FAESP reivindica mudanças no ICMS ao governo paulista - Balde Branco

O pre­si­den­te da FAESP, Fábio de Sal­les Mei­rel­les, enten­de que os pro­du­to­res pau­lis­tas pre­ci­sam de medi­das con­cre­tas de apoio para ter con­fi­an­ça de inves­tir e gerar empregos

 
 
 
 
 

FAESP reivindica mudanças no ICMS ao governo paulista 

A Fede­ra­ção da Agri­cul­tu­ra e Pecuá­ria do Esta­do de São Pau­lo (FAESP) rei­vin­di­ca ajus­tes nas alí­quo­tas do Impos­to sobre Cir­cu­la­ção de Mer­ca­do­ri­as e Ser­vi­ços (ICMS) cobra­das em pro­du­tos do setor. “A FAESP vem rei­vin­di­ca­do medi­das para redu­zir a car­ga tri­bu­tá­ria esta­du­al. Não tem sen­ti­do con­ti­nu­ar a pena­li­zar o setor agro­pe­cuá­rio nes­te momen­to em que pre­ci­sa­mos de incen­ti­vo para reto­mar o cres­ci­men­to. O que pre­ci­sa­mos e plei­te­a­mos é redu­zir os cus­tos da pro­du­ção”, diz o pre­si­den­te da FAESP, Fábio de Sal­les Meirelles.

O pre­si­den­te da FAESP, em ofí­ci­os enca­mi­nha­dos ao gover­no pau­lis­ta, acre­di­ta que há uma opor­tu­ni­da­de para pro­mo­ver mudan­ças ain­da pen­den­tes em rela­ção aos efei­tos da Lei 17.293/2020 e decre­tos sub­se­quen­tes. “Ava­li­a­mos tam­bém que deve ser ini­ci­a­da uma nova dis­cus­são que envol­va a con­ces­são de um tra­ta­men­to tri­bu­tá­rio dife­ren­ci­a­do do ICMS, para a dina­mi­za­ção de alguns seto­res estra­té­gi­cos para o agro­ne­gó­cio pau­lis­ta”, afir­ma o presidente.

O pre­si­den­te da FAESP enten­de que os pro­du­to­res pau­lis­tas pre­ci­sam de medi­das con­cre­tas de apoio para ter con­fi­an­ça de inves­tir e gerar empre­gos. “Pro­vi­dên­ci­as que redu­zem tri­bu­tos repre­sen­tam mais empre­gos no cam­po e nas empre­sas liga­das ao agro­ne­gó­cio e esti­mu­lam o mer­ca­do inter­no”, enfa­ti­za o dirigente.

A Lei 17.293/2020 auto­ri­zou o Poder Exe­cu­ti­vo esta­du­al a redu­zir ou revo­gar bene­fí­ci­os fis­cais rela­ti­vos ao ICMS sem que para isto neces­si­tas­se de aval do poder legis­la­ti­vo, equi­pa­ran­do ain­da ao con­cei­to de “bene­fí­cio fis­cal” as alí­quo­tas fixa­das em pata­mar infe­ri­or a 18% no Estado.

Os ofí­ci­os foram enca­mi­nha­dos ao vice-gover­na­dor, Rodri­go Gar­cia, e ao secre­tá­rio esta­du­al da Agri­cul­tu­ra e Abas­te­ci­men­to Ita­mar Bor­ges. O pre­si­den­te da FAESP des­ta­ca que a opor­tu­ni­da­de sur­tiu do fato de que a arre­ca­da­ção esta­du­al vem sen­do supe­ri­or à esti­ma­da para o cená­rio pan­dê­mi­co, con­for­me foi sina­li­za­do pelo Pro­je­to de Lei 663/2021, pro­pos­ta de lei orça­men­tá­ria para 2022, enca­mi­nha­do em 1º de outu­bro à Assem­bleia Legis­la­ti­va — ALESP.

“Deve­mos redu­zir os cus­tos da pro­du­ção, com uma taxa­ção de ICMS mais com­pa­tí­vel. Ain­da mais que os pro­du­to­res já enfren­tam diver­sos pro­ble­mas econô­mi­cos, como a difi­cul­da­de para obter cré­di­to e uma cri­se hídri­ca que pode afe­tar a ati­vi­da­de”, assi­na­la Meirelles.

A seguir, as prin­ci­pais rei­vin­di­ca­ções da FAESP acer­ca do ICMS em São Paulo:

1) Rever­ter o aumen­to de ICMS para impor­tan­tes ali­men­tos ain­da impac­ta­dos pelos efei­tos dos decre­tos de outu­bro de 2020 como o alho, o fei­jão, a fari­nha de man­di­o­ca, quei­jos e as car­nes. “Outras impor­tan­tes cadei­as pro­du­ti­vas para o esta­do de São Pau­lo, como a da bor­ra­cha natu­ral, do amen­doim e da man­di­o­ca tam­bém vêm sen­tin­do os refle­xos da majo­ra­ção da car­ga tri­bu­tá­ria”, lem­bra o presidente.

