ca da arte­sa­na­li­da­de, mui­tas vezes com valor afe­ti­vo reme­ten­do às suas cida­des de origem. 

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Fon­te: Mapa