GERAR Leite apresenta dados de 2020 e aponta caminhos para desafios do setor - Balde Branco

Foram 203.400 mil dados cole­ta­dos em 2020 sobre IATF (inse­mi­na­ção arti­fi­ci­al em tem­po fixo) e TETF (trans­fe­rên­cia de embriões em tem­po fixo), em 400 fazen­das de todo o Brasil

GERAR Leite apresenta dados de 2020 e aponta caminhos para desafios do setor 

Em 25 e 26 de maio, a Zoe­tis pro­mo­veu um encon­tro on-line que reu­niu  téc­ni­cos, espe­ci­a­lis­tas,  pes­qui­sa­do­res e pro­du­to­res, com o obje­ti­vo de divul­gar os últi­mos dados do GERAR Lei­te. Foram 203.400 mil dados cole­ta­dos em 2020 sobre IATF (inse­mi­na­ção arti­fi­ci­al em tem­po fixo) e TETF (trans­fe­rên­cia de embriões em tem­po fixo), em 400 fazen­das de todo o Bra­sil. No últi­mo ano, hou­ve melho­ria nos resul­ta­dos de pre­nhez, em tor­no de 10%. 

“Mes­mo dis­tan­tes fisi­ca­men­te, esta­mos aqui no estú­dio, tra­zen­do infor­ma­ção da melhor for­ma pos­sí­vel para todos vocês pois o lei­te não para”, dis­se o médi­co-vete­ri­ná­rio e Geren­te de Pro­du­to da Zoe­tis Rafa­el Morei­ra, que abriu o pri­mei­ro dia do encon­tro, res­sal­tan­do a impor­tân­cia des­se setor para o desen­vol­vi­men­to do País. “É isso mes­mo. Este é o nos­so obje­ti­vo hoje e ama­nhã: levar para os téc­ni­cos cada vez mais dados e infor­ma­ções de qua­li­da­de, pro­mo­ven­do uma rica dis­cus­são”, com­ple­men­tou o médi­co-vete­ri­ná­rio José Luiz Mora­es Vas­con­ce­los, pro­fes­sor da UNESP/Botucatu (SP) e men­tor do grupo. 

Com téc­ni­cos nas prin­ci­pais baci­as lei­tei­ras do Bra­sil, o gru­po vem se for­ta­le­cen­do ao lon­go dos anos como uma impor­tan­te fer­ra­men­ta para aná­li­se de dados e toma­da de deci­sões, e de rela­ci­o­na­men­to com os téc­ni­cos e produtores. 

Além da dis­cus­são dos dados ana­li­sa­dos, as reu­niões ser­vem para que téc­ni­cos e pes­qui­sa­do­res iden­ti­fi­quem opor­tu­ni­da­des para os pro­du­to­res, reco­men­dem cami­nhos e/ou melho­ri­as nas fazen­das e dis­cu­tam fato­res rela­ci­o­na­dos à pro­du­ti­vi­da­de das vacas. 

Na edi­ção des­te ano, foram deba­ti­dos temas como doen­ças infla­ma­tó­ri­as pós-par­to e fer­ti­li­da­de, impac­to da gené­ti­ca para saú­de e fer­ti­li­da­de, mas­ti­te con­ta­gi­o­sa e fato­res asso­ci­a­dos à expres­são do estro, além de como o tra­ba­lho do GERAR se refle­tiu no dia a dia da fazenda. 

Mos­tran­do a evo­lu­ção dos núme­ros para IATF e IA (inse­mi­na­ção arti­fi­ci­al), o pro­fes­sor apon­tou que hou­ve melho­ra em ambas as téc­ni­cas. “Em pra­ti­ca­men­te 5 anos, melho­ra­mos 4 a 5 pon­tos per­cen­tu­ais na IA e na IATF, que repre­sen­ta­ram cer­ca de 10% a 15% nos níveis de fer­ti­li­da­de dos par­cei­ros GERAR. Esta­mos no cami­nho cer­to e melho­ran­do a pro­du­ção de lei­te nas fazen­das’’, dis­se José Luiz Mora­es Vas­con­ce­los. Quan­do os ani­mais são ana­li­sa­dos por cate­go­ria, os dados apon­tam que a evo­lu­ção em vacas mul­tí­pa­ras não acon­te­ceu na mes­ma pro­por­ção das primíparas. 

