Laurimar Vendrusculo assume a chefia-geral da Embrapa Agrossilvipastoril

Pes­qui­sa­do­ra da Embra­pa des­de 1994, Lau­ri­mar Ven­drus­cu­lo assu­miu a che­fia-geral da Embra­pa Agros­sil­vi­pas­to­ril após ser apro­va­da em pro­ces­so de sele­ção e recru­ta­men­to inter­no. O man­da­to é de dois anos, poden­do ser reno­va­do por até duas vezes, tota­li­zan­do seis anos no cargo

Laurimar Vendrusculo assume a chefia-geral da Embrapa Agrossilvipastoril

Por Gabri­el Faria — Jor­na­lis­ta da Embra­pa Agrossilvipastoril

Foi rea­li­za­da na quar­ta-fei­ra, dia 6, às 14h em Mato Gros­so, a cerimô­nia de pos­se da che­fe-geral da Embra­pa Agros­sil­vi­pas­to­ril Lau­ri­mar Gon­çal­ves Ven­drus­cu­lo. O even­to ocor­reu no audi­tó­rio do cen­tro de pes­qui­sa, em Sinop (MT), com par­ti­ci­pa­ção de empre­ga­dos, cola­bo­ra­do­res e alguns con­vi­da­dos, e tam­bém foi trans­mi­ti­do pelo canal da Embra­pa no You­tu­be.

Além da nova che­fe-geral, par­ti­ci­pam da cerimô­nia o pes­qui­sa­dor Aus­te­clí­nio Lopes de Fari­as Neto, que exer­ceu o car­go de che­fe-geral da Embra­pa Agros­sil­vi­pas­to­ril entre 2015 e 2020, e o dire­tor-exe­cu­ti­vo de Pes­qui­sa e Desen­vol­vi­men­to da Embra­pa, Guy de Capdeville.

Nes­ta nova ges­tão, Lau­ri­mar Ven­drus­cu­lo con­ta com auxí­lio do pes­qui­sa­dor Rafa­el Pit­ta, como che­fe-adjun­to de Pes­qui­sa e Desen­vol­vi­men­to, do pes­qui­sa­dor Flá­vio Wruck, como che­fe-adjun­to de Trans­fe­rên­cia de Tec­no­lo­gia, e do ana­lis­ta Antô­nio Mar­cos dos San­tos, como che­fe-adjun­to de Administração.

A nova chefe-geral

Pes­qui­sa­do­ra da Embra­pa des­de 1994, Lau­ri­mar Ven­drus­cu­lo assu­miu a che­fia-geral da Embra­pa Agros­sil­vi­pas­to­ril após ser apro­va­da em pro­ces­so de sele­ção e recru­ta­men­to inter­no. O man­da­to é de dois anos, poden­do ser reno­va­do por até duas vezes, tota­li­zan­do seis anos no cargo.

Gra­du­a­da em Enge­nha­ria Elé­tri­ca, tem mes­tra­do em Enge­nha­ria Agrí­co­la pela Uni­camp e dou­to­ra­do com dupla for­ma­ção em Agri­cul­tu­ra e Enge­nha­ria de Bios­sis­te­mas pela Uni­ver­si­da­de do Esta­do de Iowa, nos Esta­dos Uni­dos. Fez sua car­rei­ra na Embra­pa Infor­má­ti­ca Agro­pe­cuá­ria, hoje cha­ma­da Embra­pa Agri­cul­tu­ra Digi­tal. Em 2014 se mudou para Sinop, atu­an­do como pes­qui­sa­do­ra remo­vi­da na Embra­pa Agrossilvipastoril.

Ao lon­go de sua car­rei­ra tra­ba­lhou com ban­co de dados agro­pe­cuá­ri­os, datam­mi­ning, geo­es­ta­tís­ti­ca, apli­ca­ções web, tec­no­lo­gi­as de infor­ma­ção e vari­a­bi­li­da­de espacial.

