fbpx

Setor pode­rá obter cré­di­to para cus­teio e ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca, com ênfa­se às boas prá­ti­cas agro­pe­cuá­ri­as e ao bem-estar ani­mal

O Pla­no Agrí­co­la e Pecuá­rio 2017/2018, lan­ça­do no iní­cio de junho, trou­xe novas regras de cré­di­to para o setor da ovi­no­ca­pri­no­cul­tu­ra. A prin­ci­pal é a pos­si­bi­li­da­de de finan­ci­a­men­to para reten­ção de matri­zes com pra­zo de até dois anos. Antes, o ven­ci­men­to era de um ano. A medi­da está con­tem­pla­da na linha de cus­teio em geral e cus­teio do Pro­namp-Pro­gra­ma Naci­o­nal de Apoio ao Médio Pro­du­to.

As novas regras tam­bém pos­si­bi­li­tam a inclu­são do setor entre os bene­fi­ciá­ri­os do Pro­gra­ma Ino­va­gro, que apoia a ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca, com ênfa­se nas boas prá­ti­cas agro­pe­cuá­ri­as e no bem-estar ani­mal. O pecu­a­ris­ta inte­res­sa­do em ampli­ar ou diver­si­fi­car a ati­vi­da­de na fazen­da pode ir a uma ins­ti­tui­ção finan­cei­ra que tra­ba­lhe com cré­di­to rural e pedir, por exem­plo, o cré­di­to de cus­teio.

O cri­a­dor de cabras e ove­lhas pode­rá usá-lo para lim­pe­za e res­tau­ra­ção de pas­ta­gens, fena­ção, sila­gem e for­ma­ção de for­ra­gens perió­di­cas não supe­ri­or a um ano para con­su­mo do pró­prio reba­nho. O limi­te do cré­di­to de cus­teio por toma­dor é de R$ 3 milhões e a taxa de juros caiu de 9,5% para 8,5% ao ano. O PAP pre­vê, até 30 de junho de 2018, a con­tra­ta­ção de cré­di­to de cus­teio com pra­zo de reem­bol­so de até dois anos, quan­do os recur­sos forem dire­ci­o­na­dos, exclu­si­va­men­te, para reten­ção de matri­zes ovi­nas e capri­nas.

Já os pecu­a­ris­tas que pre­ten­dem cons­truir ou refor­mar ben­fei­to­ri­as, adqui­rir máqui­nas, for­ma­ção e recu­pe­ra­ção de pas­ta­gens e pro­te­ção e cor­re­ção do solo podem con­tar com o cré­di­to de inves­ti­men­tos. Os inves­ti­men­tos semi­fi­xos englo­bam a aqui­si­ção de ani­mais para cri­a­ção, recri­a­ção, engor­da ou ser­vi­ços, aqui­si­ção de tra­to­res, veí­cu­los, colhei­ta­dei­ras, imple­men­tos, aero­na­ve e embar­ca­ções.

O limi­te do cré­di­to para inves­ti­men­to é de R$ 430 mil por beneficiário/ano safra. O pra­zo varia de 12 anos para inves­ti­men­to fixo e de seis anos para inves­ti­men­to semi­fi­xo. A taxa de juros é de 8,5% ao ano.

No Mode­ra­gro (Pro­gra­ma de Moder­ni­za­ção da Agri­cul­tu­ra e Con­ser­va­ção de Recur­sos Natu­rais), que con­ta com R$ 640 milhões, o pro­du­tor rural tem itens finan­ciá­veis como aqui­si­ção de matri­zes repro­du­to­ras de ovi­nos e capri­nos. O limi­te é de R$ 880 mil por toma­dor indi­vi­du­al e para empre­en­di­men­to cole­ti­vo de R$ 2,64 milhões. O pra­zo para paga­men­to é de até 10 anos, com até três anos de carên­cia, e taxa de juros de 8,5% ao ano.

A con­tra­ta­ção de cré­di­to de cus­teio do Pro­namp (Pro­gra­ma Naci­o­nal de Apoio ao Médio Pro­du­tor), com pra­zo de reem­bol­so de até dois anos, é des­ti­na­da, exclu­si­va­men­te, para reten­ção de matri­zes ovi­nas e capri­nas. O limi­te de cus­teio no pro­gra­ma é de R$ 1,5 milhão por bene­fi­ciá­rio a taxa de juros de 7,5% ao ano. O cus­teio des­sa linha de finan­ci­a­men­to é de R$ 18 bilhões.

Já os recur­sos de inves­ti­men­to do Pro­namp, que con­ta nes­ta tem­po­ra­da com R$ 3,7 bilhões, podem finan­ci­ar repa­ros ou refor­mas de bens de pro­du­ção e de ins­ta­la­ções, aqui­si­ção de ani­mais de ser­vi­ço, des­ma­ta­men­to, des­to­ca e simi­la­res, inclu­si­ve aqui­si­ção, trans­por­te, apli­ca­ção e incor­po­ra­ção de cal­cá­rio agrí­co­la em até 15% do valor do orça­men­to. O limi­te de inves­ti­men­to é de R$ 430 mil por bene­fi­ciá­rio, com a taxa juros de 7,5% ao ano e pra­zo de até 8 anos.

O Bra­sil tem um reba­nho de 18,4 milhões de ove­lhas. A região Nor­des­te abran­ge 61% do total, com 11,1 milhões de ani­mais, segui­do do Sul, com 4,8 milhões (26%). Já o plan­tel de cabras está esti­ma­do em 9,6 milhões de cabe­ças, sen­do os esta­dos da Bahia e Per­nam­bu­co os mai­o­res pro­du­to­res.

Rolar para cima