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As expec­ta­ti­vas posi­ti­vas com rela­ção à segun­da safra no País (2018/2019) e a mai­or inten­ção do ven­de­dor em nego­ci­ar o cere­al tira­ram a sus­ten­ta­ção dos pre­ços no mer­ca­do inter­no em mar­ço. A mai­or ofer­ta advin­da de outros esta­dos cola­bo­ra com este cenário.
Segun­do levan­ta­men­to da Scot Con­sul­to­ria, na região de Cam­pi­nas-SP, a saca de 60 qui­los ficou cota­da, em média, em R$ 42,11, sem o fre­te, na pri­mei­ra quin­ze­na, com negó­ci­os em até R$ 40,00 por saca no final do mês. Em cur­to e médio pra­zo a expec­ta­ti­va é de mer­ca­do mais frou­xo, e que­das de pre­ços não estão descartadas.


Expec­ta­ti­vas posi­ti­vas com rela­ção à segun­da safra

A Com­pa­nhia Naci­o­nal de Abas­te­ci­men­to (Conab) divul­gou no dia 12 de mar­ço o sex­to levan­ta­men­to da safra bra­si­lei­ra de grãos.
Des­ta­ca­mos as revi­sões para cima na área e pro­du­ti­vi­da­de média do milho de segun­da safra, em reta final de seme­a­du­ra no País. A expec­ta­ti­va é de que a cul­tu­ra ocu­pe 12,05 milhões de hec­ta­res nes­te ciclo (2018/2019), fren­te aos 11,80 milhões de hec­ta­res esti­ma­dos no rela­tó­rio ante­ri­or. Na com­pa­ra­ção com a safra pas­sa­da, a área deve­rá ser 4,4% maior.
Com rela­ção à pro­du­ti­vi­da­de média das lavou­ras, a pre­vi­são é de um incre­men­to de 18,3% em 2018/2019, em rela­ção a 2017/2018. Com isso, a pro­du­ção na segun­da safra foi esti­ma­da em 66,6 milhões de tone­la­das, 2,1% a mais fren­te as 65,2 milhões de tone­la­das esti­ma­das em feve­rei­ro último.
O Bra­sil deve­rá colher 23,6% mais milho este ano, em com­pa­ra­ção com a segun­da safra pas­sa­da, o equi­va­len­te a 12,69 milhões de tone­la­das a mais.
Segui­mos moni­to­ran­do o cli­ma e o câm­bio, prin­ci­pais fato­res de pre­ci­fi­ca­ção para o cere­al nos pró­xi­mos meses.

Fare­lo de soja: cota­ções acom­pa­nhan­do o grão

A mai­or dis­po­ni­bi­li­da­de inter­na (colhei­ta), o dólar osci­lan­do menos e as incer­te­zas com rela­ção à deman­da fize­ram os pre­ços da soja-grão anda­rem de lado em mar­ço, com um viés de bai­xa. Por ora, a expec­ta­ti­va de uma menor pro­du­ção não tem sido sufi­ci­en­te para dar fôle­go às cota­ções dian­te das expec­ta­ti­vas de que­da na deman­da exter­na. Até o final de mar­ço, por vol­ta de 70% da área de soja havia sido colhi­da no País. Com rela­ção ao fare­lo de soja, as cota­ções têm acom­pa­nha­do o cená­rio obser­va­do para o grão.
Segun­do levan­ta­men­to da Scot Con­sul­to­ria, em São Pau­lo, a tone­la­da do fare­lo de soja ficou cota­da, em média, em R$ 1.281,90, sem o fre­te, em mar­ço. Os pre­ços caí­ram 2,5% des­de o come­ço do ano.
Em cur­to pra­zo, a expec­ta­ti­va é de que o viés de bai­xa con­ti­nue sobre os pre­ços do grão e do fare­lo de soja no mer­ca­do inter­no. No entan­to, as que­das deve­rão ser mais limi­ta­das, com­pa­ra­ti­va­men­te com os últi­mos meses.
Já em médio pra­zo, exis­te a pos­si­bi­li­da­de de as cota­ções reto­ma­rem a fir­me­za, com a pre­vi­são, por ora, de que­da na área com a cul­tu­ra nos Esta­dos Uni­dos, que estão se pre­pa­ran­do para seme­ar a safra 2019/20, e em fun­ção do mer­ca­do, do cli­ma e dos esto­ques redu­zi­dos no Brasil.

Mais milho e menos soja nos esta­dos uni­dos em 2019/2020?

