Troféu Agroleite abre votação para escolha dos melhores da cadeia leiteira - Balde Branco

O pro­du­to arte­sa­nal pro­ve­ni­en­te da região minei­ra da Ser­ra da Canas­tra ficou em pri­mei­ro lugar no ran­king do site Tas­te Atlas, que uti­li­za um ran­king base­a­do em infor­ma­ções de consumidores

Queijo da Canastra é eleito o melhor do mundo por site dos EUA 

Da reda­ção

Em um ran­king dos 50 melho­res quei­jos, divul­ga­do nes­te mês pelo site ame­ri­ca­no Tas­te Atlas, o quei­jo minas arte­sa­nal, da região pro­du­to­ra da Canas­tra, apa­re­ce em pri­mei­ro lugar.

O pro­du­to dei­xou para trás os conhe­ci­dos gra­na pada­no, gor­gon­zo­la pic­can­te e peco­ri­no sar­do, entre outros quei­jos famo­sos internacionalmente.

Repre­sen­tan­do a Asso­ci­a­ção dos Pro­du­to­res de Quei­jo da Canas­tra (Apro­cam), o geren­te exe­cu­ti­vo Higor Dou­glas de Frei­tas con­fir­mou a infor­ma­ção. “Essa notí­cia pro­ce­de. O Tes­ta Atlas é como se fos­se um guia de via­gem, seme­lhan­te ao nos­so Guia Qua­tro Rodas. Ele rece­be infor­ma­ções dos usuá­ri­os e vai ran­que­an­do”, dis­se , acres­cen­tan­do que se tra­ta da ava­li­a­ção de con­su­mi­do­res do pro­du­to mineiro.

“A gen­te fica feliz. É uma con­quis­ta expres­si­va, pois reco­nhe­ce cada vez mais a qua­li­da­de do nos­so pro­du­to e o tra­ba­lho dos pro­du­to­res para entre­gar um bom pro­du­to aos con­su­mi­do­res”, afir­ma Freitas.

Pro­pri­e­tá­ri­os da Fazen­da São Ben­to Var­gem Gran­de e da Quei­ja­ria J & C, ambas no muni­cí­pio de São Roque de Minas, Maria Apa­re­ci­da de Frei­tas e Jadir da Cos­ta tam­bém fes­te­jam a novi­da­de. “Mui­to impor­tan­te. Não só para a gen­te, mas para todos os pro­du­to­res. Isso vai agre­gar mais valor mone­tá­rio e con­fir­mar ain­da mais a boa qua­li­da­de do pro­du­to”, con­clui Freitas.

Ela e o mari­do Jadir pro­du­zem de 25 a 28 quei­jos por dia, em média. Os pro­du­tos são comer­ci­a­li­za­dos em empó­ri­os de São Pau­lo, Rio de Janei­ro e San­ta Cata­ri­na, sen­do reser­va­da uma peque­na par­te para o comér­cio de São Roque de Minas, segun­do Maria Aparecida.

Por isso, no últi­mo Con­cur­so Muni­ci­pal de Qua­li­da­de do Quei­jo Minas Canas­tra de São Roque de Minas, pro­mo­vi­do pela Ema­ter-MG, o quei­jo do casal ficou no quar­to lugar, entre os cin­co sele­ci­o­na­dos. A clas­si­fi­ca­ção garan­te a par­ti­ci­pa­ção do pro­du­to, no pró­xi­mo Con­cur­so Regi­o­nal de Qua­li­da­de do Quei­jo Minas Canas­tra, que foi rea­li­za­do no dia 24 de julho, em Var­gem Bonita.

Os con­cur­sos de qua­li­da­de do quei­jo minas arte­sa­nal, pro­mo­vi­dos pela Ema­ter-MG, sejam nos níveis muni­ci­pal, regi­o­nal e esta­du­al, têm por obje­ti­vo esti­mu­lar a pro­du­ção, agre­gar valor e incen­ti­var a melho­ria da qua­li­da­de do pro­du­to e a lega­li­za­ção das quei­ja­ri­as, jun­to aos órgãos de ins­pe­ção sanitária.

Des­ta manei­ra, o quei­jo minas arte­sa­nal é pro­du­zi­do a par­tir de lei­te de vaca cru, orde­nha­do na mes­ma pro­pri­e­da­de onde fica a quei­ja­ria. A igua­ria, além de seu sabor espe­ci­al, se des­ta­ca por ser um dos repre­sen­tan­tes mais típi­cos da his­tó­ria minei­ra, com seu modo de pre­pa­ro sen­do pas­sa­do entre gera­ções. O modo arte­sa­nal da fabri­ca­ção foi regis­tra­do como patrimô­nio cul­tu­ral ima­te­ri­al bra­si­lei­ro pelo Ins­ti­tu­to do Patrimô­nio His­tó­ri­co e Artís­ti­co Naci­o­nal (Iphan).

Do mes­mo modo, além das dez micror­re­giões pro­du­to­ras do quei­jo minas arte­sa­nal (Ara­xá, Cam­po das Ver­ten­tes, Canas­tra, Cer­ra­do, Dia­man­ti­na, Entre Ser­ras da Pie­da­de ao Cara­ça, Ser­ras da Ibi­ti­po­ca, Ser­ra do Sali­tre, Ser­ro e Tri­ân­gu­lo Minei­ro), Minas Gerais tem mais outras cin­co regiões carac­te­ri­za­das. Isso sig­ni­fi­ca que pas­sa­ram por estu­do que iden­ti­fi­cou e defi­niu o tipo de queijo.

Ao mes­mo tem­po, essas regiões pro­du­zem os seguin­tes quei­jos arte­sa­nais: Caba­ci­nha, Ser­ra Geral, Vale do Sua­çuí, Ala­goa, Man­ti­quei­ra de Minas. Hoje já se sabe que cada um deles tem carac­te­rís­ti­cas pecu­li­a­res, como o sabor, por exem­plo, que sofre a influên­cia do cli­ma e da pas­ta­gem pre­do­mi­nan­te. A ori­gem e mane­jo do reba­nho e até o per­fil do pro­du­tor tam­bém são deter­mi­nan­tes no tipo de quei­jo de cada lugar.

“O reco­nhe­ci­men­to da qua­li­da­de dos quei­jos minei­ros e em par­ti­cu­lar, nes­se momen­to, do quei­jo minas arte­sa­nal, da região pro­du­to­ra Canas­tra, mui­to nos orgu­lha. Tudo isso é resul­ta­do de um esfor­ço con­jun­to de todo o sis­te­ma de Agri­cul­tu­ra do esta­do. Nin­guém faz nada sozi­nho. Temos que des­ta­car o tra­ba­lho da nos­sa empre­sa, Ema­ter-MG, mas tam­bém da Empre­sa de Pes­qui­sa Agro­pe­cuá­ria (Epa­mig), do Ins­ti­tu­to Minei­ro de Agro­pe­cuá­ria (IMA) e a coor­de­na­ção da Secre­ta­ria de Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to (Sea­pa). Todo o gru­po tem sua con­tri­bui­ção no desen­vol­vi­men­to da cadeia pro­du­ti­va do lei­te e do quei­jo, com qua­li­da­de e segu­ran­ça para os con­su­mi­do­res”, dis­se o dire­tor-pre­si­den­te da Ema­ter-MG, Otá­vio Maia.