Des­de sua che­ga­da a Mato Gros­so, atu­ou como um dos pon­tos focais do Zone­a­men­to Agrí­co­la de Ris­co Cli­má­ti­co (Zarc) no esta­do. Con­tri­buiu para a vali­da­ção do zone­a­men­to de cul­tu­ras como soja, milho, algo­dão, fei­jão-cau­pi, sor­go e fru­tí­fe­ras. Coor­de­nan­do o Labo­ra­tó­rio de Geo­tec­no­lo­gia Ambi­en­tal (Sigeo), desen­vol­veu pes­qui­sas na área de geo­tec­no­lo­gi­as e sen­so­ri­a­men­to remo­to e é a repre­sen­tan­te da Embra­pa na Secre­ta­ria de Ciên­cia e Ino­va­ção do Gover­no de Mato Grosso.

De acor­do com a nova che­fe-geral, o obje­ti­vo no car­go será o de seguir o pla­no de tra­ba­lho ela­bo­ra­do, esta­be­le­cer par­ce­ri­as exter­nas e for­ta­le­cer a rela­ção com o setor pro­du­ti­vo, para que pos­sam con­tar com a Embra­pa Agros­sil­vi­pas­to­ril em rela­ção a solu­ções tec­no­ló­gi­cas que ala­van­quem ain­da mais os sis­te­mas pro­du­ti­vos sustentáveis.

“Esse é nos­so gran­de mote e deve­mos pro­ver isso de manei­ra efe­ti­va, no tem­po que o setor pro­du­ti­vo pre­ci­sa, mas de uma for­ma de duas mãos. A gen­te entre­ga, mas pre­ci­sa do levan­ta­men­to de deman­das, do apor­te finan­cei­ro e do auxí­lio na divul­ga­ção des­ses pro­ces­sos todos den­tro do setor pro­du­ti­vo”, afir­ma Lau­ri­mar Vendrusculo.

Para a nova che­fe-geral, assu­mir a che­fia de um cen­tro de pes­qui­sa da Embra­pa em Mato Gros­so, um dos mai­o­res expo­en­tes naci­o­nais em ter­mos de pro­du­ção agro­pe­cuá­ria é uma gran­de res­pon­sa­bi­li­da­de. Ao mes­mo tem­po uma gran­de opor­tu­ni­da­de de se tra­ba­lhar com ino­va­ções que pos­sam tra­zer mais sus­ten­ta­bi­li­da­de para o setor pro­du­ti­vo. Além dis­so, espe­ra que sua expe­ri­ên­cia pode ser­vir de ins­pi­ra­ção para outras mulhe­res para que pos­sam assu­mir car­gos de ges­tão em ciên­cia e tecnologia.

“É um sen­ti­men­to de ale­gria, de rea­li­za­ção, mas ao mes­mo tem­po de mui­ta res­pon­sa­bi­li­da­de. De tra­ba­lhar com uma mis­são tão gran­de como essa, que é lide­rar a Embra­pa Agros­sil­vi­pas­to­ril com todo o seu poten­ci­al”, afirma.

Embra­pa Agrossilvipastoril

A Embra­pa Agros­sil­vi­pas­to­ril é uma das Uni­da­des des­cen­tra­li­za­das mais novas da Embra­pa, ten­do sido cri­a­da em 2009. Loca­li­za­da em Sinop (MT), desen­vol­ve pes­qui­sas sobre cul­tu­ras de inte­res­se para o setor agro­pe­cuá­rio de Mato Gros­so, com des­ta­que para alter­na­ti­vas para sis­te­mas inte­gra­dos de pro­du­ção agro­pe­cuá­ria, como a inte­gra­ção lavou­ra-pecuá­ria-flo­res­ta (ILPF).

No momen­to de inau­gu­ra­ção, em 2012, o cen­tro de pes­qui­sa con­tou com 110 empre­ga­dos. Atu­al­men­te são 64 empre­ga­dos, sen­do 26 ana­lis­tas, 22 pes­qui­sa­do­res, 9 assis­ten­tes e 7 téc­ni­cos. Além des­tes, outros 9 empre­ga­dos de outras Uni­da­des da Embra­pa ficam lota­dos em Sinop, sen­do seis pes­qui­sa­do­res e três técnicos.