Ordenhadeira: boas práticas em seu uso - Balde Branco

Bom para o bol­so do pro­du­tor e para a saú­de das vacas

A pri­mei­ra coi­sa a dizer sobre a orde­nha­dei­ra é que o pro­du­tor deve adqui­ri-la de empre­sas idô­ne­as, que seguem padrões indi­ca­dos nas nor­mas inter­na­ci­o­nais, assim como garan­ta um pós-ven­da capaz de lhe pres­tar assis­tên­cia com téc­ni­cos espe­ci­a­li­za­dos. Um segun­do pon­to fun­da­men­tal é o pre­pa­ro téc­ni­co dos orde­nha­do­res. Isso sig­ni­fi­ca que não é só saber ope­rar o equi­pa­men­to; vai mui­to além dis­so para ter efi­ci­ên­cia e pro­lon­gar a vida útil da orde­nha­dei­ra: é pre­ci­so conhe­cer seu fun­ci­o­na­men­to; estar cien­te de que é uma máqui­na de alto valor; saber que falhas em seu fun­ci­o­na­men­to podem cau­sar pro­ble­mas séri­os nas vacas. E que tudo isso depen­de dos cui­da­dos rigo­ro­sos, manu­ten­ção pre­ven­ti­va e lim­pe­za cor­re­ta do sistema.

Máqui­na ver­sus ani­mal — Adri­a­no Flo­ra De Nadai, médi­co vete­ri­ná­rio e geren­te de Negó­ci­os da Orde­milk, enten­de que é pre­ci­so con­si­de­rar dois aspec­tos impor­tan­tes na ques­tão do uso cor­re­to da orde­nha­dei­ra: o Mecâ­ni­co e o Bio­ló­gi­co (ani­mal). “Quan­do não obser­va­dos com mui­ta aten­ção e não exe­cu­ta­dos de for­ma cor­re­ta os dois irão indi­re­ta­men­te acar­re­tar pre­juí­zos finan­cei­ros gra­ves ao pro­du­tor. E o pior é que são pro­ble­mas, mui­tas vezes, não visí­veis, per­ma­ne­cen­do por um lon­go pra­zo até que pos­sam ser solu­ci­o­na­dos”, alerta.

O aspec­to mecâ­ni­co é mui­to mais tran­qui­lo de se tra­ba­lhar, pois os equi­pa­men­tos, assim como todas as máqui­nas em geral, têm um “pra­zo de vali­da­de” e tra­zem a reco­men­da­ção do fabri­can­te sobre o melhor momen­to para manu­ten­ção e tro­ca. Assim, des­ta­ca ele, se esses pra­zos forem res­pei­ta­dos e a manu­ten­ção acon­te­cer nas datas pre­vis­tas, a ocor­rên­cia de emer­gên­ci­as fica­rá mui­to baixa.

“Para fina­li­zar a ques­tão mecâ­ni­ca, é mui­to impor­tan­te que o pro­du­tor tenha uma assis­tên­cia espe­ci­a­li­za­da que pos­sa a cada revi­são ou deter­mi­na­do perío­do exe­cu­tar uma veri­fi­ca­ção da máqui­na atra­vés de uma pul­so­gra­fia ou outros exa­mes, e fazer a regu­la­gem neces­sá­ria de acor­do com os resul­ta­dos encon­tra­dos”, ori­en­ta, aler­tan­do que nun­ca se deve rea­li­zar ajus­tes com base no “achis­mo”, pois isso pode ser mui­to pre­ju­di­ci­al para a vaca, cau­san­do-lhe danos irre­ver­sí­veis. “O exem­plo mais comum dis­so é o des­car­te pre­co­ce de vacas por pro­ble­mas de esfínc­ter de teto dani­fi­ca­do, pro­vo­ca­do pelo vácuo regu­la­do de manei­ra incorreta”

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 653 (maio/2019)

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