Jersey estimula investimentos no Paraná - Balde Branco

Cres­ce a deman­da por ani­mais da raça no Para­ná, os quais ser­vem de base para novos pro­je­tos de pro­du­ção de lei­te. Con­fi­ra aqui qua­tro exem­plos da região de Cam­pos Gerais

Por Edson Lemos

A expan­são da raça Jer­sey tem sido expres­si­va pelo País nos últi­mos anos. Acon­te­ce em todos os seg­men­tos de pro­du­to­res, mas é mais acen­tu­a­da entre os peque­nos, espe­ci­al­men­te aque­les que estão se ini­ci­an­do na ati­vi­da­de lei­tei­ra. Téc­ni­cos vin­dos de recen­te via­gem aos Esta­dos Uni­dos infor­mam que o mes­mo acon­te­ce por lá, onde cres­ce a deman­da pelas prin­ci­pais raças lei­tei­ras, mas a deman­da pela gené­ti­ca Jer­sey ganha destaque.

No Para­ná fal­ta gado para aten­der à deman­da. “Nós não temos fême­as para ven­der na região. O pes­so­al aca­ba indo bus­car nos esta­dos vizi­nhos”, infor­ma o médi­co vete­ri­ná­rio e cri­a­dor Del­mi­ro Solak, de Piraí do Sul-PR. Estu­di­o­so e apai­xo­na­do pela raça, ele atri­bui essa expan­são a fato­res como a pro­du­ção de sóli­dos, que não há como supe­rar, e a excep­ci­o­nal con­ver­são ali­men­tar da raça.

Tem tam­bém a ques­tão da rus­ti­ci­da­de e adap­ta­bi­li­da­de, com os ani­mais aptos a viver tan­to em bai­xa tem­pe­ra­tu­ra quan­to a 35o C. Pre­co­ci­da­de e lon­ge­vi­da­de tam­bém se impõem, com a raça come­çan­do a repro­du­zir mais cedo e per­ma­ne­cen­do mais tem­po nos reba­nhos, exi­gin­do menor repo­si­ção. E há ain­da outros fato­res que podem ser agre­ga­dos, como o tama­nho dos ani­mais em fun­ção do apro­vei­ta­men­to de espaço.

Solak res­sal­va que a repro­du­ção é uma ati­vi­da­de fisi­o­ló­gi­ca de luxo do ani­mal e está liga­da à boa ali­men­ta­ção e ao bom mane­jo. Todo ani­mal que tiver essas boas con­di­ções terá ten­dên­cia de repro­du­zir bem. No caso do Jer­sey, a rus­ti­ci­da­de da raça faz com que essa repro­du­ção seja mais rápida.

Do pon­to de vis­ta de con­for­ma­ção, a melhor pro­va de méri­to este­ve nas duas últi­mas expo­si­ções de gado lei­tei­ro rea­li­za­das em Cas­tro-PR, a Agro­lei­te. Com uma dis­pu­ta acir­ra­da com ani­mais da raça Holan­de­sa, cou­be a fême­as da raça Jer­sey ficar com o alme­ja­do títu­lo de Vaca Supre­ma nos even­tos de 2015 e 2016. Nes­te ano levou o títu­lo ‘Ana Ikel­la Minis­ter da Waca’, de Nel­ci Pedro­so Mai­nar­des, repre­sen­tan­te de um gru­po de 120 fême­as Jer­sey ins­cri­tas na pro­va de pis­ta, con­tra 280 da raça Holan­de­sa. Todas essas foram tam­bém algu­mas razões que Bal­de Bran­co pode cons­ta­tar ao ouvir cri­a­do­res de Jer­sey num rápi­do giro pela região dos Cam­pos Gerais, no Para­ná. Recen­te­men­te, eles fize­ram inves­ti­men­to na raça e nas pro­pri­e­da­des, demons­tran­do que con­fi­am na esco­lha do reba­nho e nas pers­pec­ti­vas do setor leiteiro.

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 625, de novem­bro 2016

Rolar para cima