A alta taxa de mortalidade e morbidade está relacionada, em sua maioria, à grande incidência de diarreia nas bezerras nas primeiras quatro semanas de vida
Ana Carolina Verdugo

 

A ati­vi­da­de lei­tei­ra mudou mui­to nas últi­mas déca­das e gran­des avan­ços foram obti­dos, não ape­nas nas vacas em lac­ta­ção, mas tam­bém na fase de recria. A cri­a­ção de bezer­ras é de gran­de impor­tân­cia para a pro­pri­e­da­de, por­que favo­re­ce o des­car­te anu­al de vacas velhas ou com pro­ble­mas. Com isso, aumen­ta­mos a taxa de repo­si­ção e a quan­ti­da­de de ani­mais mais jovens entran­do no reba­nho, melho­ran­do o desem­pe­nho gené­ti­co e pos­si­bi­li­tan­do uma mai­or pro­du­ção de lei­te futu­ra.

No entan­to, ape­sar dos avan­ços ao lon­go dos anos, vári­os desa­fi­os são enfren­ta­dos pelo pro­du­tor nes­sa fase de cri­a­ção. Os prin­ci­pais pro­ble­mas enfren­ta­dos são: a sep­ti­ce­mia, diar­reia, pneu­mo­nia e tris­te­za para­si­tá­ria. Con­tu­do, as altas taxas de mor­ta­li­da­de e mor­bi­da­de estão rela­ci­o­na­das, em sua mai­o­ria, à gran­de inci­dên­cia de diar­reia nas bezer­ras nas pri­mei­ras qua­tro sema­nas de vida.

No Bra­sil, a diar­reia é de alta pre­va­lên­cia em todos os reba­nhos e é con­si­de­ra­da como prin­ci­pal cau­sa de per­da econô­mi­ca na ati­vi­da­de. Devi­do ao gas­to com vete­ri­ná­rio e medi­ca­men­tos e ao pou­co desen­vol­vi­men­to do bezer­ro – como menor ganho de peso duran­te o perío­do – os cus­tos de cri­a­ção aumen­tam sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te.

O mane­jo uti­li­za­do na pro­pri­e­da­de pode ser um dos fato­res rela­ci­o­na­dos à diar­reia; a manu­ten­ção de um ambi­en­te con­for­tá­vel e com boa higi­e­ne é mui­to impor­tan­te nes­sa fase. Além dis­so, a nutri­ção tam­bém pode influ­en­ci­ar: uma boa colos­tra­gem nas pri­mei­ras horas de vida, o for­ne­ci­men­to de um lei­te de boa qua­li­da­de e uma ração balan­ce­a­da são essen­ci­ais para o bom desen­vol­vi­men­to das bezer­ras. A con­ta­mi­na­ção por pató­ge­nos, como pro­to­zoá­ri­os, bac­té­ri­as, vírus e hel­min­tos, pode cau­sar infla­ma­ções e doen­ças intes­ti­nais, assu­min­do papel impor­tan­te na diar­reia.

 


Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 657 (setembro/2019)

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