Sartori sanciona lei do queijo Serrano - Balde Branco

Foi enal­te­cen­do as qua­li­da­des de pro­du­tos sim­ples, cujo dife­ren­ci­al  está exa­ta­men­te em pre­ser­va­rem méto­dos tra­di­ci­o­nais de fabri­ca­ção e recei­tas secu­la­res que o gover­na­dor José Ivo Sar­to­ri san­ci­o­nou, no últi­mo dia 31 de janei­ro, o pro­je­to de lei 63/2016. A nova legis­la­ção reco­nhe­ce os muni­cí­pi­os que inte­gram os Core­des Cam­pos de Cima da Ser­ra, Hor­tên­si­as e Ser­ra, como tra­di­ci­o­nais pro­du­to­res de quei­jo arte­sa­nal ser­ra­no gaú­cho e defi­ne algu­mas nor­mas de cap­ta­ção e comercialização.

A ini­ci­a­ti­va for­ta­le­ce o setor e dá mais segu­ran­ça para o pro­du­tor inves­tir na fabri­ca­ção, que uti­li­za lei­te cru. “Nem sem­pre tudo o que se faz é novo. Às vezes, pre­ser­var o que é anti­go tem um valor imen­su­rá­vel “, fri­sou o gover­na­dor, lem­bran­do da impor­tân­cia de asse­gu­rar as con­di­ções sani­tá­ri­as neces­sá­ri­as aci­ma de tudo. O encon­tro, rea­li­za­do na Palá­cio Pira­ti­ni, con­tou com a pre­sen­ça do secre­tá­rio de Desen­vol­vi­do Rural, Tar­cí­sio Minet­to, do depu­ta­do Sér­gio Tur­ra, de lide­ran­ças do setor, pre­fei­tos, vere­a­do­res e inte­gran­tes da Secre­ta­ria da Agricultura.

Ques­ti­o­na­do sobre a impor­tân­cia da nova legis­la­ção, o secre­tá­rio-exe­cu­ti­vo do Sin­di­lat-Sin­di­ca­to da Indús­tria de Lati­cí­ni­os do RS, Dar­lan Palha­ri­ni, des­ta­cou que o quei­jo ser­ra­no abre uma nova fren­te de atu­a­ção para o setor lác­teo gaú­cho uma vez que res­guar­da carac­te­rís­ti­cas úni­cas da pro­du­ção colo­ni­al gaú­cha. “Legis­la­ções como esta refor­çam a qua­li­da­de e a ori­gem da pro­du­ção do Rio Gran­de do Sul e dão gás para as empre­sas inves­ti­rem”, fri­sou o executivo.

De auto­ria do depu­ta­do Viní­cius Ribei­ro, a lei pre­vê que o lei­te uti­li­za­do na pro­du­ção do quei­jo arte­sa­nal deva ser da pro­pri­e­da­de ou pos­se rural em que se situa a quei­ja­ria, sen­do proi­bi­da a aqui­si­ção de lei­te de outros locais, mes­mo que pró­xi­mos ao esta­be­le­ci­men­to. O quei­jo tam­bém deve­rá ser comer­ci­a­li­za­do somen­te sob regis­tro ou títu­lo de rela­ci­o­na­men­to, ambos emi­ti­dos pelo órgão de con­tro­le sani­tá­rio do Esta­do ou por ser­vi­ço de ins­pe­ção municipal.

Além dis­so, deve estar iden­ti­fi­ca­do, con­ten­do o núme­ro do cadas­tro, regis­tro e nome do muni­cí­pio de ori­gem do esta­be­le­ci­men­to.   “Este pro­je­to de lei tem uma dimen­são mui­to gran­de para inú­me­ras famí­li­as que tra­ba­lham nes­te setor. Além de qua­li­fi­car a comer­ci­a­li­za­ção, é um res­ga­te his­tó­ri­co que valo­ri­za o peque­no pro­du­tor e incen­ti­va os seus filhos a per­ma­ne­ce­ram no cam­po, cres­cen­do jun­to com a região”, des­ta­cou Ribeiro.

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