2) Rever as revo­ga­ções pro­mo­vi­das pelos Decre­tos nº 64.213/19, 65.254/20 e 66.5054/21, que irão impac­tar nega­ti­va­men­te a manu­ten­ção dos cré­di­tos de ICMS nas entra­das de insu­mos agro­pe­cuá­ri­os, resul­tan­do em aumen­to de cus­to de pro­du­ção para as ati­vi­da­des agro­pe­cuá­ri­as e per­da de com­pe­ti­ti­vi­da­de para a indús­tria de insu­mos paulista.

3) Aten­der ple­na­men­te as redu­ções de base de cál­cu­lo fixa­das pelo Con­vê­nio ICMS 100/97, a par­tir da revi­são dos Decre­tos nº 65.254/20 e 66.5054/21 que irão majo­rar a alí­quo­ta efe­ti­va do ICMS nas ven­das inte­res­ta­du­ais de insu­mos agro­pe­cuá­ri­os, a par­tir de 1º de janei­ro de 2022.

4) Pro­mo­ver a revi­são tri­bu­tá­ria do ICMS inci­den­te sobre a ven­da de pro­du­tos arte­sa­nais de ori­gem ani­mal rea­li­za­das por pro­du­tor rural. Atu­al­men­te, as ven­das para o vare­jo ou para o con­su­mi­dor final de quei­jos, incluin­do os arte­sa­nais, por exem­plo, são tri­bu­ta­das em 18%. A ade­são do Esta­do de São Pau­lo ao Con­vê­nio ICMS 181/19 é uma suges­tão para pro­pi­ci­ar melhor ambi­en­te econô­mi­co aos pro­du­to­res, capaz de con­tri­buir com o aumen­to da com­pe­ti­vi­da­de e sus­ten­ta­bi­li­da­de dos negócios.

Na sema­na pas­sa­da foi apro­va­do na ALESP, por ini­ci­a­ti­va do Exe­cu­ti­vo, o PL nº 607/21, que regu­la­men­tou a pro­du­ção de pro­du­tos arte­sa­nais de ori­gem ani­mal, redu­zin­do a buro­cra­cia. “Ajus­tar a tri­bu­ta­ção para estes pro­du­tos seria uma gran­de con­tri­bui­ção do gover­no de São Pau­lo”, res­sal­ta Meirelles.

5) Pro­mo­ver a revi­são tri­bu­tá­ria do ICMS, atu­al­men­te de 25%, inci­den­te sobre os ser­vi­ços de tele­co­mu­ni­ca­ções e ope­ra­ções de conec­ti­vi­da­de rural, de manei­ra a con­tri­buir com a ampli­a­ção da dis­po­ni­bi­li­da­de da inter­net a pre­ços aces­sí­veis e com boa qua­li­da­de às pro­pri­e­da­des rurais.

“A alta car­ga tri­bu­tá­ria difi­cul­ta a con­tra­ta­ção des­te tipo de ser­vi­ço pelos pro­du­to­res rurais e ini­be o desen­vol­vi­men­to das empre­sas pres­ta­do­ras des­te ser­vi­ço. Exis­tem dois Con­vê­ni­os ICMS em vigor, o nº 19/18 e o nº 149/21, que pode­ri­am ser imple­men­ta­dos e per­mi­tem a redu­ção da car­ga tri­bu­tá­ria sobre alguns ser­vi­ços de comu­ni­ca­ção, redu­zin­do seu cus­to e ampli­an­do a gama de usuá­ri­os”, sali­en­ta o pre­si­den­te da FAESP.

De acor­do com Mei­rel­les, este item é fun­da­men­tal para a imple­men­ta­ção dos Pro­je­tos Inte­gra­dos, desen­vol­vi­do pela FAESP con­jun­to com o SENAR-SP, Secre­ta­ria Esta­du­al da Agri­cul­tu­ra e Sebrae-SP, com des­ta­que para duas rele­van­tes temá­ti­cas “Conec­ti­vi­da­de” e “Trans­for­ma­ção Digital”.

6) Nor­ma­li­zar o flu­xo de aná­li­se dos pedi­dos de auto­ri­za­ção para impres­são do talo­ná­rio de nota fis­cal e reto­mar o aten­di­men­to pre­sen­ci­al nos Pos­tos Fis­cais e Dele­ga­ci­as Regionais.

O pre­si­den­te da FAESP fina­li­za os ofí­ci­os afir­man­do espe­rar con­tar com o apoio do vice-gover­na­dor de São Pau­lo, Rodri­go Gar­cia, “para dia­lo­gar e sen­si­bi­li­zar a Secre­ta­ria da Fazen­da na pro­mo­ção dos estu­dos de revi­são da atu­al polí­ti­ca tri­bu­tá­ria e ado­ção das medi­das neces­sá­ri­as para tor­nar o agro pau­lis­ta mais competitivo”.

Fon­te: FAESP/SENAR

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