Produtores rurais não sentem o impacto da pandemia e mantêm investimentos - Balde Branco

A pes­qui­sa ocor­reu pre­sen­ci­al­men­te, seguin­do todos os pro­to­co­los de saú­de e segu­ran­ça, e foi rea­li­za­da entre outu­bro de 2020 e janei­ro de 2021 com 3.048 pro­du­to­res rurais (homens e mulhe­res com poder de deci­são, de pro­pri­e­da­des de peque­no, médio e gran­de por­tes) de 16 esta­dos de todas as regiões do país

 

Produtores rurais não sentem o impacto da pandemia e mantêm investimentos, mostra 8ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural 

Segun­do o levan­ta­men­to rea­li­za­do pela Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Mar­ke­ting Rural e Agro­ne­gó­cio (ABM­RA), e divul­ga­do nes­ta ter­ça-feria (25) aos veí­cu­los de comu­ni­ca­ção do setor, 64% dos pro­du­to­res rurais sen­ti­ram bai­xo impac­to da pan­de­mia nos seus negó­ci­os. Por con­ta dis­so, 86% deles não fize­ram qual­quer mudan­ça na admi­nis­tra­ção de suas pro­pri­e­da­des e 78% man­têm os pla­nos de inves­ti­men­tos duran­te a cri­se sani­tá­ria. Esta é uma das con­clu­sões da 8ª Pes­qui­sa ABM­RA Hábi­tos do Pro­du­tor Rural, o mais amplo levan­ta­men­to do per­fil dos pro­du­to­res, incluin­do seus hábi­tos de mídia, com­pra e conec­ti­vi­da­de, entre outros. A pan­de­mia tem impac­to médio no cam­po para 11% dos pro­du­to­res rurais e alto para 25% deles.

A pes­qui­sa ocor­reu pre­sen­ci­al­men­te, seguin­do todos os pro­to­co­los de saú­de e segu­ran­ça, e foi rea­li­za­da entre outu­bro de 2020 e janei­ro de 2021 com 3.048 pro­du­to­res rurais (homens e mulhe­res com poder de deci­são, de pro­pri­e­da­des de peque­no, médio e gran­de por­tes) de 16 esta­dos de todas as regiões do país, abran­gen­do 14 cul­tu­ras agrí­co­las e 4 ati­vi­da­des animais.

“A 8ª Pes­qui­sa ABM­RA Hábi­tos do Pro­du­tor Rural mos­tra, com exa­ti­dão, o que está na men­te dos agri­cul­to­res e cri­a­do­res nes­te exa­to momen­to em que o Bra­sil e o mun­do ain­da são impac­ta­dos pela pan­de­mia do novo coro­na­ví­rus. O levan­ta­men­to é essen­ci­al para todos os agen­tes da cadeia da pro­du­ção, incluin­do empre­sas das mais dife­ren­tes áre­as de atu­a­ção, enti­da­des de clas­se, órgãos gover­na­men­tais, for­ma­do­res de opi­nião e mei­os, para enten­der os hábi­tos dos pro­du­to­res e a rele­vân­cia ou mes­mo a bai­xa rele­vân­cia dos novos agen­tes de comu­ni­ca­ção, como as mídi­as soci­ais, a tec­no­lo­gia de for­ma geral e os  influ­en­ci­a­do­res digi­tais do agro”, des­ta­ca Ricar­do Nico­de­mos, vice-pre­si­den­te da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Mar­ke­ting Rural e Agro­ne­gó­cio e coor­de­na­dor da pes­qui­sa, que foi enco­men­da­da pela enti­da­de à IHS Markit.

Conec­ti­vi­da­de e Comu­ni­ca­ção – A pes­qui­sa tam­bém cons­ta­ta o avan­ço das fer­ra­men­tas de comu­ni­ca­ção no cam­po: 94% dos pro­du­to­res têm smartpho­ne, con­tra 61% na pes­qui­sa ante­ri­or, rea­li­za­da em 2017. Outro pon­to impor­tan­te é a mai­or ofer­ta de inter­net no meio rural, dis­po­ní­vel para 91% dos pro­du­to­res de ani­mais e 88% para os agri­cul­to­res. 57% dos entre­vis­ta­dos usam a rede 15 ou mais vezes por dia. Pre­vi­são do tem­po e infor­ma­ção são os prin­ci­pais con­teú­dos bus­ca­dos por agri­cul­to­res e criadores.

