Inoculantes para silagem: qual bactéria você realmente precisa - Balde Branco

Cepa MTD/1 pode ser sua ali­a­da na alta pro­du­ti­vi­da­de de leite

 
 
 

Inoculantes para silagem: qual bactéria você realmente precisa? 

O prin­ci­pal obje­ti­vo da pro­du­ção de sila­gem é pre­ser­var o máxi­mo pos­sí­vel do valor nutri­ci­o­nal da plan­ta. Sen­do assim, se você bus­ca aumen­tar a efi­ci­ên­cia do pro­ces­so de fer­men­ta­ção e con­ser­va­ção da sua sila­gem, os adi­ti­vos são a res­pos­ta para aju­dar a garan­tir a esta­bi­li­da­de aeró­bi­ca da sua forragem. 

Mas, para enten­der melhor sobre o assun­to, Nathaly Car­pi­nel­li, coor­de­na­do­ra téc­ni­ca da Nutri­corp, trou­xe algu­mas infor­ma­ções de estu­dos rea­li­za­dos pelo Dr. Phi­lip Jones, que é geren­te de pes­qui­sa em micro­bi­o­lo­gia no Rei­no Uni­do e vem pes­qui­san­do e infor­man­do mui­tos pro­du­to­res sobre o tema.

Antes de mais nada é impor­tan­te sali­en­tar que na ver­da­de, exis­tem somen­te duas espé­ci­es de bac­té­ri­as áci­do lác­ti­cas que podem apoi­ar e são essen­ci­ais para atin­gir esses obje­ti­vos des­cri­tos acima.

A pri­mei­ra delas é a Lac­to­ba­cil­lus plan­ta­rum, para efi­ci­ên­cia de fer­men­ta­ção, e a segun­da Lac­to­ba­cil­lus buch­ne­ri, para dete­ri­o­ra­ção aeró­bi­ca. Obter domí­nio rápi­do e com­ple­to da fer­men­ta­ção da sila­gem por bac­té­ri­as áci­do láti­cas é o cami­nho para se obter uma for­ra­gem de alta qua­li­da­de, com mai­or pre­ser­va­ção de nutrientes. 

“A mai­o­ria dos ino­cu­lan­tes apli­cam gran­de núme­ro de cepas de bac­té­ri­as, espe­ci­al­men­te sele­ci­o­na­das, domi­nan­do a popu­la­ção natu­ral e con­du­zin­do uma fer­men­ta­ção ade­qua­da, rapi­da­men­te”, afir­ma Nathaly. Mas, como ela con­ti­nua e res­sal­ta, nem todos os ino­cu­lan­tes são igual­men­te bons. Gran­de par­te dos ino­cu­lan­tes pos­sui Lac­to­ba­cil­lus plan­ta­rum, mas o fato é que a mai­o­ria das cepas exis­ten­tes nele aca­bam por não fun­ci­o­nar bem quan­do uti­li­za­das em um pH de gra­mí­ne­as fres­cas ou milho, por exem­plo. Para que ocor­ra uma ação efe­ti­va, o pH pre­ci­sa dimi­nuir para 5 Além dis­so, a mai­o­ria dos ino­cu­lan­tes encon­tra­dos no mer­ca­do, tem neces­si­da­de de cepas auxi­li­a­res para ini­ci­ar o pro­ces­so de fermentação.

“Pen­san­do nes­sa ques­tão, os ino­cu­lan­tes ECOSYL, tra­zem em sua estru­tu­ra L. plan­ta­rum cepa MTD/1, uma cepa inco­mum, com carac­te­rís­ti­cas úni­cas. Des­sa for­ma, esse ino­cu­lan­te deve­rá agir tam­bém em situ­a­ções onde encon­tra­mos uma fai­xa ampla de pH da sila­gem, que vai de núme­ros aci­ma de 6,8 e abai­xo de 4, e sem a neces­si­da­de de uma cepa auxi­li­ar para ini­ci­ar a fer­men­ta­ção, pro­mo­ven­do mul­ti­pli­ca­ção de do iní­cio ao fim do pro­ces­so”, expli­ca Nathaly.

