Ante a série de polê­mi­cas e a fal­ta de escla­re­ci­men­to sobre a ques­tão, essa pro­pos­ta é bem-vin­da

O depu­ta­do esta­du­al Moa­cir Sopel­sa (MDB) vai pro­to­co­lar um pedi­do de audi­ên­cia públi­ca na Assem­bleia Esta­du­al de San­ta Cata­ri­na para deba­ter estas nor­ma­ti­vas pro­gra­ma­ras para entra­rem em vigor no mês de maio des­te ano. Segun­do infor­ma­ções da Alesc, em 14 de maio, o par­la­men­tar defen­de deba­te cole­ti­vo entre a indús­tria, pro­du­to­res e enti­da­des liga­das ao setor,muito impor­tan­te para a eco­no­mia de San­ta Cata­ri­na.

Segun­do Sopel­sa, as novas regras devem valer para o peque­no, o médio e gran­de pro­du­to­res, e que requer uma gran­de dis­cus­são em defe­sa da qua­li­da­de do lei­te. “Não adi­an­ta ter­mos quan­ti­da­de se não tiver­mos qua­li­da­de. É pre­ci­so fazer o deba­te em defe­sa da qua­li­da­de para agre­gar pre­ço, sob pena de não haver sus­ten­ta­bi­li­da­de nes­ta ati­vi­da­de que é mui­to impor­tan­te para a eco­no­mi­a­do nos­so Esta­do.”

Pelas esti­ma­ti­vas do Cen­tro de Soci­o­e­co­no­mia e Pla­ne­ja­men­to Agrí­co­la (Epagri/Cepa), o lei­te é uma das ati­vi­da­des da agro­pe­cuá­ria que mais cres­ce em San­ta Cata­ri­na. A gran­de bacia lei­tei­ra se con­cen­tra na região Oes­te, que res­pon­de por 75% de todo lei­te pro­du­zi­do ou qua­se 2,4 bilhões de litros. O lei­te é o ter­cei­ro pro­du­to no ran­king de Valor Bru­to da Pro­du­ção (VBP) da agro­pe­cuá­ria cata­ri­nen­se. “Em San­ta Cata­ri­na apro­xi­ma­da­men­te 60 mil famí­li­as na agri­cul­tu­ra têm na ati­vi­da­de lei­tei­ra uma das fon­tes de ren­da da pro­pri­e­da­de. Por isso, é impor­tan­te fazer­mos o deba­te em defe­sa da qua­li­da­de. Pre­ci­sa­mos encon­trar o cami­nho ou vamos mor­rer todos abra­ça­dos”, aler­ta Sopel­sa.

Nova legis­la­ção

Com a nova reda­ção dada à IN 76, que apro­vou os regu­la­men­tos téc­ni­cos que fixam a iden­ti­da­de e as carac­te­rís­ti­cas de qua­li­da­de que devem apre­sen­tar o lei­te cru refri­ge­ra­do, o lei­te pas­teu­ri­za­do e o lei­te tipo A, ficou esta­be­le­ci­do ape­nas um teto máxi­mo para os parâ­me­tros de Con­ta­gem Bac­te­ri­a­na Total (CBT) e Con­ta­gem de Célu­las Somá­ti­cas (CCS), por­tan­to, não haven­do mais pra­zo e exi­gên­ci­as de qua­li­da­de cres­cen­tes como nas nor­mas ante­ri­o­res.

Os requi­si­tos pre­vis­tos na IN 76 para o lei­te cru refri­ge­ra­do de tan­que indi­vi­du­al ou de uso comu­ni­tá­rio deve apre­sen­tar médi­as geo­mé­tri­cas tri­mes­trais de Con­ta­gem Padrão em Pla­cas de no máxi­mo 300.000 UFC/mL (tre­zen­tas mil uni­da­des for­ma­do­ras de colô­nia por mili­li­tro) e de Con­ta­gem de Célu­las Somá­ti­cas (CCS) de no máxi­mo 500.000 CS/mL (qui­nhen­tas mil célu­las por mili­li­tro). O Mapa espe­ra que com essas ins­tru­ções nor­ma­ti­vas sejam cri­a­das bases mais sóli­das para uma evo­lu­ção pro­gres­si­va e de lon­go pra­zo para a melho­ria da qua­li­da­de do lei­te no país.

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