Modelo Inovador de produção de leite traz benefícios para cooperativa e produtores - Balde Branco

Galpão de free-stall, da granja Nova Bréscia, que abriga vacas em produção, vacas secas e bezerras

PARCERIA INTEGRADA

Modelo Inovador

de produção de leite traz benefícios para cooperativa e produtores 

Conheça o modelo de arranjo entre produtores e a Cooperativa Dália que elevou significativamente a eficiência, a escala, a qualidade do leite e garante a manutenção do pequeno produtor na atividade

João Antônio dos Santos

A ideia de bus­car novos arran­jos de pro­du­ção lei­tei­ra entre pro­du­to­res e a coo­pe­ra­ti­va foi ins­pi­ra­da em algu­mas expe­ri­ên­ci­as que repre­sen­tan­tes da Coo­pe­ra­ti­va Dália Ali­men­tos, de Encan­ta­do (RS), conhe­ce­ram na região da Galí­cia, na Espa­nha, quan­do, em 2009, comi­ti­vas de coo­pe­ra­ti­vas, de polí­ti­cos e da impren­sa do Rio Gran­de do Sul esti­ve­ram lá para conhe­cer o que o setor lei­tei­ro daque­la região fez para se tor­nar uma refe­rên­cia em pro­du­ção de lei­te na Euro­pa. Tem­pos depois, a Coo­pe­ra­ti­va Dália ini­ci­ou um pro­je­to ino­va­dor de par­ce­ria com seus pro­du­to­res, pio­nei­ro na Amé­ri­ca Latina.

Fer­nan­do Oli­vei­ra de Araú­jo, geren­te da Divi­são de Pro­du­ção Agro­pe­cuá­ria da Coo­pe­ra­ti­va Dália e coor­de­na­dor do Pro­gra­ma Par­ce­ria Inte­gra­da de Pro­du­ção de Lei­te, expli­ca o porquê da esco­lha pela Galí­cia: “Algu­mas de suas carac­te­rís­ti­cas são mui­to pare­ci­das com as da nos­sa da região em ter­mos de rele­vo, cli­ma e estru­tu­ra de pro­pri­e­da­de, que são mini­fún­di­os. A Galí­cia, em deter­mi­na­do momen­to, enfren­tou os mes­mos pro­ble­mas que nós aqui, prin­ci­pal­men­te os rela­ci­o­na­dos à escas­sez de mão de obra e à difi­cul­da­de de pro­du­zir em esca­la, o que aca­ba geran­do um movi­men­to de desis­tên­cia de pro­du­to­res da atividade”. 

Ele expli­ca que, sobre os mode­los de pro­du­ção vis­tos na Galí­cia, havia um deles que era asso­ci­a­ti­vis­ta, no qual peque­nos pro­du­to­res se jun­ta­vam, oti­mi­za­vam sua mão de obra e tam­bém seus equi­pa­men­tos e, em vez de cada um pro­du­zir o lei­te em sua pro­pri­e­da­de, fazer a recria de novi­lhas, pro­du­zir seu ali­men­to de for­ma indi­vi­du­al, eles con­cen­tra­ram as ati­vi­da­des de orde­nha em uma pro­pri­e­da­de, a recria em outra e a pro­du­ção de ali­men­to numa ter­cei­ra. Assim, con­se­gui­ram pro­du­zir com esca­la de for­ma asso­ci­a­ti­va, uti­li­zan­do a pró­pria mão de obra.

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