Acon­te­ceu no final de feve­rei­ro o Agri­cul­tu­ral Outlo­ok Forum, do Depar­ta­men­to de Agri­cul­tu­ra dos Esta­dos Uni­dos (USDA, sigla em inglês). O fórum trou­xe as pri­mei­ras esti­ma­ti­vas acer­ca da safra nor­te-ame­ri­ca­na na tem­po­ra­da 2019/2020, em fase de pre­pa­ro para a seme­a­du­ra. Por ora, é espe­ra­do um incre­men­to da área com milho nos Esta­dos Uni­dos, fren­te à safra pas­sa­da, e uma redu­ção da área seme­a­da com soja.
O USDA esti­ma 37,23 milhões de hec­ta­res a serem seme­a­dos com milho em 2019/2020, um cres­ci­men­to de 3,2% na com­pa­ra­ção com a área seme­a­da em 2018/2019. No caso da soja, as pre­vi­sões ini­ci­ais apon­tam para uma redu­ção de 4,7% na área no ciclo atu­al, fren­te ao pas­sa­do. A cul­tu­ra deve­rá ocu­par 34,39 milhões de hec­ta­res em 2019/2020.
A pre­vi­são de redu­ção na área plan­ta­da com soja é refle­xo das incer­te­zas comer­ci­ais entre os nor­te-ame­ri­ca­nos e chi­ne­ses, o que pode­ria levar a uma menor deman­da pela soja nor­te-ame­ri­ca­na este ano, caso um acor­do não ocorresse.
No entan­to, algu­mas ques­tões rela­ci­o­na­das ao cli­ma (exces­so de chu­vas nas regiões pro­du­to­ras) pode­rá levar a algu­ma alte­ra­ção nas expec­ta­ti­vas iniciais.

Adu­bos: momen­to é favo­rá­vel para a compra

Os pre­ços dos adu­bos caí­ram em mar­ço, na com­pa­ra­ção men­sal. A pres­são de bai­xa é decor­ren­te da menor movi­men­ta­ção no mer­ca­do nes­te perío­do do ano e da menor pres­são advin­da do câm­bio, com o dólar osci­lan­do menos e em um pata­mar mais bai­xo que o veri­fi­ca­do no pri­mei­ro semes­tre do ano passado.
Segun­do levan­ta­men­to da Scot Con­sul­to­ria, os pre­ços dos fer­ti­li­zan­tes nitro­ge­na­dos caí­ram, em média, 0,6% em mar­ço, em rela­ção a feve­rei­ro des­te ano.
Para os adu­bos potás­si­cos e fos­fa­ta­dos, as que­das foram de 0,4% e 1,0%, res­pec­ti­va­men­te, no mes­mo perío­do. O momen­to é favo­rá­vel para a com­pra do insu­mo, já que a par­tir de abril/maio aumen­ta a deman­da inter­na por fer­ti­li­zan­tes, com as com­pras para a safra 2019/2020. Esta mai­or movi­men­ta­ção ten­de a dar sus­ten­ta­ção às cota­ções no País.

Lác­te­os: ven­das não evo­luí­ram em mar­ço, com o carnaval 

O mer­ca­do ata­ca­dis­ta de pro­du­tos lác­te­os fechou a pri­mei­ra quin­ze­na de mar­ço com ligei­ra que­da. Na média de todos os pro­du­tos pes­qui­sa­dos pela Scot Con­sul­to­ria o recuo foi de 0,6%, fren­te à quin­ze­na anterior.
O pre­ço do lei­te lon­ga vida (UHT) ficou pra­ti­ca­men­te está­vel no perío­do, com que­da de 0,1%. O pro­du­to ficou cota­do, em média, em R$ 2,55/litro. Des­de a segun­da quin­ze­na de janei­ro as cota­ções do pro­du­to vêm andan­do de lado, sem mui­tas alte­ra­ções. O con­su­mo de lei­tes fluí­dos mais fra­co na pri­mei­ra quin­ze­na de mar­ço, devi­do ao feri­a­do de Car­na­val, con­tri­buiu para que esse cená­rio de esta­bi­li­da­de nos pre­ços continuasse.
No vare­jo, em São Pau­lo, a situ­a­ção foi de pre­ços mais fir­mes. Na média de todos os pro­du­tos pes­qui­sa­dos pela Scot Con­sul­to­ria o aumen­to foi de 0,3% nos pri­mei­ros quin­ze dias de março.
O pre­ço do lei­te lon­ga vida tam­bém ficou pra­ti­ca­men­te está­vel, com alta de 0,1% na com­pa­ra­ção quin­ze­nal. O pro­du­to foi comer­ci­a­li­za­do, em média, em R$ 3,36/litro. Em rela­ção ao mes­mo perío­do do ano pas­sa­do a cota­ção do pro­du­to subiu 20,0% nas gôn­do­las pau­lis­tas este ano.
Em cur­to e médio pra­zo, a expec­ta­ti­va é de mer­ca­do fir­me, e altas nas cota­ções no ata­ca­do e vare­jo não estão des­car­ta­das, devi­do à que­da de pro­du­ção da maté­ria-pri­ma (lei­te cru) nas prin­ci­pais regiões produtoras.
Do lado da deman­da tam­bém se espe­ra uma melho­ra em abril. É impor­tan­te des­ta­car que a inten­si­da­de des­tas altas depen­de­rá de como evo­lui­rá a deman­da inter­na por lei­te e derivados.

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