Minas quer fortalecer e ampliar certificação - Balde Branco

Pro­je­to de lei pro­põe a cri­a­ção do Cer­ti­fi­ca Minas, que esten­de lis­ta de pro­du­tos a rece­ber o selo, a qual inclui o leite

 O Gover­no de Minas Gerais enca­mi­nhou à Assem­bleia Legis­la­ti­va o Pro­je­to de Lei 4.559/2017, que pre­vê a cri­a­ção do Pro­gra­ma de Cer­ti­fi­ca­ção de Pro­du­tos Agro­pe­cuá­ri­os e Agroin­dus­tri­ais – Cer­ti­fi­ca Minas. O obje­ti­vo do pro­je­to é trans­for­mar as ações de cer­ti­fi­ca­ção dos pro­du­tos minei­ros em polí­ti­ca públi­ca, pro­por­ci­o­nan­do aos pro­du­tos minei­ros cer­ti­fi­ca­dos mai­or atra­ti­vi­da­de para sua inser­ção com­pe­ti­ti­va nos mer­ca­dos naci­o­nal e internacional.

O gover­no do Esta­do pre­vê o apor­te de recur­sos de R$ 22,41 milhões a par­tir de 2018 até 2021. Nes­te perío­do, a meta é cer­ti­fi­car cer­ca de 26,5 mil pro­pri­e­da­des. Na ava­li­a­ção do Secre­tá­rio de Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to Pedro Lei­tão, a cer­ti­fi­ca­ção é um cami­nho sem retor­no nos mer­ca­dos mais exi­gen­tes em rela­ção à qua­li­da­de e pro­ce­dên­cia dos produtos.

“Des­de quan­do o setor agro­pe­cuá­rio se mos­trou com­pe­ten­te em suprir a deman­da de ali­men­tos, novos nichos de mer­ca­dos come­ça­ram a sur­gir entre os con­su­mi­do­res como, por exem­plo, a pro­cu­ra por pro­du­tos dife­ren­ci­a­dos. A cer­ti­fi­ca­ção vem aten­der a esta deman­da. É uma manei­ra de dife­ren­ci­ar o pro­du­to, via­bi­li­zar inves­ti­men­tos em pro­du­ção sus­ten­tá­vel, abrir por­tas em mer­ca­dos antes ina­ces­sí­veis, agre­gar valor e ren­da aos pro­du­to­res, além de garan­tir segu­ran­ça e con­fi­a­bi­li­da­de aos con­su­mi­do­res”, pon­de­ra o secretário.

O IMA-Ins­ti­tu­to Minei­ro de Agro­pe­cuá­ria será o órgão cer­ti­fi­ca­dor que vai rea­li­zar as audi­to­ri­as de con­for­mi­da­de nas pro­pri­e­da­des e empre­en­di­men­tos agroin­dus­tri­ais, com as fun­ções de vali­dar e publi­car as nor­mas de cer­ti­fi­ca­ção para cada pro­du­to, deci­dir sobre a con­ces­são da cer­ti­fi­ca­ção e emi­tir cer­ti­fi­ca­dos e auto­ri­za­ções para o uso do selo de con­for­mi­da­de do Cer­ti­fi­ca Minas.

A enti­da­de vem desen­vol­ven­do ações de cer­ti­fi­ca­ção de pro­du­tos agro­pe­cuá­ri­os no esta­do há mais de uma déca­da. O tra­ba­lho é rea­li­za­do em par­ce­ria com a Ema­ter-MG, que ori­en­ta os pro­du­to­res nos pro­ce­di­men­tos neces­sá­ri­os à ade­qua­ção das pro­pri­e­da­des. Café, cacha­ça, algo­dão, car­ne bovi­na e pro­du­tos orgâ­ni­cos com­põem o port­fó­lio de pro­du­tos já cer­ti­fi­ca­dos pelo IMA em mais de 1,5 mil pro­pri­e­da­des. O IMA pos­sui, inclu­si­ve, um selo pró­prio para a cer­ti­fi­ca­ção de pro­du­tos, o Sem Agro­tó­xi­cos (SAT), que proí­be o uso de defen­si­vos mas admi­te adu­bos quí­mi­cos, sen­do uma alter­na­ti­va à pro­du­ção orgânica.

Na expan­são das ações, o lei­te, as fru­tas e os quei­jos arte­sa­nais pas­sam a fazer par­te dos pro­du­tos agro­pe­cuá­ri­os e agroin­dus­tri­ais con­tem­pla­dos pelo pro­gra­ma esta­du­al de cer­ti­fi­ca­ção. O esta­do é a prin­ci­pal bacia lei­tei­ra do país. A ati­vi­da­de é desen­vol­vi­da em 230 mil pro­pri­e­da­des rurais e a pro­du­ção, no ano pas­sa­do, foi de 8,9 bilhões de litros. O volu­me cor­res­pon­de a apro­xi­ma­da­men­te 27% da pro­du­ção nacional.

Para ade­rir ao pro­gra­ma — A ade­são ao pro­gra­ma de cer­ti­fi­ca­ção é volun­tá­ria. O inte­res­sa­do deve pos­suir ins­cri­ção esta­du­al no esta­do de Minas Gerais; reque­rer ao IMA a ade­são ao produto/segmento de seu inte­res­se e assi­nar o con­tra­to; per­mi­tir, quan­do neces­sá­rio, o aces­so dos téc­ni­cos da Ema­ter-MG ou de pro­fis­si­o­nal cre­den­ci­a­do para ori­en­ta­ções quan­to à ade­qua­ção dos empre­en­di­men­tos às nor­mas de cer­ti­fi­ca­ção do Cer­ti­fi­ca Minas; per­mi­tir o aces­so de audi­to­res para a rea­li­za­ção de audi­to­ri­as nos empre­en­di­men­tos ins­cri­tos no Cer­ti­fi­ca Minas e efe­tu­ar o paga­men­to das taxas de cer­ti­fi­ca­ção, quan­do aplicáveis.

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