Embrapa assume projeto de soro do leite - Balde Branco

Com finan­ci­a­men­to da Ausaid-Agên­cia Aus­tra­li­a­na para o Desen­vol­vi­men­to Inter­na­ci­o­nal, a Embra­pa Agroin­dús­tria de Ali­men­tos está coor­de­nan­do no Bra­sil, um pro­je­to inter­na­ci­o­nal que bus­ca dar mai­or com­pe­ti­ti­vi­da­de e sus­ten­ta­bi­li­da­de a peque­nas quei­ja­ri­as, a par­tir do apro­vei­ta­men­to do soro de lei­te gera­do pela pro­du­ção de queijos.

O pro­je­to reú­ne pes­qui­sa­do­res do Bra­sil, da Colôm­bia, do Uru­guai, da Argen­ti­na e da Aus­trá­lia. A pri­mei­ra ati­vi­da­de do pro­je­to foi um workshop, fei­to na sema­na pas­sa­da em Bue­nos Aires, Argen­ti­na, no qual as ins­ti­tui­ções dos paí­ses par­ti­ci­pan­tes defi­ni­ram o pla­ne­ja­men­to que será ini­ci­a­do a par­tir des­te mês.

No Bra­sil, será fei­to o levan­ta­men­to da pro­du­ção do soro para ela­bo­rar a mode­la­gem da cap­ta­ção do pro­du­to, visan­do a defi­nir onde serão ins­ta­la­das uni­da­des pro­ces­sa­do­ras e o apro­vei­ta­men­to da capa­ci­da­de oci­o­sa de uni­da­des já exis­ten­tes. “Em para­le­lo, a gen­te vai estu­dar alter­na­ti­vas de agre­ga­ção de valor”, dis­se hoje à Agên­cia Bra­sil o líder do pro­je­to no Bra­sil, Amau­ri Rosenthal.

A pro­pos­ta da Ausaid é incre­men­tar a com­pe­ti­ti­vi­da­de e sus­ten­ta­bi­li­da­de de comu­ni­da­des rurais de bai­xa ren­da, com pri­o­ri­da­de para a Amé­ri­ca do Sul. Por isso o pro­je­to foi foca­do ini­ci­al­men­te no Bra­sil, Argen­ti­na, Uru­guai e Colôm­bia, paí­ses que têm cadei­as lác­te­as impor­tan­tes e com dife­ren­tes níveis de orga­ni­za­ção, segun­do repor­ta­gem do Por­tal EBC. .

Segun­do Rosenthal, o soro de lei­te tem um ele­va­do poten­ci­al de agre­ga­ção de valor. Atu­al­men­te, o soro ou é joga­do fora, cau­san­do danos ao meio ambi­en­te, por ser alta­men­te polu­en­te, ou é des­ti­na­do à ali­men­ta­ção ani­mal. “O soro tem uma pro­teí­na de alto valor bio­ló­gi­co, de ele­va­da qua­li­da­de, que além de poder con­tri­buir para a melho­ria nutri­ci­o­nal, tem a ques­tão de agre­ga­ção de valor e com­pe­ti­ti­vi­da­de”, salientou.

O pro­je­to tem dura­ção pre­vis­ta de um ano e meio, com chan­ce de ser esten­di­do para dois anos. Além da Embra­pa Agroin­dús­tria de Ali­men­tos, sedi­a­da no Rio de Janei­ro, par­ti­ci­pam da equi­pe do Bra­sil pes­qui­sa­do­res da Uni­ver­si­da­de Fede­ral de Minas Gerais, da Embra­pa Gado de Lei­te, de Juiz de Fora-MG, e da Embra­pa Cli­ma Tem­pe­ra­do, de Pelotas-RS.

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