As cepas MTD/1 são tão inco­muns por­que domi­nam a fer­men­ta­ção de for­ma mais rápi­da. Quan­to mais rápi­do o pH cair, obser­va­mos uma mai­or pre­ser­va­ção de nutri­en­tes, con­ser­va­ção da maté­ria seca e pro­teí­na ver­da­dei­ra, razões que aju­dam a aumen­tar a pro­du­ção de lei­te dos animais.

Mas, ter a bac­té­ria cer­ta tra­ba­lhan­do para a qua­li­da­de da sua sila­gem é somen­te uma par­te do cami­nho. “A mai­o­ria dos ino­cu­lan­tes con­tém bac­té­ri­as lio­fi­li­za­das, um pro­ces­so que pre­ser­va sua estru­tu­ra até que se adi­ci­o­ne água para sua rea­ti­va­ção. Vale res­sal­tar que as bac­té­ri­as são orga­nis­mos vivos e sujei­tos a vári­os fato­res estres­san­tes duran­te o pro­ces­so de fabri­ca­ção e arma­ze­na­men­to, que afe­ta­rá sua taxa de recu­pe­ra­ção”, con­ta Nathaly. 

Téc­ni­cas de fabri­ca­ção insu­fi­ci­en­tes geral­men­te se refle­tem em arma­ze­na­men­to ina­de­qua­do e na vida útil da mis­tu­ra no tan­que de fabri­ca­ção. Afi­nal, isso é o que vai garan­tir a recu­pe­ra­ção e a sobre­vi­vên­cia das bac­té­ri­as quan­do ensi­la­das. Vári­os estu­dos inde­pen­den­tes têm demons­tra­do que pro­du­tos bem conhe­ci­dos do mer­ca­do não atin­gi­ram as taxas de apli­ca­ção ide­ais, alguns com pro­ble­mas gra­ves. O que não ocor­re com o MDT/1 que se bene­fi­cia de mais de 40 anos de expe­ri­ên­cia de ECOSYL em fabri­car ino­cu­lan­tes, e pro­duz bac­té­ri­as robus­tas capa­zes de sobre­vi­ver ao arma­ze­na­men­to e se rei­dra­tar rapi­da­men­te. Por­tan­to, a vida útil do ECOSYL é garan­ti­da em 2 anos e na vida útil da mis­tu­ra do tan­que em 3 dias.

Se o pro­du­tor tiver pro­ble­ma na sila­gem em vir­tu­de da dete­ri­o­ra­ção aeró­bia, por cau­sa do tipo de cul­tu­ra, má con­so­li­da­ção, mane­jo do silo, ou bai­xa remo­ção de ali­men­to em ambi­en­tes com altas tem­pe­ra­tu­ras, nós pre­ci­sa­mos bus­car alter­na­ti­vas para alte­rar o per­fil de áci­do da fer­men­ta­ção da sila­gem. “Para estas situ­a­ções, ECO­CO­OL, pos­sui a cepa PJB/1, Lac­to­ba­cil­lus buch­ne­ri, que con­ver­te um pou­co de áci­do láti­co pro­du­zi­do pelo Lac­to­ba­cil­lus plan­ta­rum em áci­do acé­ti­co,  ini­bin­do assim o cres­ci­men­to de leve­du­ras e mofos que cau­sam dete­ri­o­ra­ção aeró­bi­ca, quan­do a sila­gem é expos­ta ao ar”, finaliza.

Esco­lher o ino­cu­lan­te ide­al para o seu negó­cio é impor­tan­te para o aumen­to do valor nutri­ti­vo da for­ra­gem a ser ensi­la­da. Esco­lha com cau­te­la e sem­pre tenha em men­te qual o seu obje­ti­vo duran­te o pro­ces­so de ensilagem.

Fon­te: Nutricorp

Rolar para cima