Guaraci Agropastoril produz primeiro leite orgânico e carbono neutro do mercado brasileiro - Balde Branco
Sabo­ro­so e nutri­ti­vo, o lei­te orgâ­ni­co NoCar­bon é o pra­zer de se ali­men­tar. Mais do que uma mar­ca, repre­sen­ta um movi­men­to que bus­ca pro­du­zir ali­men­tos sau­dá­veis com res­pei­to à natu­re­za, cui­dan­do do solo e dos ani­mais, e con­tri­buin­do para redu­zir os impac­tos das mudan­ças climáticas
 
 
 

Guaraci Agropastoril produz primeiro leite fresco orgânico e carbono neutro do mercado brasileiro 

A Gua­ra­ci Agro­pas­to­ril, dos sóci­os Luis Fer­nan­do Laran­ja da Fon­se­ca, Osval­do Stel­la Mar­tins, Hen­ri­que de Aze­ve­do Fer­rei­ra Fran­ça e Val­mir Gabri­el Orte­ga, lan­ça no mer­ca­do naci­o­nal a mar­ca NoCar­bon, o pri­mei­ro lei­te orgâ­ni­co e car­bo­no neu­tro pro­du­zi­do no Bra­sil. O empre­en­di­men­to é uma par­ce­ria com a Fazen­da da Toca, loca­li­za­da no muni­cí­pio de Iti­ra­pi­na, a 200 quilô­me­tros da Capi­tal de São Pau­lo, e um dos núcle­os de pro­du­tos orgâ­ni­cos mais impor­tan­tes do país.

Mais do que uma mar­ca de lei­te, o NoCar­bon nas­ce da cons­ci­ên­cia de que é pre­ci­so ado­tar prá­ti­cas mais sus­ten­tá­veis, bem como pro­mo­ver o con­su­mo de pro­du­tos sau­dá­veis, e inse­re-se num movi­men­to que defen­de uma for­ma ino­va­do­ra de pro­du­zir ali­men­tos. Numa pers­pec­ti­va mais ampla, a mar­ca se ali­nha ao con­cei­to con­tem­po­râ­neo de que a mis­são de uma com­pa­nhia não é ape­nas gerar lucro para seus aci­o­nis­tas; ela tem que pro­por­ci­o­nar impac­tos soci­ais e ambi­en­tais posi­ti­vos para a soci­e­da­de local e global.

Assim, além de ser um pro­du­to 100% orgâ­ni­co — que não usa agro­tó­xi­cos como her­bi­ci­das, inse­ti­ci­das e fun­gi­ci­das no solo, nem pro­mo­to­res de cres­ci­men­to ou hormô­ni­os no reba­nho, e de defen­der o bem-estar ani­mal- o NoCar­bon ofe­re­ce ao con­su­mi­dor a neu­tra­li­da­de no balan­ço de emis­sões de carbono.

A garan­tia da neu­tra­li­da­de do car­bo­no é fei­ta por meio da acre­di­ta­ção do selo Car­bon Free, da ONG Ini­ci­a­ti­va Ver­de, pio­nei­ra na cer­ti­fi­ca­ção de pro­je­tos que visam a redu­ção do gás estu­fa e que atua há mais de 15 anos no seg­men­to. Para obter a cer­ti­fi­ca­ção, a Gua­ra­ci sub­me­teu-se a um inven­tá­rio com­ple­to das emis­sões de todas as fases de pro­du­ção — des­de o meta­bo­lis­mo das vacas, ati­vi­da­des liga­das à pro­du­ção do lei­te, até logís­ti­ca, emba­la­gem etc.- e faz a com­pen­sa­ção volun­tá­ria de car­bo­no por meio do plan­tio de árvo­res nati­vas na pró­pria Fazen­da da Toca, que se encon­tra nos bio­mas da Mata Atlân­ti­ca e do Cerrado.

