Produtores de leite cobram leis específicas para defesa do setor - Balde Branco

A atu­al con­jun­tu­ra da pecuá­ria lei­tei­ra e as ações que vem sen­do desen­vol­vi­das para o avan­ço do setor foram abor­da­das duran­te o Encon­tro dos Pro­du­tos de Lei­te, ocor­ri­do em Uberaba/MG, com a pre­sen­ça de deze­nas de pecu­a­ris­tas de todo o país. O pre­si­den­te da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Cri­a­do­res de Giro­lan­do, Luiz Car­los Rodri­gues, abriu o even­to e apre­sen­tou os pro­je­tos da enti­da­de na pro­mo­ção da raça, que é res­pon­sá­vel por 80% do lei­te pro­du­zi­do no Brasil.

Na sequên­cia, o pre­si­den­te Abra­lei­te (Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Pro­du­to­res de Lei­te), Geral­do Bor­ges, minis­trou pales­tra sobre “Pla­ne­ja­men­to, pro­du­ção e pers­pec­ti­vas de pre­ço para 2018”. Segun­do ele, ape­sar da melho­ria do sis­te­ma de pro­du­ção nas fazen­das e do aumen­to do volu­me anu­al pro­du­zi­do, fal­tam leis para defen­der o setor de medi­das econô­mi­cas con­si­de­ra­das pre­ju­di­ci­ais, como, por exem­plo, a impor­ta­ção de lei­te em pó do Uruguai.

Outro pro­ble­ma apon­ta­do pelo pre­si­den­te da Abra­lei­te é a pro­pa­gan­da nega­ti­va con­tra o lei­te fei­ta por empre­sas de bebi­das de ori­gem vege­tal. O Minis­té­rio da Jus­ti­ça aca­ba de deter­mi­nar a reti­ra­da de pro­pa­gan­da de bebi­da vege­tal con­si­de­ra­da pejo­ra­ti­va ao lei­te e agres­si­va à clas­se pro­du­to­ra. “Já exis­te um Pro­je­to de Lei em tra­mi­ta­ção no Con­gres­so que obri­ga a uti­li­za­ção da pala­vra lei­te somen­te para pro­du­tos que são exclu­si­va­men­te lei­te. Lei­te de soja, lei­te de coco, lei­te de arroz, lei­te de amên­doa não pode­ri­am mais usar a pala­vra lei­te.”, des­ta­ca Bor­ges. Outros 17 Pro­je­tos de Lei que bene­fi­ci­am a pecuá­ria lei­tei­ra tam­bém estão em tra­mi­ta­ção. E, para coi­bir o mar­ke­ting nega­ti­vo, a Abra­lei­te ini­ci­a­rá em bre­ve uma cam­pa­nha nas redes soci­ais para mos­trar os bene­fí­ci­os do leite.

As lide­ran­ças do setor e pro­du­to­res pre­sen­tes no even­to res­sal­ta­ram ain­da que o cus­to de pro­du­ção do lei­te é um dos mai­o­res do mun­do e o pre­ço pago ao pro­du­tor não per­mi­te uma boa ren­ta­bi­li­da­de, o que tem leva­do mui­tos a desis­ti­rem do negó­cio. Tam­bém pre­o­cu­pa o setor a fal­ta de uma legis­la­ção espe­cí­fi­ca para garan­tir a comer­ci­a­li­za­ção de pro­du­tos arte­sa­nais (como quei­jos e outros deri­va­dos do lei­te) em vári­os Esta­dos bra­si­lei­ros. Outro pro­ble­ma apre­sen­ta­do foi a onda cres­cen­te de vio­lên­cia na zona rural, com aumen­to de fur­tos nas pro­pri­e­da­des rurais. Segun­do o pre­si­den­te da Abra­lei­te, todas essas deman­das estão sen­do tra­ta­das pela enti­da­de jun­to às auto­ri­da­des res­pon­sá­veis, mas os pro­du­to­res tam­bém pre­ci­sam cobrar dos polí­ti­cos medi­das efi­ca­zes para com­ba­ter esses problemas.

Entre as lide­ran­ças que par­ti­ci­pa­ram do Encon­tro dos Pro­du­to­res Rurais, esta­vam o secre­tá­rio de Agri­cul­tu­ra de Ube­ra­ba, Luiz Car­los Saad, do pre­si­den­te do Sin­di­ca­to Rural de Ube­ra­ba, Romeu Bor­ges Júni­or, do pre­si­den­te da Cer­trim Luiz Hen­ri­que Bor­ges, o dire­tor da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Cri­a­do­res de Zebu, Rival­do Macha­do Bor­ges Júni­or, o geren­te regi­o­nal da Ema­ter-MG, Gus­ta­vo Later­za, e o repre­sen­tan­te da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Cri­a­do­res de Gir Lei­tei­ro, Sil­vio Quei­roz. O even­to faz par­te da pro­gra­ma­ção ofi­ci­al da 1ª Expo­si­ção Inte­res­ta­du­al de Giro­lan­do, que acon­te­ce até o dia 24 de feve­rei­ro, no Par­que Fer­nan­do Cos­ta, em Uberaba/MG.

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