Um item muito importante para garantir a qualidade do leite é o uso correto dos medicamentos em geral e, em específico, de antibióticos para evitar resíduos no leite

 

Na profissionalização das fazendas leiteiras, a implantação das Boas Práticas, conforme estabelece a IN 77, é o caminho certo para garantir a qualidade e segurança do leite. Na sequência da orientação na implantação das Boas Práticas na produção de leite, com base em trabalho da Cia. do Leite, a Balde Branco traz nesta edição as Boas Práticas no Uso Racional de Medicamentos. Vale o alerta que, para mais detalhes, sobre cada aspecto das BP, deve-se consultar o texto das INs 76 e 77

 

  • Impor­tân­cia Téc­ni­ca

- As sub e sobre­do­sa­gens são res­pon­sá­veis pela into­xi­ca­ção, resis­tên­cia e ine­fi­cá­cia do tra­ta­men­to. O uso de medi­ca­men­tos deve seguir os pro­to­co­los do fabri­can­te de acor­do com ins­tru­ções pre­sen­tes na bula. Além da dosa­gem, a frequên­cia de apli­ca­ção tam­bém pode cau­sar resis­tên­cia e ine­fi­cá­cia do tra­ta­men­to;

- A via de apli­ca­ção do medi­ca­men­to depen­de do tem­po neces­sá­rio de ações e de outras pro­pri­e­da­des do fár­ma­co. Quan­to ao uso da agu­lha, é pre­ci­so seguir as ins­tru­ções da bula ou do médi­co vete­ri­ná­rio (intra­mus­cu­lar, intra­ve­no­sa, sub­cu­tâ­nea), e o cali­bre deve ser esco­lhi­do de acor­do com o tama­nho do ani­mal e com a via de apli­ca­ção;

- Os equi­pa­men­tos uti­li­za­dos para a medi­ca­ção de ani­mais podem ser veto­res mecâ­ni­cos, capa­zes de trans­mi­tir doen­ças quan­do se uti­li­za a mes­ma agulha/seringa em dife­ren­tes ani­mais;

- A obser­va­ção da carên­cia após o uso de medi­ca­men­tos é impor­tan­te para evi­tar resí­du­os no lei­te. Além dis­so, res­pei­tar os dias de tra­ta­men­to é fun­da­men­tal para resul­ta­dos posi­ti­vos.

Con­for­me res­sal­ta Ronal­do Car­va­lho, dire­tor da Cia. do Lei­te, os pre­juí­zos por cau­sa de resí­du­os de anti­bió­ti­cos no lei­te vão sair do bol­so do pro­du­tor de lei­te. Por­tan­to, é ele quem deve tomar todas as pro­vi­dên­ci­as para implan­tar as boas prá­ti­cas para o uso raci­o­nal e cor­re­to dos medi­ca­men­tos.

 

  • Diag­nós­ti­co

- O pri­mei­ro pas­so é que o pro­du­tor sem­pre pre­ci­sa con­tar com a ori­en­ta­ção do médi­co vete­ri­ná­rio para acom­pa­nhar os pro­to­co­los de tra­ta­men­to das doen­ças e as estra­té­gi­as pre­ven­ti­vas con­tra as doen­ças e qual­quer pro­ble­ma rela­ci­o­na­do à saú­de dos ani­mais.

- O uso de medi­ca­men­tos deve ser dire­ci­o­na­do de acor­do com o diag­nós­ti­co, res­pei­tan­do a dosa­gem de acor­do com o indi­ca­do na bula pelo fabri­can­te;

- A frequên­cia de apli­ca­ção e a dura­ção do tra­ta­men­to devem ser res­pei­ta­das, seguin­do tam­bém a ori­en­ta­ção do fabri­can­te e do vete­ri­ná­rio;

- O con­tro­le de peso dos ani­mais tam­bém é impor­tan­te, já que a dosa­gem, mui­tas vezes, varia de acor­do com o peso;

- Veri­fi­car a data de vali­da­de do medi­ca­men­to; jamais uti­li­zar medi­ca­men­to com a data ven­ci­da;

- Na bovi­no­cul­tu­ra de lei­te é mui­to comum o uso de medi­ca­men­tos que não têm indi­ca­ção para vacas de lei­te. Essa con­tra-indi­ca­ção de alguns medi­ca­men­tos está vin­cu­la­da ao tem­po de resí­du­os do pro­du­to no lei­te.

 


Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 656 (agosto/2019)

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