“Nun­ca o con­teú­do foi tão impor­tan­te nas mídi­as digi­tais”, apon­ta a pes­qui­sa. “74% dos pro­du­to­res usam a inter­net para se atu­a­li­zar. O levan­ta­men­to com­pro­va a rele­vân­cia do What­sapp como meio de comu­ni­ca­ção digi­tal. Nada menos do que 76% dos pro­du­to­res usam a pla­ta­for­ma para rea­li­zar negó­ci­os, o que é uma novi­da­de. O Face­bo­ok con­ti­nua sen­do impor­tan­te como rede soci­al, porém não para fazer negó­ci­os, e o You­Tu­be qua­se tri­pli­cou de impor­tân­cia em rela­ção à pes­qui­sa de 2017”, deta­lha Jor­ge Espa­nha, pre­si­den­te da ABMRA.

Entre os mei­os de comu­ni­ca­ção tra­di­ci­o­nais, os pro­du­to­res pre­fe­rem a tv aber­ta, segui­da por rádio, tv espe­ci­a­li­za­da, jor­nal e revis­ta. “Des­ta­co a resi­li­ên­cia do meio rádio, que per­ma­ne­ce mui­to impor­tan­te no meio rural e tam­bém a con­fi­an­ça dos agri­cul­to­res e cri­a­do­res nas revis­tas e jor­nais. Um em cada qua­tro pro­du­to­res par­ti­ci­pan­tes da pes­qui­sa (26%) dis­se que “a revis­ta é mui­to impor­tan­te para me man­ter infor­ma­do sobre o setor rural” e 30% des­ta­ca­ram que “jor­nais e revis­tas do agro­ne­gó­cio aju­dam os pro­fis­si­o­nais do cam­po a ino­var e aumen­tar os seus ganhos”. “O que vemos é a con­ver­gên­cia de vári­os mei­os de comu­ni­ca­ção com a neces­si­da­de de agi­li­da­de na toma­da de deci­são e inte­ra­ção, fator já pre­vis­to na 7ª Pes­qui­sa ABM­RA Hábi­tos do Pro­du­tor Rural, de 2017”, res­sal­ta Jor­ge Espanha.

For­ça da Mulher e Even­tos Pre­sen­ci­ais – A mulher ganha cada vez mais espa­ço no cam­po, par­ti­cu­lar­men­te em pos­tos de ges­tão e em deter­mi­na­das ati­vi­da­des pro­du­ti­vas, repre­sen­tan­do 26% dos car­gos de deci­são e coman­do. Para 94% dos pro­du­to­res rurais con­sul­ta­dos, a mulher é vital ou mui­to impor­tan­te no negó­cio rural.

O Bra­sil é mui­to gran­de e tem carac­te­rís­ti­cas regi­o­nais pró­pri­as, inclu­si­ve em ter­mos de per­fil da pro­du­ção, o que se refle­te no resul­ta­do da pes­qui­sa. Um exem­plo é a mulher no cam­po, espe­ci­fi­ca­men­te quan­to à sua mai­or ou menor pre­sen­ça em pos­tos de ges­tão ou lide­ran­ça. No lei­te, por exem­plo, ela par­ti­ci­pa com 88%; em con­tra­par­ti­da, na soja, com ape­nas 2%.

A pan­de­mia mudou a rea­li­da­de dos even­tos. Dias de cam­po, fei­ras, expo­si­ções, con­gres­sos e outros se tor­na­ram vir­tu­ais. “O pro­du­tor rural con­ti­nua pre­fe­rin­do os even­tos téc­ni­cos e comer­ci­ais, porém aguar­dam com expec­ta­ti­va as edi­ções pre­sen­ci­ais. A 8ª Pes­qui­sa ABM­RA Hábi­tos do Pro­du­tor Rural iden­ti­fi­cou que 39% dos agri­cul­to­res e cri­a­do­res foram a even­tos pre­sen­ci­ais antes da pan­de­mia e que 58% deles pre­ten­dem ir no futu­ro. Essa res­pos­ta foi pra­ti­ca­men­te unâ­ni­me: os pro­du­to­res rurais dese­jam a vol­ta dos even­tos pre­sen­ci­ais”, apon­ta Ricar­do Nicodemos.

