Mais leite e mais renda para produtores familiares do Noroeste de MG - Balde Branco
Pro­du­to­res rurais do PA Buri­ti, Iva­ne­te e Adel­son dos Santos

No diag­nós­ti­co ini­ci­al do pro­je­to, a pro­du­ção média do gru­po de 100 pro­du­to­res era de 58 litros/dia. No ano seguin­te, essa pro­du­ção pas­sou para 84 litros/dia e no ano agrí­co­la 2020/2021 foi de 113 litros/dia”, infor­ma o pes­qui­sa­dor José Hum­ber­to Xavier

Mais leite e mais renda para produtores familiares do Noroeste de Minas Gerais

*Juli­a­na Cal­das — Jor­na­lis­ta da Embra­pa Cerrados

“É uma satis­fa­ção mui­to gran­de para a gen­te fazer par­te des­se pro­je­to. Esta­mos no meio de peque­nos e médi­os pro­du­to­res de lei­te. Tira­mos em média 100 litros de lei­te por dia. Temos vizi­nhos que tiram mais do que isso. Mas, se você for ver o que a gen­te rece­be após aba­ter a ração do gado, sal mine­ral e outros gas­tos, mui­tas vezes é mais do que esse vizi­nho. Apren­de­mos com os téc­ni­cos e pes­qui­sa­do­res que o pla­ne­ja­men­to na pro­pri­e­da­de rural é fun­da­men­tal e isso está fazen­do mui­ta dife­ren­ça no nos­so dia-a-dia”.

O depoi­men­to aci­ma é da pro­du­to­ra rural Iva­ne­te Apa­re­ci­da dos San­tos. Ela e o mari­do Adel­son são assen­ta­dos do Pro­je­to de Assen­ta­men­to Buri­ti da Con­quis­ta, de Para­ca­tu (MG). Eles são uma das 100 famí­li­as que fazem par­te da rede de esta­be­le­ci­men­tos do pro­je­to Mais Lei­te Coo­per­vap, desen­vol­vi­do pela Coo­pe­ra­ti­va Agro­pe­cuá­ria do Vale do Para­ca­tu em par­ce­ria com a Embra­pa Cer­ra­dos, no âmbi­to do Pro­gra­ma Mais Lei­te Sau­dá­vel, do Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to (MAPA). Os pro­du­to­res que par­ti­ci­pam do pro­je­to são acom­pa­nha­dos men­sal­men­te por uma equi­pe téc­ni­ca for­ma­da por dois agrô­no­mos e dois veterinários.

As ati­vi­da­des do pro­je­to foram ini­ci­a­das em julho de 2019. Naque­la épo­ca, Iva­ne­te e Adel­son pro­du­zi­am 45 litros de leite/dia. “Ano pas­sa­do che­ga­mos a 180 litros”, come­mo­ra. “Seguin­do as ori­en­ta­ções que rece­be­mos, a qua­li­da­de do lei­te tam­bém aumen­tou mui­to. Isso faz com que a gen­te ganhe mais”, con­ta. O pro­je­to bus­ca pro­mo­ver a ino­va­ção com agri­cul­to­res fami­li­a­res e o for­ta­le­ci­men­to do arran­jo pro­du­ti­vo do lei­te no noro­es­te de Minas Gerais. Para isso, arti­cu­la a pes­qui­sa, prin­ci­pal­men­te por meio da vali­da­ção de tec­no­lo­gi­as, e a assis­tên­cia técnica.

