O agronegócio é o único caminho para crescer o país em meio à crise - Balde Branco

O agronegócio é o único caminho para crescer o país em meio à crise

Por José Luiz Tejon Megi­do, mes­tre em Edu­ca­ção Arte e His­tó­ria da Cul­tu­ra pelo Mac­ken­zie, dou­tor em Edu­ca­ção pela UDE/Uruguai e mem­bro do Con­se­lho Cien­tí­fi­co Agro Sus­ten­tá­vel (CCAS)

E m meio à cri­se, o que temos de opor­tu­ni­da­des no Bra­sil? O agro­ne­gó­cio. Temos tec­no­lo­gia, pro­du­ti­vi­da­de e aces­sa­mos mer­ca­dos inter­na­ci­o­nais; nos trans­for­ma­mos de um país impor­ta­dor de comi­da a um dos cin­co mai­o­res expor­ta­do­res, além de abas­te­ci­men­to interno.

Mas isso bas­ta? Não. Impor­tan­te cele­brar essas con­quis­tas? Sim. Temos uma super safra nes­te ano e para 2021/22 nova pro­mes­sa de safra ain­da mai­or nos grãos. Óti­mo. Mas isso bas­ta para os pró­xi­mos dez anos? Não.

Temos outro tan­to do agro­ne­gó­cio bra­si­lei­ro para desen­vol­ver, da mes­ma for­ma como desen­vol­ve­mos este que nos per­mi­tiu expor­tar mais de US$100 bilhões e sal­var a eco­no­mia nos man­ten­do aci­ma da tona da água.

Porém, ape­nas para nos inco­mo­dar – e os incô­mo­dos são as ala­van­cas do que nos fazem pro­gre­dir – bas­ta ver a Holan­da, um país do tama­nho do esta­do do Espí­ri­to San­to e que mui­to nos ensi­na (como a colo­ni­za­ção holan­de­sa nos cam­pos gerais do Para­ná com as coo­pe­ra­ti­vas Frí­sia, Cas­tro­lan­da e Capal, e a cida­de de Holam­bra em São Pau­lo, a 4ª mai­or coo­pe­ra­ti­va expor­ta­do­ra de flo­res do mundo).

Essa Holan­da pre­ci­sou fazer diques para o mar não a inva­dir. Eles expor­tam cer­ca de US$111 bilhões do seu agro­ne­gó­cio, apro­xi­ma­da­men­te US$10 bilhões a mais do que o Brasil.

Isso nos moti­va a olhar todo poten­ci­al bra­si­lei­ro dos lác­te­os, bio­e­ner­gia, agro­fár­ma­cos, hor­ta­li­ças, legu­mes, flo­res, e a fru­ti­cul­tu­ra tro­pi­cal, um dese­jo do con­su­mi­dor mundial.

O Bra­sil para cres­cer pre­ci­sa dobrar de tama­nho, o movi­men­to total do agri­bu­si­ness naci­o­nal; isto quer dizer, mais bio­so­lu­ções, mais indús­tria, mais comér­cio, mais agroin­dús­tria e mui­to mais gas­tro­no­mia e turis­mo agro­e­co­ló­gi­co, além da bio­e­co­no­mia nos biomas.

A Holan­da nos ins­pi­ra tam­bém com a logís­ti­ca extra­or­di­ná­ria e o Por­to de Rot­ter­dam por onde pas­sam pro­du­tos bra­si­lei­ros para serem nova­men­te expor­ta­dos. Ino­va­ção, edu­ca­ção e soci­e­da­de civil orga­ni­za­da. O país é tam­bém um exem­plo de coo­pe­ra­ti­vis­mo. E, cla­ro, uma soci­e­da­de avançada.

Ago­ra mes­mo, peran­te um gra­ve erro do minis­té­rio e do pri­mei­ro-minis­tro holan­dês sobre cál­cu­los rela­ti­vos à pre­vi­dên­cia soci­al, pedi­ram demis­são e saí­ram do gover­no. Ou seja, a lega­li­da­de aci­ma das incompetências.

A Holan­da nos ins­pi­ra para dobrar­mos o agro bra­si­lei­ro de tama­nho e, tam­bém, ao exem­plo de seus líde­res – erra­ram, pedem para sair. É a hora do agro­ne­gó­cio abra­çar o país intei­ro. E dobrar o PIB de tamanho.

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