Mapa acompanha missão técnica em Minas Gerais para explorar IG do queijo Canastra - Balde Branco

Além de conhe­cer a expe­ri­ên­cia da IG do quei­jo Canas­tra, o gru­po pode enten­der melhor a impor­tân­cia do asso­ci­a­ti­vis­mo e do coo­pe­ra­ti­vis­mo de cré­di­to como fer­ra­men­ta de desen­vol­vi­men­to, conhe­cer o sis­te­ma de pro­du­ção do quei­jo canas­tra por meio da visi­ta aos pro­du­to­res e tro­car experiências

Mapa acompanha missão técnica em Minas Gerais para explorar IG do queijo Canastra 

*Ana Maio — Jor­na­lis­ta da Supe­rin­ten­dên­cia Fede­ral de Agri­cul­tu­ra de São Pau­lo – SFA-SP

Como o quei­jo Canas­tra obte­ve o reco­nhe­ci­men­to ofi­ci­al de Indi­ca­ção Geo­grá­fi­ca (IG)? De que for­ma ocor­re a gover­nan­ça des­se pro­ces­so? Os asso­ci­a­dos par­ti­ci­pam? Como o selo é uti­li­za­do? E as emba­la­gens? Essas e outras ques­tões foram escla­re­ci­das em uma mis­são téc­ni­ca rea­li­za­da pelo Sebrae-SP em Minas Gerais, que ter­mi­nou recen­te­men­te e teve a par­ti­ci­pa­ção do Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to (Mapa).

O audi­tor fis­cal fede­ral agro­pe­cuá­rio Fran­cis­co José Miti­di­e­ri, vin­cu­la­do à Supe­rin­ten­dên­cia Fede­ral de Agri­cul­tu­ra de São Pau­lo (SFA-SP) fez par­te do gru­po que visi­tou coo­pe­ra­ti­vas e pro­du­to­res. De acor­do com o pro­fis­si­o­nal, o obje­ti­vo foi conhe­cer a expe­ri­ên­cia de desen­vol­vi­men­to regi­o­nal e seto­ri­al da região da Ser­ra da Canas­tra para ins­pi­ra­ção no desen­vol­vi­men­to dos pla­nos regi­o­nais e seto­ri­ais desen­vol­vi­dos pelo Sebrae-SP.

Além de conhe­cer a expe­ri­ên­cia da IG do quei­jo Canas­tra, o gru­po pode enten­der melhor a impor­tân­cia do asso­ci­a­ti­vis­mo e do coo­pe­ra­ti­vis­mo de cré­di­to como fer­ra­men­ta de desen­vol­vi­men­to, conhe­cer o sis­te­ma de pro­du­ção do quei­jo canas­tra por meio da visi­ta aos pro­du­to­res e tro­car expe­ri­ên­ci­as e defi­nir o pro­ces­so das Indi­ca­ções Geo­grá­fi­cas no Sebrae-SP.

A comi­ti­va visi­tou a Asso­ci­a­ção dos Pro­du­to­res de Quei­jo Canas­tra (Apro­can) e a coo­pe­ra­ti­va de cré­di­to Sico­op Sarom. Além dos inte­gran­tes do Sebrae, a comi­ti­va teve a par­ti­ci­pa­ção do Mapa, da Fede­ra­ção da Agri­cul­tu­ra e Pecuá­ria do Esta­do de São Pau­lo (Faesp), da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Pro­du­to­res de Lei­te (Abra­lei­te), da Asso­ci­a­ção Pau­lis­ta do Quei­jo Arte­sa­nal (APQA), de duas pro­du­to­ras de quei­jo Porun­go – um quei­jo arte­sa­nal pro­du­zi­do na região de Anga­tu­ba –, no sul do Esta­do de São Pau­lo, e lojis­tas do ramo.

ENSI­NO SOBRE IG

Miti­di­e­ri foi con­vi­da­do por pro­fes­so­res do Depar­ta­men­to de Eco­no­mia, Admi­nis­tra­ção e Soci­o­lo­gia da Esco­la Supe­ri­or de Agri­cul­tu­ra Luiz de Quei­roz (Esalq), da Uni­ver­si­da­de de São Pau­lo (USP) para refor­çar o ensi­no sobre indi­ca­ção geo­grá­fi­ca para algu­mas tur­mas. Ele já tem cola­bo­ra­do com o depar­ta­men­to em algu­mas ati­vi­da­des sobre IG, asso­ci­a­ti­vis­mo e a rela­ção des­sas duas áre­as com o turismo.

As pales­tras do Mapa serão no dia 25 de maio para alu­nos da dis­ci­pli­na Turis­mo e Soci­e­da­de, do cur­so de Eco­no­mia. No dia 27, par­ti­ci­pa da dis­ci­pli­na Mar­ke­ting II, do cur­so de gra­du­a­ção em Admi­nis­tra­ção, em que gru­pos de tra­ba­lho vão desen­vol­ver em clas­se um pla­no de mar­ke­ting para algu­mas IGs bra­si­lei­ras pre­vi­a­men­te sele­ci­o­na­das. No dia 13 de junho, a roda­da de con­ver­sa sobre asso­ci­a­ti­vis­mo e IGs será com alu­nos da pós-gra­du­a­ção em Eco­no­mia e Sociologia.

Para a supe­rin­ten­den­te fede­ral de Agri­cul­tu­ra em São Pau­lo, Andréa Mou­ra, essa par­ce­ria com a Esalq é bas­tan­te posi­ti­va por aju­dar na for­ma­ção de pro­fis­si­o­nais que podem atu­ar na área de IG. Segun­do a pro­fes­so­ra Oda­léia Quei­roz, da Esalq, a expec­ta­ti­va é que as aulas expli­quem a rela­ção entre as IGs e o turis­mo, ten­do como pon­to de par­ti­da o ter­ri­tó­rio e seus pro­du­tos locais car­re­ga­dos de sig­ni­fi­ca­dos e cul­tu­ra das pes­so­as que ali vivem. “Os pro­du­tos rela­ci­o­nam-se aos recur­sos natu­rais do lugar que tam­bém são atra­ti­vos turís­ti­cos. Quan­do os pro­du­tos pos­su­em cer­ti­fi­ca­ção de ori­gem, pode ocor­rer uma nova for­ma de se nego­ci­ar, evi­den­ci­an­do-se os laços entre os sig­ni­fi­ca­dos dos mes­mos”, afirmou.

Ela acres­cen­tou ain­da que as IGs tra­zem diver­sos bene­fí­ci­os econô­mi­cos, soci­ais e ambi­en­tais para os pro­du­to­res, os con­su­mi­do­res e pres­ta­do­res de ser­vi­ço, nota­da­men­te aque­les liga­dos ao turismo.