O casal pos­sui atu­al­men­te, na pro­pri­e­da­de de 42 hec­ta­res, 20 vacas e tem como ati­vi­da­des prin­ci­pais a bovi­no­cul­tu­ra de lei­te, ao lado da fru­ti­cul­tu­ra e da cri­a­ção de gali­nhas. A agrô­no­ma Ana Lui­za Cal­das é uma das téc­ni­cas que acom­pa­nha men­sal­men­te os pro­du­to­res. Ela con­ta que eles sem­pre foram mui­to recep­ti­vos e se mos­tra­ram des­de o iní­cio aber­tos a novos desa­fi­os. “Encon­tra­mos aqui pro­du­to­res dis­pos­tos a imple­men­tar novas prá­ti­cas e adap­tar tec­no­lo­gi­as. Hoje eles fazem o moni­to­ra­men­to das des­pe­sas con­for­me ori­en­ta­mos, bem como o con­tro­le repro­du­ti­vo dos ani­mais. Essas infor­ma­ções pas­sa­ram a ser sis­te­ma­ti­za­das e a gen­te ana­li­sa tudo jun­to”, afirma.

De acor­do com Ana Lui­za, o prin­ci­pal gar­ga­lo enfren­ta­do nos últi­mos dois anos foi como con­se­guir pro­du­zir na pro­pri­e­da­de a comi­da que os ani­mais pre­ci­sa­vam. “Quan­do a gen­te che­gou, os pro­du­to­res já ado­ta­vam a prá­ti­ca de inte­gra­ção lavou­ra pecuá­ria. Mas, era neces­sá­rio fazer alguns ajus­tes. Foi o que fize­mos. Mon­ta­mos um tes­te com alter­na­ti­vas tec­no­ló­gi­cas na pro­pri­e­da­de para que eles pudes­sem fazer com­pa­ra­ti­vos e deci­dir que cami­nho seguir”, expli­cou. Nes­ses tes­tes, segun­do ela, a pro­du­ti­vi­da­de do milho para sila­gem foi de 28,8 toneladas/ha no sis­te­ma tra­di­ci­o­nal e 46,8 toneladas/ha no sis­te­ma de cul­ti­vo com novas tecnologias.

O pro­du­tor Ricar­do Cou­to resol­veu seguir o cami­nho do pai, Bene­di­to Eugê­nio (foto abai­xo). Tam­bém assen­ta­dos do PA Buri­ti e par­ti­ci­pan­tes doVisita técnica na propriedade do sr. Benedito Eugênio pro­je­to Mais Lei­te Coo­per­vap, eles viram a pro­du­ção diá­ria de lei­te pas­sar de 60 para 200 litros por dia. “O pro­je­to abriu as nos­sas por­tas para a tec­no­lo­gia. Acho que infor­ma­ção é o pon­to cru­ci­al para a gen­te pro­du­zir bem. Temos hoje assis­tên­cia de vete­ri­ná­ri­os e agrô­no­mos de gra­ça na nos­sa pro­pri­e­da­de e os resul­ta­dos são notó­ri­os”, comemora.

“Vimos o quan­to o conhe­ci­men­to é impor­tan­te. Rece­be­mos ori­en­ta­ções rela­ci­o­na­das à cor­re­ção do solo, ao modo de cui­dar dos ani­mais, à hora de fazer o tra­to das vacas. Essa assis­tên­cia téc­ni­ca foi uma luz que cla­re­ou a gen­te. Os téc­ni­cos são cons­tan­tes e dedi­ca­dos e só tenho a agra­de­cer o empe­nho deles para que a gen­te con­ti­nue melho­ran­do”, afir­mou o pro­du­tor Bene­di­to Eugênio. 

Uma das pro­fis­si­o­nais que acom­pa­nha a pro­pri­e­da­de deles é a vete­ri­ná­ria Andra Ribei­ro. “Apre­sen­ta­mos algu­mas pro­pos­tas de téc­ni­cas a serem uti­li­za­das e a acei­ta­ção sem­pre foi mui­to fácil. Foi o caso, por exem­plo, do uso do milhe­to como plan­ta de cober­tu­ra do solo. Nes­se perío­do eles con­se­gui­ram tam­bém melho­rar a estru­tu­ra do cur­ral e ins­ta­lar a orde­nha mecâ­ni­ca. Essas mudan­ças, asso­ci­a­das a outras, pro­du­zi­ram impac­tos bas­tan­te posi­ti­vos, como o aumen­to da pro­du­ti­vi­da­de da sila­gem, da nata­li­da­de e da qua­li­da­de do lei­te”, afirmou.