Soft­ware Exclu­si­vo e Mine­ra­ção de Dados – O cére­bro da 8ª Pes­qui­sa ABM­RA Hábi­tos do Pro­du­tor Rural é um soft­ware exclu­si­vo, que pos­si­bi­li­ta deze­nas de milha­res de com­bi­na­ções de dados. Com essa fer­ra­men­ta, os usuá­ri­os podem fil­trar por ati­vi­da­de, loca­li­da­de, meio de comu­ni­ca­ção, per­fil regi­o­nal e vári­os outros indicadores.

“A pes­qui­sa com­ple­ta está dis­po­ní­vel somen­te às empre­sas cotis­tas. O que infor­ma­mos aqui é ape­nas um peque­no extra­to do que é pos­sí­vel fazer em ter­mos de mine­ra­ção de dados. Os cotis­tas têm um pro­du­to úni­co à dis­po­si­ção para aumen­tar, e mui­to, o êxi­to das suas estra­té­gi­as de comu­ni­ca­ção e mar­ke­ting e para conhe­cer pro­fun­da­men­te o mer­ca­do agro­pe­cuá­rio, sob a óti­ca dos agri­cul­to­res e dos cri­a­do­res de ani­mais. A ABM­RA está à dis­po­si­ção das empre­sas inte­res­sa­das em se jun­tar às deze­nas de com­pa­nhi­as que já adqui­ri­ram a pes­qui­sa e, assim, têm gran­de van­ta­gem com­pe­ti­ti­va em rela­ção aos seus con­cor­ren­tes”, expli­ca Ricar­do Nicodemos.

“O soft­ware exclu­si­vo da pes­qui­sa pos­si­bi­li­ta deter­mi­nar, com extre­ma con­fi­a­bi­li­da­de, as pre­fe­rên­ci­as dos pro­du­to­res em comu­ni­ca­ção e em for­mas de inte­ra­ção, che­gan­do ao deta­lhe de mos­trar quan­do, onde e a que hora da sema­na ocor­rem os aces­sos”, com­ple­men­ta Jor­ge Espanha.

Pes­qui­sa é Ela­bo­ra­da Des­de 1985 – A Pes­qui­sa ABM­RA Hábi­tos do Pro­du­tor Rural é rea­li­za­da pela Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Mar­ke­ting Rural e Agro­ne­gó­cio (ABM­RA) des­de 1985. A 8ª edi­ção é a mai­or da his­tó­ria, incluin­do 14 cul­tu­ras agrí­co­las (grãos, pere­nes e hor­ti­frú­ti) e 4 ani­mais (pecuá­ria de cor­te e de lei­te, avi­cul­tu­ra e sui­no­cul­tu­ra). As entre­vis­tas foram rea­li­za­das em 16 esta­dos – par­ti­ci­pa­ção de todas as regiões do país.

Foram ouvi­dos 3.048 pro­du­to­res rurais, sen­do 2.310 agri­cul­to­res e 738 cri­a­do­res, de peque­no, médio e gran­de por­tes. A equi­pe da IHS Mar­kit, lide­ra­da pelo dire­tor Mar­ce­lo Clau­di­no, fez 273 per­gun­tas para cada pro­du­tor. No total, foram 4.500 horas de entrevistas.

“A ABM­RA sen­te-se orgu­lho­sa em pres­tar esse ser­vi­ço indis­pen­sá­vel para o agro­ne­gó­cio bra­si­lei­ro, colo­can­do à dis­po­si­ção do mer­ca­do uma pes­qui­sa ampla, atu­al e deta­lha­da, como se fos­se o ‘cen­so do IBGE’ dos pro­du­to­res rurais em ter­mos de hábi­tos de mídia e de com­pra, envol­vi­men­to com tec­no­lo­gia, mídi­as pre­fe­ren­ci­ais, prin­ci­pais horá­ri­os de cone­xão, per­fil por ati­vi­da­de rural e mui­to mais. Refor­ço o con­vi­te para as empre­sas se tor­na­rem cotis­tas da pes­qui­sa e terem aces­so a um con­teú­do exclu­si­vo e riquís­si­mo, além do soft­ware, fer­ra­men­ta fun­da­men­tal para aná­li­ses de inves­ti­men­tos em comu­ni­ca­ção e mar­ke­ting”, refor­ça o pre­si­den­te da ABMRA.

Mais infor­ma­ções:

www.abmra.org.br / abmra@abmra.org.br / (11) 3812–7814 e (11) 97751–8297

Fon­te: Asses­so­ria de Comu­ni­ca­ção da ABMRA

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