Além da com­pen­sa­ção das emis­sões de gases de efei­to estu­fa, a Gua­ra­ci é cer­ti­fi­ca­da pelo IBD, mai­or cer­ti­fi­ca­dor da Amé­ri­ca Lati­na de pro­du­tos orgâ­ni­cos. Pos­sui tam­bém o selo da Cer­ti­fi­ed Huma­ne Bra­sil, repre­sen­tan­te da Huma­ne Farm Ani­mal Care (HFAC), prin­ci­pal orga­ni­za­ção glo­bal vol­ta­da à melho­ria na qua­li­da­de de vida das cri­a­ções de ani­mais na pro­du­ção de ali­men­tos. O selo garan­te que a Gua­ra­ci aten­de exi­gên­ci­as obje­ti­vas de bem-estar ani­mal, que inclu­em uma ali­men­ta­ção nutri­ti­va e equi­li­bra­da e livre de anti­bió­ti­cos, pro­vi­são de abri­gos e áre­as de repou­so ade­qua­dos para que os ani­mais expres­sem seu com­por­ta­men­to natural.

 
Mais do que lei­te, um ato de cida­da­nia
O lei­te NoCar­bon visa um con­su­mi­dor aten­to, pre­o­cu­pa­do com a saú­de e com o meio ambi­en­te, e que sabe que suas esco­lhas ali­men­ta­res podem ser, para além de um ato de con­su­mo, um ato de cida­da­nia. Enge­nhei­ro mecâ­ni­co espe­ci­a­lis­ta em ener­gia e recur­sos natu­rais, Osval­do Stel­la expli­ca a pro­pos­ta do NoCar­bon. “Esta­mos foca­dos no con­su­mi­dor que, além de pen­sar nos bene­fí­ci­os que os ali­men­tos orgâ­ni­cos pro­por­ci­o­nam para a saú­de, tam­bém se pre­o­cu­pa com o futu­ro do pla­ne­ta e com o bem-estar ani­mal”, diz Stella.

Lan­ça­do no iní­cio de julho, o NoCar­bon já pode ser encon­tra­do em 65 pon­tos de ven­das. O lei­te orgâ­ni­co está pre­sen­te, por exem­plo, nas gôn­do­las do super­mer­ca­do San­ta Luzia e no St. Mar­che. Em para­le­lo, a Gua­ra­ci está em nego­ci­a­ções adi­an­ta­das para a dis­po­ni­bi­li­za­ção do NoCar­bon em duas gran­des redes de super­mer­ca­dos, o que resul­ta, num pri­mei­ro momen­to, no acrés­ci­mo de 100 novas lojas nos prin­ci­pais cen­tros urba­nos do país, até o fim des­te ano. Entre eles, São Pau­lo, Rio de Janei­ro, Rio Gran­de do Sul, San­ta Cata­ri­na, Para­ná, Belo Hori­zon­te e Brasília.

Ide­a­li­za­dor do pro­je­to NoCar­bon, Luis Laran­ja da Fon­se­ca é um dos pio­nei­ros no desen­vol­vi­men­to de mode­los de negó­ci­os de impac­to soci­o­am­bi­en­tais no Bra­sil. For­ma­do em medi­ci­na vete­ri­ná­ria pela UFRGS, com mes­tra­do em agro­no­mia pela ESALQ/Piracicaba e dou­to­ra­do em medi­ci­na vete­ri­ná­ria pela USP, ele con­ta que o NoCar­bon vem apri­mo­ran­do um mode­lo ino­va­dor de pro­du­ção que alia efi­ci­ên­cia, qua­li­da­de e um modo harmô­ni­co e mais equi­li­bra­do com a natureza.

“Esse é o gran­de dile­ma da soci­e­da­de moder­na. Cer­ca de um ter­ço das emis­sões de gás estu­fa no mun­do são pro­ve­ni­en­tes da agro­pe­cuá­ria e, se que­re­mos garan­tir um futu­ro mais sau­dá­vel, tere­mos que repen­sar o atu­al sis­te­ma de pro­du­ção ali­men­tar. O nos­so pro­je­to tem como meta cri­ar um mode­lo mais rege­ne­ra­ti­vo; pro­du­zir pro­teí­na ani­mal sem degra­dar o ecos­sis­te­ma”, enfa­ti­za Laran­ja da Fonseca.