Resul­ta­dos relevantes

De acor­do com o pes­qui­sa­dor José Hum­ber­to Xavi­er, as melho­ri­as nos sis­te­mas pro­du­ti­vos, sobre­tu­do em rela­ção à ali­men­ta­ção do reba­nho e à qua­li­da­de do lei­te, pro­pi­ci­a­ram, mes­mo com a pan­de­mia, impor­tan­tes resul­ta­dos para os agri­cul­to­res nos dois pri­mei­ros anos agrí­co­las. “No diag­nós­ti­co ini­ci­al do pro­je­to, a pro­du­ção média do gru­po de 100 agri­cul­to­res era de 58 litros/dia. No ano seguin­te, essa pro­du­ção pas­sou para 84 litros/dia e no ano agrí­co­la 2020/2021 foi de 113 litros/dia”, informou.

Esse resul­ta­do, segun­do ele, foi rela­ci­o­na­do a três aspec­tos: aumen­to da média de pro­du­ção por vaca, incre­men­to do reba­nho e melho­ria da taxa de nata­li­da­de, o que sig­ni­fi­ca mais vacas em pro­du­ção. De acor­do com o pes­qui­sa­dor, ali­a­da ao aumen­to da pro­du­ção, hou­ve ain­da melho­ria na qua­li­da­de do lei­te pro­du­zi­do, prin­ci­pal­men­te em rela­ção à con­ta­gem bac­te­ri­a­na total (CBT), que alcan­çou apro­xi­ma­da­men­te 50% de redu­ção (quan­to menor o valor da CBT, melhor a qua­li­da­de do leite).

“Esses resul­ta­dos são extre­ma­men­te impor­tan­tes devi­do à rele­vân­cia da ati­vi­da­de lei­tei­ra para a ren­ta­bi­li­da­de dos esta­be­le­ci­men­tos. Obser­vou-se que o aumen­to da pro­du­ção com qua­li­da­de pro­pi­cia mai­or ren­da para as famí­li­as. Por exem­plo, esta­be­le­ci­men­tos com pro­du­ção diá­ria média aci­ma de 100 litros/dia alcan­ça­ram ren­da agrí­co­la por mem­bro da famí­lia cer­ca de duas vezes supe­ri­or aos esta­be­le­ci­men­tos com pro­du­ção diá­ria média infe­ri­or a 60 litros/dia”, expli­cou o pesquisador.

Para Car­los Edu­ar­do San­tos, ana­lis­ta do Setor de Pro­pec­ção e Ava­li­a­ção de Tec­no­lo­gi­as da Embra­pa Cer­ra­dos, embo­ra os  pri­mei­ros resul­ta­dos sejam rele­van­tes, ain­da há ques­tões a serem equa­ci­o­na­das. “Pro­va­vel­men­te, ain­da have­rá impac­tos da pan­de­mia, sobre­tu­do asso­ci­a­dos ao aumen­to dos cus­tos de pro­du­ção. Outra ques­tão é que as áre­as onde estão loca­li­za­dos os esta­be­le­ci­men­tos de pro­du­ção de lei­te pos­su­em ele­va­do ris­co cli­má­ti­co. O mane­jo do solo nas áre­as de pro­du­ção de sila­gem tam­bém neces­si­ta de melho­ri­as para evi­tar a per­da da qua­li­da­de do solo devi­do às ele­va­das extra­ções de mate­ri­al vege­tal. E ain­da há mui­tas áre­as de pas­ta­gens degra­da­das que podem ser incor­po­ra­das ao pro­ces­so pro­du­ti­vo”, detalhou.

