RS apresenta ações para conquistar novo status sanitário em aftosa

RS APRESENTA AÇÕES PARA CONQUISTAR NOVO STATUS SANITÁRIO EM AFTOSA

A  secre­ta­ria da Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Desen­vol­vi­men­to apre­sen­tou, no dia 21 de janei­ro, ações que deve­rão ser toma­das para que o Rio Gran­de do Sul pos­sa evo­luir o sta­tus sani­tá­rio para zona livre de afto­sa sem vaci­na­ção. As medi­das seguem 18 reco­men­da­ções elen­ca­das pelo Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra no rela­tó­rio da audi­to­ria rea­li­za­da em setem­bro do ano passado.

“Alguns apon­ta­men­tos nós já tínha­mos solu­ções a apre­sen­tar. A reti­ra­da da vaci­na­ção é o mai­or avan­ço des­ta secre­ta­ria para os pró­xi­mos anos”, dis­se o secre­tá­rio Covat­ti Filho, que, por estar em um cur­so de ges­tão nos Esta­dos Uni­dos, par­ti­ci­pou da reu­nião por vide­o­con­fe­rên­cia. No iní­cio de feve­rei­ro, minis­té­rio e secre­ta­ria devem se reu­nir para ava­li­ar as medi­das ado­ta­das e deci­dir se o pro­ces­so de evo­lu­ção do sta­tus sani­tá­rio con­ti­nu­a­rá, com a pos­si­bi­li­da­de de a eta­pa da vaci­na­ção de maio ser sus­pen­sa. “Mas tudo isso se dará com diá­lo­go cons­tan­te com o setor pro­du­ti­vo”, pon­tu­ou o secre­tá­rio Covatti.

Entre as reco­men­da­ções do Minis­té­rio, está a reor­ga­ni­za­ção do qua­dro de pes­so­al para que os fis­cais agro­pe­cuá­ri­os sejam reti­ra­dos de ati­vi­da­des admi­nis­tra­ti­vas e se dedi­quem inte­gral­men­te à fis­ca­li­za­ção. “Para que isso ocor­ra, esta­mos com um pro­ces­so para con­tra­ta­ção, por lici­ta­ção, de 150 pos­tos de tra­ba­lho em ser­vi­ços de logís­ti­ca admi­nis­tra­ti­va”, deta­lhou o secre­tá­rio em exer­cí­cio, Luiz Fer­nan­do Rodriguez.

Outro apon­ta­men­to se refe­re à atu­a­li­za­ção da fro­ta de veí­cu­los da Seap­dr, que soli­ci­ta­rá a aqui­si­ção de car­ros uti­li­tá­ri­os com manu­ten­ção garan­ti­da. As demais reco­men­da­ções inclu­em: moder­ni­za­ção e ajus­te do Sis­te­ma de Defe­sa Agro­pe­cuá­ria da secre­ta­ria, padro­ni­za­ção no cum­pri­men­to da legis­la­ção, incre­men­to da fis­ca­li­za­ção volan­te, ela­bo­ra­ção de estra­té­gia para fun­ci­o­na­men­to dos pos­tos fis­cais, incre­men­to na fis­ca­li­za­ção de even­tos com aglo­me­ra­ção de ani­mais, cum­pri­men­to de metas dos pro­gra­mas de sani­da­de ani­mal, ati­vi­da­des de edu­ca­ção em saú­de ani­mal e mai­or par­ti­ci­pa­ção do ser­vi­ço vete­ri­ná­rio ofi­ci­al nas ações do SUS. “Temos ações defi­ni­das para cada uma des­tas 18 reco­men­da­ções”, fina­li­zou Rodriguez.

Esti­ve­ram pre­sen­tes à reu­nião repre­sen­tan­tes das fede­ra­ções da Agri­cul­tu­ra (Far­sul), Bra­si­lei­ra das Asso­ci­a­ções de Cri­a­do­res de Ani­mais de Raça (Febrac), dos Tra­ba­lha­do­res na Agri­cul­tu­ra (Fetag-RS) e do Fun­do de Desen­vol­vi­men­to e Defe­sa Sani­tá­ria Ani­mal (Fun­de­sa).

 

Van­ta­gens para a reti­ra­da da vacinação

Se o Rio Gran­de do Sul for decla­ra­do como zona livre de afto­sa sem vaci­na­ção, pode­rá atin­gir mer­ca­dos mais exi­gen­tes, que atu­al­men­te não reco­nhe­cem e não com­pram pro­teí­na de ani­mais de zonas com vaci­na­ção e que, con­se­quen­te­men­te, remu­ne­ram melhor. São paí­ses como a Chi­na, Japão, Coreia do Sul, Esta­dos Uni­dos, Chi­le e Filipinas.

Além dis­so, des­de que San­ta Cata­ri­na e Para­ná con­quis­ta­ram o sta­tus sani­tá­rio de zona livre de afto­sa sem vaci­na­ção, o Rio Gran­de do Sul não pode mais ven­der para estes esta­dos. Só o Para­ná repre­sen­ta 70% dos bovi­nos comer­ci­a­li­za­dos do ter­ri­tó­rio gaú­cho para outros estados.

Fon­te: Secre­ta­ria da Agri­cul­tu­ra do Rio Gran­de do Sul

Rolar para cima