De acor­do com o espe­ci­a­lis­ta Dr. José Edu­ar­do Por­te­la San­tos, da Uni­ver­si­da­de da Fló­ri­da, isso pode estar rela­ci­o­na­do a pro­ces­sos infla­ma­tó­ri­os sofri­dos por ani­mais logo após o par­to. “É nes­se perío­do que há mudan­ça drás­ti­ca de apor­te nutri­ci­o­nal da vaca para suprir a neces­si­da­de da glân­du­la mamá­ria; é quan­do tam­bém há per­da de peso”, expli­ca. “Geral­men­te, pro­ble­mas como metri­te, endo­me­tri­te clí­ni­ca e sub­clí­ni­ca sur­gem duas sema­nas após o par­to. Já a mas­ti­te pode acon­te­cer duran­te todo o perío­do de lac­ta­ção”, completa. 

Segun­do Por­te­la, ani­mais com doen­ças infla­ma­tó­ri­as têm menor fer­ti­li­za­ção e per­dem em qua­li­da­de embri­o­ná­ria. “A lon­go pra­zo, isso impac­ta­rá todo o sis­te­ma repro­du­ti­vo e pro­du­ti­vo da fazen­da.” O espe­ci­a­lis­ta tam­bém expla­nou sobre o con­tro­le de mas­ti­te con­ta­gi­o­sa, abor­dan­do trans­mis­são, con­tro­le e pre­ven­ção, além de medi­das sani­tá­ri­as que o cri­a­dor deve seguir para ter um reba­nho sau­dá­vel e lei­te de qua­li­da­de. Por­te­la tam­bém aler­tou que “o pro­ces­so pro­du­ti­vo de lei­te com a fina­li­da­de de conhe­cer os agen­tes cau­sa­do­res de mas­ti­te ain­da é subu­ti­li­za­do no Bra­sil e isso tem de mudar. Mane­jo ruim se sobres­sai a todo pro­gra­ma de con­tro­le, o pro­du­tor pre­ci­sa com­prar essa ideia e implementá-la”. 

Já o pro­fes­sor Ronal­do Cer­ri, da Uni­ver­si­da­de de Colum­bia, no Cana­dá, outro espe­ci­a­lis­ta con­vi­da­do para essa edi­ção, falou sobre sele­ção genô­mi­ca, saú­de e repro­du­ção. “Saú­de e repro­du­ção têm bai­xa her­da­bi­li­da­de, mas a sele­ção genô­mi­ca é uma fer­ra­men­ta impor­tan­te e que se apri­mo­ra cons­tan­te­men­te”, comen­tou. Ape­sar da her­da­bi­li­da­de bai­xa, avan­ços sig­ni­fi­ca­ti­vos têm sido obser­va­dos na melho­ria de parâ­me­tros repro­du­ti­vos. Cer­ri tam­bém citou a impor­tân­cia de as vacas apre­sen­ta­rem estro aos pro­to­co­los e o impac­to da expres­são do estro no aumen­to da pre­nhez e na dimi­nui­ção das per­das de gestação. 

GERAR LEI­TE 

Cri­a­do pela Zoe­tis em 2014, é um pro­gra­ma de rela­ci­o­na­men­to con­tí­nuo que pro­mo­ve reu­niões para dis­cu­tir dados repro­du­ti­vos de reba­nhos lei­tei­ros. Des­de o iní­cio, tem se apre­sen­ta­do como uma impor­tan­te pos­si­bi­li­da­de de inte­gra­ção e tro­ca de conhe­ci­men­tos entre os téc­ni­cos inte­gran­tes do gru­po e for­ma­do­res de opi­nião des­se setor. 

Fon­te: Asses­so­ria de Comu­ni­ca­ção da Zoetis 

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