Segun­do o espe­ci­a­lis­ta, resol­vi­dos esses desa­fi­os da ali­men­ta­ção e do mane­jo do reba­nho, ain­da será neces­sá­rio pro­mo­ver melho­ri­as na qua­li­da­de do reba­nho por meio de melho­ra­men­to gené­ti­co. “Des­sa for­ma, é pre­ci­so avan­çar na adap­ta­ção de tec­no­lo­gi­as para mai­or resi­li­ên­cia a esses fato­res adver­sos, assim como inves­tir em ati­vi­da­des cole­ti­vas para pro­pi­ci­ar que mais pro­du­to­res se apro­pri­em dos resul­ta­dos gera­dos. Isso per­mi­ti­rá a manu­ten­ção e alcan­ce de resul­ta­dos pro­mis­so­res, tan­to para os pro­du­to­res da rede como para os outros agri­cul­to­res”, afirmou.

Cor­ren­te do bem

A região Noro­es­te de Minas Gerais pro­duz dia­ri­a­men­te cer­ca de 1,5 milhões de litros de lei­te em mais de 10 mil esta­be­le­ci­men­tos, sen­do que 80% deles são fami­li­a­res e con­tri­bu­em com cer­ca de 60% do total pro­du­zi­do. O peso dos agri­cul­to­res fami­li­a­res para a Coo­per­vap é ain­da mai­or: 87% do lei­te é rece­bi­do des­se gru­po, sen­do que 60% vem de assen­ta­men­tos rurais, como o PA Buri­ti. Um outro aspec­to rele­van­te é que, da mes­ma for­ma que a agri­cul­tu­ra fami­li­ar é impor­tan­te para a cadeia do lei­te, o inver­so tam­bém é ver­da­dei­ro, já que qua­se 50% da ren­da bru­ta da agri­cul­tu­ra fami­li­ar regi­o­nal tem ori­gem na pecuá­ria leiteira.

De acor­do com o pre­si­den­te da Coo­per­vap, Val­dir de Oli­vei­ra, pro­du­to­res que não fazem par­te dire­ta­men­te do pro­je­to tam­bém estão sen­do impac­ta­dos de for­ma posi­ti­va por ele. “Um vizi­nho quan­do per­ce­be que o outro está ten­do resul­ta­do posi­ti­vo já come­ça a copi­ar. Com isso, esta­mos ven­do cla­ra­men­te o per­fil deles mudan­do”, con­ta. Segun­do ele, o pro­je­to che­gou com conhe­ci­men­to e con­ven­ceu as pes­so­as. “Temos vári­os exem­plos de pro­du­to­res que pro­du­zi­am 50 litros de lei­te por dia e hoje pro­du­zem 100, 200 litros. Além dos silos que tive­ram que aumen­tar de tama­nho. Isso é moti­vo de mui­ta comemoração”. 

Visi­ta de parceiros 

Nos dias 17 e 18 de mar­ço, uma equi­pe téc­ni­ca e de ges­tão da Embra­pa Cer­ra­dos, em con­jun­to com o dire­tor do MAPA Ale­xan­dre Bar­ce­los, este­ve na sede da Coo­per­vap, em Para­ca­tu. O gru­po foi rece­bi­do pela dire­to­ria da coo­pe­ra­ti­va e pela equi­pe téc­ni­ca do pro­je­to. Na oca­sião, tam­bém foram rea­li­za­das visi­tas em pro­pri­e­da­des rurais do Pro­je­to de Assen­ta­men­to Buri­ti da Con­quis­ta. “O coo­pe­ra­ti­vis­mo é um dos elos que nos conec­ta com a soci­e­da­de”, afir­mou o che­fe geral da Embra­pa Cer­ra­dos, Sebas­tião Pedro, que des­ta­cou, na oca­sião, o êxi­to do tra­ba­lho que está sen­do rea­li­za­do em Paracatu.

“Esse tra­ba­lho é extra­or­di­ná­rio. Está pro­va­do que dá resul­ta­do e que­re­mos ampli­ar ain­da mais. Temos ain­da um uni­ver­so gran­de para tra­ba­lhar e con­tri­buir para a melho­ria de vida des­sas pes­so­as”, afi­mou o vice-pre­si­den­te da Coo­per­vap, Alti­no José Sil­va. “Sem­pre enten­de­mos que a mai­or neces­si­da­de do pro­du­tor, espe­ci­al­men­te do peque­no, é a assis­tên­cia téc­ni­ca, o conhe­ci­men­to. A gen­te focou nis­so e os fru­tos estão apa­re­cen­do ago­ra”, destacou.

