Como segun­do mai­or esta­do pro­du­tor de lei­te no País, com 4,660 bilhões de litros, o Para­ná tem regiões com pro­du­ti­vi­da­de supe­ri­or às da Argen­ti­na e da Aus­trá­lia

A pro­du­ção bra­si­lei­ra de lei­te foi de 35 bilhões de litros em 2015, de acor­do com os dados publi­ca­dos pela pes­qui­sa do IBGE. Isso repre­sen­ta uma redu­ção de 0,4% em rela­ção ao ano ante­ri­or. Ape­sar do menor volu­me, o desem­pe­nho da ati­vi­da­de ocor­reu de for­ma dife­ren­te nas regiões, com cres­ci­men­to no Sul e no Nor­des­te e redu­ção nas demais.

No Sul, a pro­du­ção foi mai­or no Para­ná e em San­ta Cata­ri­na e menor no Rio Gran­de do Sul. Com pro­du­ção de 4,660 bilhões de litros em 2015, o Para­ná pas­sou a ser o segun­do mai­or esta­do pro­du­tor de lei­te no País, supe­ran­do o volu­me pro­du­zi­do no Rio Gran­de do Sul, que foi de 4,599 bilhões. Minas Gerais con­ti­nua como mai­or pro­du­tor, com 9,145 bilhões de litros.

As mesor­re­giões para­na­en­ses que mais se des­ta­ca­ram, em ter­mos de quan­ti­da­de, com pro­du­ção supe­ri­or a 1 bilhão de litros anu­ais, foram o Oes­te, com 1,120 bilhão, e o Sudo­es­te, com 1,099 bilhão de litros de lei­te. O Cen­tro-Sul e o Cen­tro Ori­en­tal pro­du­zi­ram cer­ca de 620 milhões de litros/ano, como se obser­va na figu­ra 1. No perío­do de 2000 a 2015, em todas as mesor­re­giões do Esta­do hou­ve incre­men­to da ati­vi­da­de lei­tei­ra, exce­to na Metro­po­li­ta­na de Curi­ti­ba e no Nor­te Cen­tral Para­na­en­se.

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Con­si­de­ran­do ape­nas 10 micror­re­giões para­na­en­ses que apre­sen­ta­ram mai­or volu­me de lei­te no Esta­do em 2015, a quan­ti­da­de pro­du­zi­da foi de 3,399 bilhões de litros, com cres­ci­men­to de 47,1% no perío­do de 2005 a 2015. No perío­do mais recen­te, de 2010 a 2015, o aumen­to foi de 35,8%, como pode ser obser­va­do na figu­ra 2 e na tabe­la 1. As dez micror­re­giões cita­das repre­sen­tam 73% do lei­te esta­du­al.

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tabela1

Nas micror­re­giões de Umu­a­ra­ma e Pitan­ga, ocor­reu um gran­de aumen­to da pro­du­ção de lei­te, cujo volu­me mais que dobrou: pas­sou de 182 milhões para 385 milhões de litros. Em Pon­ta Gros­sa e Fran­cis­co Bel­trão, o cres­ci­men­to da pro­du­ção foi, em média, de 162 milhões de litros de lei­te. Em cin­co anos, essas duas micror­re­giões pas­sa­ram a pro­du­zir 323 milhões de litros a mais que o esti­ma­do em 2010. Nume­ri­ca­men­te, isso sig­ni­fi­ca que, em cin­co anos, cada pro­du­tor des­sas micror­re­giões incre­men­tou sua pro­du­ção diá­ria em 177 litros ou sur­giu um novo pro­du­tor.

Dobro da pro­du­ção do Uru­guai
Na média bra­si­lei­ra, a pro­du­ção de lei­te por vaca foi de 1.609 litros/ano. Na região Sul, a pro­du­ti­vi­da­de foi mai­or: 2.900 litros. Con­si­de­ran­do ape­nas o Esta­do do Para­ná, a média foi de 2.840 litros/ano.

Na tabe­la 1, se obser­va a pro­du­ti­vi­da­de média nas micror­re­giões para­na­en­ses e nota-se que em Pon­ta Gros­sa, com 6.433 litros/ano, foi supe­ri­or à média da Argen­ti­na ou da Aus­trá­lia, de 6.000 litros/vaca. A pro­du­ti­vi­da­de ani­mal de Tole­do e Pato Bran­co foi de 4.400 litros/vaca/ano. Em Foz do Igua­çu, Fran­cis­co Bel­trão, Capa­ne­ma, Pitan­ga e Cas­ca­vel, foi de 3 a 3,5 mil litros/vaca. Entre as dez micror­re­giões com mai­or volu­me de lei­te, Umu­a­ra­ma foi a que apre­sen­tou a menor pro­du­ti­vi­da­de por ani­mal, em média, de 2.232 litros/ano.

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No perío­do de 2010 a 2015, as micror­re­giões de Pru­den­tó­po­lis, Ira­ti, Umu­a­ra­ma, Pitan­ga e União da Vitó­ria mais que dobra­ram o volu­me de lei­te pro­du­zi­do. Esse desem­pe­nho refle­te que três micror­re­giões, que não são as de mai­or pro­du­ção, tive­ram gran­de desen­vol­vi­men­to, suge­rin­do que a ati­vi­da­de lei­tei­ra cres­ce não só nas regiões tra­di­ci­o­nais, mas tam­bém em outras regiões.

A quan­ti­da­de de lei­te pro­du­zi­do no Para­ná é o dobro do volu­me pro­du­zi­do no Uru­guai, que foi de 2,310 bilhões de litros e pro­du­ti­vi­da­de de 5.200 litros/vaca, em 2014. O país vizi­nho é um gran­de expor­ta­dor de lác­te­os para o Bra­sil, haja vis­ta que em onze meses de 2016 con­su­mi­mos 115 mil t de lác­te­os uru­guai­os. Se os bra­si­lei­ros derem pre­fe­rên­cia ao lei­te pro­du­zi­do no País, a ati­vi­da­de con­ti­nu­a­rá cres­cen­do no Para­ná com mer­ca­do garan­ti­do.

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