SC entrega Selo Arte para queijo produzido com receita de tropeiros - Balde Branco

A con­quis­ta do Selo per­mi­te aos pro­du­to­res rurais a comer­ci­a­li­za­ção de quei­jos, embu­ti­dos, pes­ca­dos e mel em todo ter­ri­tó­rio nacional

Santa Catarina entrega Selo Arte para queijo produzido com receita de tropeiros

No dia 27 de abril, o quei­jo arte­sa­nal ser­ra­no pro­du­zi­do pela famí­lia Ris­si rece­beu o Selo Arte, cer­ti­fi­ca­ção dada a pro­du­tos con­si­de­ra­dos arte­sa­nais. A recei­ta da famí­lia remon­ta ao tem­po dos tro­pei­ros, e foi pas­sa­da de gera­ção em gera­ção de manei­ra empí­ri­ca, o cha­ma­do “saber-fazer”. A entre­ga ofi­ci­al do selo foi rea­li­za­da na quei­ja­ria da famí­lia, na loca­li­da­de de Lui­zi­nho, em São Joa­quim, pela Secre­ta­ria de Esta­do da Agri­cul­tu­ra, da Pes­ca e do Desen­vol­vi­men­to Rural e pela Com­pa­nhia Inte­gra­da de Desen­vol­vi­men­to Agrí­co­la de San­ta Cata­ri­na (Cidasc).

“A entre­ga do Selo Arte é a cele­bra­ção de uma his­tó­ria, tra­di­ção e cul­tu­ra, que vie­ram de lon­gas gera­ções, dos tro­pei­ros. A Cidasc está dan­do uma dinâ­mi­ca ain­da mais for­te para o Selo Arte e nós espe­ra­mos que esses bons exem­plos irra­di­em para vári­as regiões de San­ta Cata­ri­na. Um ato como esse é de extre­ma impor­tân­cia para que os pro­du­to­res acre­di­tem que jun­tos é pos­sí­vel cri­ar­mos con­di­ções de mais desen­vol­vi­men­to econô­mi­co”, res­sal­ta o Secre­tá­rio da Agri­cul­tu­ra, Altair Silva.

A con­quis­ta do Selo per­mi­te aos pro­du­to­res rurais a comer­ci­a­li­za­ção de quei­jos, embu­ti­dos, pes­ca­dos e mel em todo ter­ri­tó­rio naci­o­nal. Para ser con­si­de­ra­do arte­sa­nal, o pro­du­to deve ser indi­vi­du­a­li­za­do, genuí­no e man­ter as carac­te­rís­ti­cas tra­di­ci­o­nais, cul­tu­rais ou regi­o­nais. Além dis­so, deve­rá ser regu­la­men­ta­do e reco­nhe­ci­do como arte­sa­nal pelo Esta­do de San­ta Catarina.

O esta­be­le­ci­men­to tam­bém deve estar sub­me­ti­do ao ser­vi­ço de ins­pe­ção ofi­ci­al (muni­ci­pal, esta­du­al ou fede­ral) para rece­ber a cer­ti­fi­ca­ção. A Quei­ja­ria Tio Tácio, por exem­plo, optou pelo Ser­vi­ço de Ins­pe­ção Muni­ci­pal (SIM), obti­do em dezem­bro de 2020 e, des­de então, alme­ja­va a obten­ção do Selo Arte.

“Com o SIM a gen­te só con­se­guia comer­ci­a­li­zar nos dezoi­to muni­cí­pi­os da AMU­RES (Asso­ci­a­ção dos Muni­cí­pi­os da Região Ser­ra­na), com o selo eu vou con­se­guir entre­gar em qual­quer muni­cí­pio do Bra­sil, essa é a cha­ve de ouro”, des­ta­ca André Ris­se, atu­al pro­pri­e­tá­rio da queijaria.

Pro­du­ção Artesanal

O quei­jo da famí­lia ini­ci­ou com For­tu­na­to Ris­si, avô do atu­al pro­pri­e­tá­rio. For­tu­na­to pro­du­zia as peças duran­te o verão, em sua fazen­da loca­li­za­da no Rio Gran­de do Sul. No iní­cio do inver­no, a famí­lia retor­na­va a San­ta Cata­ri­na e tro­ca­va par­te da pro­du­ção por man­ti­men­tos, como açú­car, sal, café, fari­nha. O exce­den­te era leva­do a cida­de para ser comercializado.

A recei­ta do quei­jo arte­sa­nal ser­ra­no é um “saber-fazer” pas­sa­do de gera­ção a gera­ção. Na Quei­ja­ria Tio Tácio, a mãe de André, dona Nei­va Ris­si, de 58 anos, foi a res­pon­sá­vel por pas­sar o conhe­ci­men­to a todos da famí­lia. “O selo repre­sen­ta a his­tó­ria e a cul­tu­ra tra­zi­da por toda a minha famí­lia, des­de o meu sogro, que foi quem fazia o quei­jo antes, até che­gar a gera­ção atu­al”, com­ple­tou Neiva.

A pro­du­ção da Tio Tácio che­ga a apro­xi­ma­da­men­te seis peças por dia, ela­bo­ra­das num pro­ces­so 100% arte­sa­nal, a par­tir de lei­te cru pro­du­zi­do por vacas cri­a­das em pas­to nati­vo, man­ten­do a qua­li­da­de e a tradição.

Con­ces­são do Selo Arte

A Cidasc, por meio do Depar­ta­men­to Esta­du­al de Ins­pe­ção de Pro­du­tos de Ori­gem Ani­mal (DEINP), é res­pon­sá­vel por con­ce­der o Selo Arte aos pro­du­tos que aten­dem aos requi­si­tos  pre­vis­tos nas nor­ma­ti­vas esta­du­ais e federais.

O pre­si­den­te da Cidasc, Plí­nio de Cas­tro, refor­ça a impor­tân­cia des­te reco­nhe­ci­men­to para o desen­vol­vi­men­to da fami­li­ar. “Nós acre­di­ta­mos que vá ampli­ar as opor­tu­ni­da­des de tra­ba­lho e de negó­ci­os de suces­são fami­li­ar. Isso é impor­tan­te tam­bém para o desen­vol­vi­men­to da eco­no­mia da região”, com­ple­ta Plínio.

Fon­te: Secre­ta­ria de Esta­do da Agri­cul­tu­ra, da Pes­ca e do Desen­vol­vi­men­to Rural (SAR)

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