“O pro­je­to tem um com­po­nen­te de assis­tên­cia téc­ni­ca e outro de pes­qui­sa e de gera­ção de conhe­ci­men­to local extre­ma­men­te impor­tan­te”, expli­ca o pes­qui­sa­dor José Hum­ber­to Xavi­er, líder do pro­je­to de pes­qui­sa da Embra­pa cujo títu­lo é “Vali­da­ção de ati­vos tec­no­ló­gi­cos para pro­mo­ver a ino­va­ção com agri­cul­to­res fami­li­a­res e o for­ta­le­ci­men­to do arran­jo pro­du­ti­vo do lei­te no Noro­es­te de Minas Gerais”. Segun­do ele, essa for­ma­ta­ção das ati­vi­da­des é que vai per­mi­tir que os resul­ta­dos obti­dos alcan­cem cada vez mais produtores.

Para o pes­qui­sa­dor Zare Soa­res, o que a Embra­pa está desen­vol­ven­do jun­to com a coo­pe­ra­ti­va, em par­ce­ria com o minis­té­rio, é um mode­lo de atu­a­ção. “Um esque­ma que arti­cu­la polí­ti­cas públi­cas, pro­du­ção de conhe­ci­men­to, tec­no­lo­gia e pes­qui­sa e uma orga­ni­za­ção do setor pro­du­ti­vo que anco­ra todo esse pro­ces­so e faci­lia essa inter­lo­cu­ção com o pro­du­tor”. Ago­ra, segun­do ele, é neces­sá­rio avan­çar na con­so­li­da­ção des­se mode­lo e pen­sar numa estra­té­gia para ganhar escala.

 

Pro­gra­ma Mais Lei­te Saudável

o PMLS é um pro­gra­ma do MAPA de incen­ti­vo fis­cal. Ele ofe­re­ce a opor­tu­ni­da­de para os laticínios/cooperativas obte­rem um des­con­to (tra­ta­do como cré­di­to pre­su­mi­do) de até 50% no valor a ser pago de PIS/Pasep e da COFINS sobre a comer­ci­a­li­za­ção do lei­te cru uti­li­za­do como insu­mo em seus pro­ces­sos agroin­dus­tri­ais. Como con­tra­par­ti­da, os esta­be­le­ci­men­tos devem imple­men­tar pro­je­tos de for­ta­le­ci­men­to e qua­li­fi­ca­ção da cadeia pro­du­ti­va por meio de ações dire­tas jun­to aos produtores.

É nes­se con­tex­to que está sen­do exe­cu­ta­do o pro­je­to Mais Lei­te Coo­per­vap. “O resul­ta­do de vocês é notó­rio. Cha­ma a aten­ção a cons­ci­ên­cia que os pro­du­to­res têm da impor­tân­cia des­sa ação”, des­ta­cou o dire­tor do Depar­ta­men­to de Desen­vol­vi­men­to de Cadei­as Pro­du­ti­vas do MAPA, Ale­xan­dre Bar­cel­los, no qual o PMLS está vinculado.

Segun­do ele, o papel do depar­ta­men­to é o fomen­to das cadei­as pro­du­ti­vas em pro­gra­mas que unem polí­ti­ca públi­ca, conhe­ci­men­to e o setor pri­va­do. “E é uma satis­fa­ção mui­to gran­de iden­ti­fi­car a trans­for­ma­ção des­se setor pro­du­ti­vo gra­ças a esses três com­po­nen­tes. Essa é a nos­sa agen­da: bus­car meca­nis­mos para levar conhe­ci­men­to, trans­for­ma­ção, agre­ga­ção de valor e ren­da ao produtor”.