O pro­je­to teve iní­cio em mar­ço de 2018, numa área de 132 hec­ta­res de pas­tos orgâ­ni­cos. No momen­to, são 440 vacas de lei­te das raças Gir, Jer­sey, Holan­de­sa, den­tre outras, das quais 200 são ani­mais adul­tos que pro­du­zem cer­ca de 4 mil litros de leite/dia.

O reba­nho é cri­a­do em sis­te­ma agros­sil­vo­pas­to­ril, que inte­gra pecuá­ria, árvo­res, agri­cul­tu­ra e pas­ta­gem. A pro­du­ção de lei­te acon­te­ce em um mode­lo mis­to que inclui pas­te­jo rota­ci­o­na­do, ali­men­to ver­de no cocho e suple­men­ta­ção de sila­gem no inver­no, que gera inú­me­ros bene­fí­ci­os tan­to para o meio ambi­en­te quan­to para os animais.

Por meio do sis­te­ma, o gado des­fru­ta de mais som­bra natu­ral e um ambi­en­te fres­co, com arbo­ri­za­ção mais den­sa, além de ganhar um refor­ço nutri­ci­o­nal. Além dis­so, o meio ambi­en­te como um todo se favo­re­ce com mais bio­di­ver­si­da­de e o estí­mu­lo à uma série de ser­vi­ços ecos­sis­tê­mi­cos, como a poli­ni­za­ção pelas abe­lhas e a cicla­gem de nutri­en­tes com mais árvo­res, além do seques­tro de carbono.

“A nos­sa empre­sa não tem sen­ti­do de exis­tir se ela não pro­por­ci­o­nar ações pro­po­si­ti­vas que tra­gam bene­fí­ci­os para a soci­e­da­de e para o pla­ne­ta. Essa é a nos­sa lógi­ca”, assi­na­la o advo­ga­do Hen­ri­que Fran­ça, que atu­ou por mais de 35 anos no mun­do cor­po­ra­ti­vo, foi sócio de gran­des escri­tó­ri­os de advo­ca­cia em São Pau­lo e Nova Ior­que, além de tra­ba­lhar como geren­te jurí­di­co dos ban­cos JPMor­gan Cha­se Bank, Itaú BBA e Micro­soft. Fran­ça acres­cen­ta que esse con­cei­to não se con­tra­põe ao lucro. “Pelo con­trá­rio, o retor­no do inves­ti­men­to e o lucro são fun­da­men­tais para a per­pe­tu­a­ção da empre­sa”, ressalta.

Para que o cres­ci­men­to sus­ten­ta­do de ven­das do NoCar­bon no vare­jo seja pos­sí­vel, a Gua­ra­ci tem o desa­fio de ampli­ar o volu­me de lei­te. Laran­ja asse­gu­ra que essa meta é viá­vel por meio da sele­ção cri­te­ri­o­sa que estão fazen­do em outras fazen­das pro­du­to­ras de lei­te orgâ­ni­co e com pro­gra­mas de neu­tra­li­da­de de car­bo­no no Esta­do de São Pau­lo. Com esta ação, a Gua­ra­ci dobra­ria sua capa­ci­da­de pro­du­ti­va, que con­ta­ria com apro­xi­ma­da­men­te 10 mil litros de leite/dia.

Além do recém-lan­ça­do NoCar­bon, dis­po­ní­vel nas ver­sões inte­gral e des­na­ta­do, a Gua­ra­ci deve dis­po­ni­bi­li­zar nas pró­xi­mas sema­nas o NoCar­bon Milk Zero Lac­to­se semi­des­na­ta­do. E as novi­da­des não param por aí, a mar­ca pre­vê outros lan­ça­men­tos até o fim do ano, ampli­an­do sua ofer­ta atu­al de produtos.
Fon­te: Gua­ra­ci Agropastoril
Rolar para cima