Fertilizante: o pouco que faz a diferença! - Balde Branco
A ini­ci­a­ti­va Nutri­en­tes para a Vida (NPV) tem desem­pe­nha­do sua mis­são de escla­re­cer a popu­la­ção urba­na sobre infor­ma­ções rela­ti­vas a esse insu­mo, cons­tan­te­men­te cri­ti­ca­do por pes­so­as que des­co­nhe­cem as reais fun­ções dos fer­ti­li­zan­tes. A ori­gem das infor­ma­ções é pro­ve­ni­en­te de dados cien­tí­fi­cos, com obje­ti­vo de dar mai­or cre­di­bi­li­da­de e segu­ran­ça aos leitores
 

Fertilizante: o pouco que faz a diferença! 

Por Val­ter Casa­rin — Coor­de­na­dor Cien­tí­fi­co da NPV

O tema Fer­ti­li­zan­te sem­pre traz dis­cus­sões calo­ro­sas, prin­ci­pal­men­te para aque­les que des­co­nhe­cem a sua ori­gem, a sua fun­ção e, prin­ci­pal­men­te, a quan­ti­da­de apli­ca­da no solo.

A ini­ci­a­ti­va Nutri­en­tes para a Vida (NPV) tem desem­pe­nha­do sua mis­são de escla­re­cer a popu­la­ção urba­na sobre infor­ma­ções rela­ti­vas a esse insu­mo, cons­tan­te­men­te cri­ti­ca­do por pes­so­as que des­co­nhe­cem as reais fun­ções dos fer­ti­li­zan­tes. A ori­gem das infor­ma­ções é pro­ve­ni­en­te de dados cien­tí­fi­cos, com obje­ti­vo de dar mai­or cre­di­bi­li­da­de e segu­ran­ça aos leitores. 

Mui­tos con­si­de­ram os fer­ti­li­zan­tes como um pro­du­to tóxi­co. Essa é uma das mai­o­res inver­da­des, pois os fer­ti­li­zan­tes têm sua ori­gem em pro­du­tos con­ti­dos na natu­re­za. Sen­do assim, eles não pos­su­em molé­cu­las tóxi­cas em sua com­po­si­ção. O uso dos fer­ti­li­zan­tes é exclu­si­va­men­te para ali­men­tar as plan­tas, pois sua cons­ti­tui­ção é de nutri­en­tes essen­ci­ais para o seu cres­ci­men­to e produção.

Para enten­der­mos a ori­gem e como são fabri­ca­dos os fer­ti­li­zan­tes, vamos apre­sen­tar os 3 prin­ci­pais fer­ti­li­zan­tes comer­ci­a­li­za­dos em todo o mun­do, ou seja, aque­les que for­ne­cem o nitro­gê­nio, o fós­fo­ro e o potássio. 

Quan­do se tra­ta dos fer­ti­li­zan­tes nitro­ge­na­dos, eles são ori­gi­na­dos da rea­ção entre o N2, do ar atmos­fé­ri­co, e o H2, con­ti­do no gás natu­ral. Essa rea­ção dá ori­gem a amô­nia (NH3), maté­ria-pri­ma para a pro­du­ção de todos os fer­ti­li­zan­tes nitro­ge­na­dos. Já os fer­ti­li­zan­tes fos­fa­ta­dos e potás­si­cos são ori­gi­na­dos de reser­vas mine­rais encon­tra­dos no sub­so­lo ricos nes­tes nutri­en­tes. Os pro­ces­sos para a pro­du­ção dos prin­ci­pais fer­ti­li­zan­tes usa­dos na agri­cul­tu­ra estão demons­tra­dos na figu­ra abaixo:

Mui­tos podem se per­gun­tar se há neces­si­da­de de apli­car fer­ti­li­zan­tes no solo para a plan­ta cres­cer e pro­du­zir. Bem, pode­mos res­pon­der fazen­do a ana­lo­gia com uma cri­an­ça que pre­ci­sa se ali­men­tar. Se você abrir a gela­dei­ra ou a dis­pen­sa da sua casa e não encon­trar lei­te, pão, arroz, fei­jão, entre outros ali­men­tos, seu filho não vai estar bem nutri­do, em con­sequên­cia terá seu cres­ci­men­to e desen­vol­vi­men­to com­pro­me­ti­do. O mes­mo ocor­re com a plan­ta. Quan­do ela não encon­trar os nutri­en­tes no solo, o seu cres­ci­men­to e desen­vol­vi­men­to será limi­ta­do, afe­tan­do a pro­du­ção. A for­ma de resol­ver o pro­ble­ma de nos­so filho é ir ao mer­ca­do e com­prar os ali­men­tos neces­sá­ri­os para sua ali­men­ta­ção. Já, no caso das plan­tas, é pela adu­ba­ção que são adi­ci­o­na­dos ao solo os nutri­en­tes que estão fal­tan­do, ou seja, os fer­ti­li­zan­tes pos­su­em os nutri­en­tes neces­sá­ri­os para ali­men­tar as plantas. 

 

Mas, é neces­sá­rio fazer a adubação? 

