Programa Mais Leite Saudável é descentralizado - Balde Branco

A apro­va­ção de pro­je­tos de fomen­tos do pro­gra­ma vol­ta­do para qua­li­da­de do lei­te pas­sa ago­ra a ser res­pon­sa­bi­li­da­de dos estados 

 Foi publi­ca­da, no últi­mo dia 15 de maio, a Ins­tru­ção Nor­ma­ti­va nº 8, que des­cen­tra­li­za a apro­va­ção de pro­je­tos de fomen­to do pro­gra­ma Mais Lei­te Sau­dá­vel do Mapa-Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to. Essa tare­fa, que era antes desem­pe­nha­da pelo minis­té­rio, em Bra­sí­lia, será rea­li­za­da ago­ra em cada esta­do. Segun­do o coor­de­na­dor de Boas Prá­ti­cas e Bem Estar Ani­mal do Mapa, Rodri­go Dan­tas, “a medi­da vai dar agi­li­da­de ao anda­men­to dos pro­ces­sos, pois é gran­de o volu­me de pedi­dos de apro­va­ção de pro­je­tos vol­ta­dos à melho­ria da qua­li­da­de do lei­te”.

Os ser­vi­do­res nos esta­dos, atu­al­men­te, já rea­li­zam a mai­or par­te des­sa ati­vi­da­de, bem como toda a fis­ca­li­za­ção da exe­cu­ção dos pro­je­tos nas pro­pri­e­da­des rurais par­ti­ci­pan­tes. Tam­bém, estão capa­ci­ta­dos para a assu­mir essa res­pon­sa­bi­li­da­de. Atu­al­men­te, entre R$ 75 a 80 milhões estão inves­ti­dos na pro­du­ção lei­tei­ra ape­nas com esse programa.

Estão em anda­men­to 300 pro­je­tos vol­ta­dos para 60 mil pro­du­to­res em todo o país. A mai­or par­te dos cri­a­do­res está loca­li­za­da no Rio Gran­de do Sul, San­ta Cata­ri­na, Para­ná, Minas Gerais e Goiás. Ape­nas em 20 dos mais de 44 pro­je­tos do Rio Gran­de do Sul estão envol­vi­dos 3.615 pecu­a­ris­tas, com reba­nho de apro­xi­ma­da­men­te 121 mil vacas. Eles são bene­fi­ci­a­dos com recur­sos para ações de con­tro­le visan­do cer­ti­fi­ca­ção das pro­pri­e­da­des como livres da bru­ce­lo­se e tuber­cu­lo­se bovina.

O Mais Lei­te Sau­dá­vel é via­bi­li­za­do com par­te dos cré­di­tos pre­su­mi­dos do PIS e Cofins, acu­mu­la­dos na com­pra do lei­te in natu­ra pelas agroin­dús­tri­as. As empre­sas podem com­pen­sar esses cré­di­tos no PIS e Cofins de seus pro­du­tos, ou em outros tri­bu­tos admi­nis­tra­dos pela Recei­ta Fede­ral, ou até mes­mo serem reem­bol­sa­das em dinhei­ro, no valor cor­res­pon­den­te a até 50% des­ses cré­di­tos. Para tan­to, pre­ci­sam des­ti­nar, obri­ga­to­ri­a­men­te, no míni­mo, 5% do mon­tan­te a pro­je­tos de fomen­to agro­pe­cuá­rio apro­va­dos pelo Mapa.

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