Fazenda com 2200 vacas reduz trabalho em até 40% com ordenha robotizada - Balde Branco

Resul­ta­dos foram apre­sen­ta­dos duran­te a World Dairy Expo

Duran­te a World Dairy Expo, mai­or fei­ra de pecuá­ria lei­tei­ra do mun­do, rea­li­za­da no mês de outu­bro em Madi­son (WI), o cri­a­dor Bri­an Houin apre­sen­tou dados sobre a pro­du­ção de lei­te de sua fazen­da, loca­li­za­da em Ply­mouth, no esta­do ame­ri­ca­no de Indi­a­na, e como obte­ve ganhos de 30 a 40% em eco­no­mia de tra­ba­lho e no aumen­to no núme­ro de litros de leite.

Em entre­vis­ta con­ce­di­da ao jor­na­lis­ta Ber­nard Tobin, do site Real Agri­cul­tu­re, Houin con­ta que os robôs têm ope­ra­do em um novo con­fi­na­men­to do tipo free stall des­de 1º de janei­ro de 2018. O local abri­ga 12 lotes, cada um con­ten­do três robôs para a orde­nha de 180 vacas e, em outra sala, ele orde­nha de for­ma con­ven­ci­o­nal outras 1.800 vacas três vezes por dia, dan­do ao fazen­dei­ro a opor­tu­ni­da­de de com­pa­rar os dois sis­te­mas de orde­nha. No total, Houin admi­nis­tra 36 robôs Lely Astro­naut e 2.200 vacas em orde­nha, que pro­du­zem 86 mil litros de lei­te por dia.

Houin afir­ma que a efi­ci­ên­cia do tra­ba­lho é a moti­va­ção cha­ve para sua revo­lu­ção robó­ti­ca, já que é difí­cil de encon­trar tra­ba­lha­do­res e man­tê-los, além da con­fi­an­ça, que é um desa­fio cres­cen­te. Ele tam­bém acre­di­ta que os robôs pro­por­ci­o­nam bene­fí­ci­os de con­for­to às vacas e são de fácil ope­ra­ção pelo usuá­rio, per­mi­tin­do aos fazen­dei­ros con­tar uma his­tó­ria melhor aos con­su­mi­do­res que que­rem saber mais sobre como os ani­mais são mane­ja­dos e cuidados.

Duran­te a World Dairy Expo, Houin falou para uma pla­teia de fazen­dei­ros curi­o­sos para saber como os robôs têm pro­por­ci­o­na­do de 30 a 40% de eco­no­mia de tra­ba­lho em seus pri­mei­ros nove meses, quan­do com­pa­ra­dos à sala de orde­nha con­ven­ci­o­nal. Houin tam­bém obser­vou que as vacas no con­fi­na­men­to dos robôs estão pro­du­zin­do de dois a três litros de lei­te a mais, por vaca, aci­ma das vacas orde­nha­das de for­ma con­ven­ci­o­nal, sem qual­quer cus­to adi­ci­o­nal de alimento.

Outro medi­dor cha­ve para Houin é a manu­ten­ção. Até ago­ra, os robôs pare­cem estar em van­ta­gem quan­to ao cus­to de manu­ten­ção men­sal médio de U$13.06 dóla­res por vaca com­pa­ra­dos a U$17.36 da sala de orde­nha con­ven­ci­o­nal. Houin não men­ci­o­nou a difi­cul­da­de de com­pa­rar robôs novos com uma sala de orde­nha que já tem 18 anos de uso, mas a evi­dên­cia ini­ci­al é pro­mis­so­ra. Até ago­ra, Houin tem apro­va­do os robôs e acre­di­ta que a eco­no­mia de tra­ba­lho é cer­ta­men­te um incen­ti­vo sufi­ci­en­te para as fazen­das lei­tei­ras mai­o­res inves­ti­rem nes­sa tecnologia.

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