 

Sim, com as per­das natu­rais de nutri­en­tes no solo e as cons­tan­tes reti­ra­das pelas colhei­tas, os nutri­en­tes são redu­zi­dos a quan­ti­da­des insu­fi­ci­en­tes para aten­der as neces­si­da­des das plan­tas. Pre­ci­sa­mos enten­der a neces­si­da­de de repor ao solo os nutri­en­tes que estão con­ti­dos nos ali­men­tos colhi­dos e que saem do solo para nos ali­men­tar. Des­ta for­ma, a adu­ba­ção per­mi­te tirar mais ali­men­to de uma mes­ma área, sem a neces­si­da­de de aber­tu­ra de novas áre­as, ou seja, sem a neces­si­da­de de desmatamento.

 

Você tem ideia da quan­ti­da­de de fer­ti­li­zan­te apli­ca­da na adubação? 

 

Tal­vez você se sur­pre­en­da com a dose apli­ca­da pela plan­ta. Para exem­pli­fi­car a dose de fer­ti­li­zan­te apli­ca­da, usa­re­mos a adu­ba­ção rea­li­za­da na cul­tu­ra da soja. A reco­men­da­ção, segun­do a exi­gên­cia da cul­tu­ra e os teo­res reve­la­dos pela aná­li­se de solo, é de 150 kg por hec­ta­re do pro­du­to MAP (fos­fa­to mono­amô­ni­co). Esse pro­du­to pos­sui em sua com­po­si­ção os nutri­en­tes nitro­gê­nio e fós­fo­ro, dois dos prin­ci­pais nutri­en­tes para a vida da plan­ta. A dose apli­ca­da equi­va­le a 6,75 g por metro line­ar. Em cada metro line­ar tem 12 plan­tas de soja, o que per­mi­te con­cluir que cada plan­ta rece­be­rá 0,56 g do fer­ti­li­zan­te MAP. Isso mes­mo, um pou­qui­nho mais de 0,5 g para nutrir a plan­ta duran­te seu ciclo de vida. Essa adu­ba­ção visa for­ne­cer prin­ci­pal­men­te o nutri­en­te fósforo.

A foto abai­xo mos­tra o aspec­to no solo da adu­ba­ção do fer­ti­li­zan­te MAP para a cul­tu­ra da soja.

 

Solo com terra e plantas

Descrição gerada automaticamente com confiança média

Foto: André Zabini

 

Des­ta for­ma, a NPV pro­cu­ra con­tri­buir para o bom enten­di­men­to sobre o uso cor­re­to de fer­ti­li­zan­tes, uti­li­zan­do infor­ma­ções base­a­das na ciên­cia. O fer­ti­li­zan­te é o meio mais bara­to e efi­ci­en­te para devol­ver a fer­ti­li­da­de ao solo. Se reti­rar­mos mais ali­men­tos da mes­ma área, esta­re­mos con­tri­buin­do para a manu­ten­ção das flo­res­tas e, tam­bém, para a segu­ran­ça ali­men­tar. A ação da adu­ba­ção é uma for­ma de obter uma pro­du­ção agrí­co­la mais sus­ten­tá­vel. Assim, afir­ma­mos que “Para ali­men­tar a popu­la­ção é neces­sá­rio pri­mei­ro nutrir o solo”.

 

Sobre a NPV 

A NPV — Nutri­en­tes para a Vida — nas­ceu com obje­ti­vo de melho­rar a per­cep­ção da popu­la­ção urba­na em rela­ção às fun­ções e os bene­fí­ci­os dos fer­ti­li­zan­tes para a saú­de huma­na. Bra­ço da fun­da­ção nor­te-ame­ri­ca­na NFL – Nutri­ents For Life — no Bra­sil, a NPV tra­ba­lha base­a­da em infor­ma­ções cien­tí­fi­cas. O uso de fer­ti­li­zan­tes de for­ma res­pon­sá­vel e cor­re­ta é o cami­nho para ofe­re­cer à soci­e­da­de opor­tu­ni­da­de para mai­or segu­ran­ça ali­men­tar e qua­li­da­de nutri­ci­o­nal dos ali­men­tos e, sobre­tu­do, pro­du­zin­do de for­ma sus­ten­tá­vel e com total res­pei­to ao ambi­en­te. Nutrir o solo, atra­vés dos fer­ti­li­zan­tes, é a for­ma mais sen­sa­ta de pro­du­zir ali­men­tos em quan­ti­da­de e qua­li­da­de para as pes­so­as, além de valo­ri­zar a pre­ser­va­ção de nos­sas florestas. 

 

A mis­são da NPV é escla­re­cer e infor­mar a soci­e­da­de bra­si­lei­ra, com base em estu­dos cien­tí­fi­cos, sobre a impor­tân­cia e os bene­fí­ci­os dos fer­ti­li­zan­tes na pro­du­ção e qua­li­da­de dos ali­men­tos, bem como sobre sua uti­li­za­ção adequada.

 

A NPV tem sua sede no Bra­sil, é man­ti­da pela ANDA (Asso­ci­a­ção Naci­o­nal para Difu­são de Adu­bos) e ope­ra­da pela Bio­mar­ke­ting. A ini­ci­a­ti­va con­ta ain­da com par­cei­ros como: Esalq/USP, IAC, UFMT, UFLA e UFPR.

 

Sai­ba mais sobre o novo cli­en­te em https://www.nutrientesparaavida.org.br/