Em SP, governo compra leite da agricultura familiar - Balde Branco

O gover­na­dor Geral­do Alck­min assi­nou no últi­mo dia 2 de dezem­bro decre­to que per­mi­te a ven­da de ali­men­tos, inclu­si­ve de lác­te­os, a peni­ten­ciá­ri­as, uni­ver­si­da­des, esco­las e hos­pi­tais esta­du­ais por meio da agri­cul­tu­ra fami­li­ar. A medi­da faz par­te do Pro­gra­ma Pau­lis­ta de Agri­cul­tu­ra de Inte­res­se Soci­al (PPAIS).

São Pau­lo é o Esta­do que mais con­so­me lác­te­os no Bra­sil e rea­li­za a mai­or dis­tri­bui­ção de lei­te em pro­gra­mas soci­ais. Por se tra­tar de uma ati­vi­da­de cícli­ca, está­vel e cons­tan­te, o PPAIS Lei­te con­tri­bui­rá para a gera­ção de empre­go e ren­da na agri­cul­tu­ra fami­li­ar, e auxi­li­a­rá na imple­men­ta­ção de uma polí­ti­ca seto­ri­al estra­té­gi­ca. Por meio de ações entre secre­ta­ri­ais, a ini­ci­a­ti­va influ­en­ci­a­rá o desen­vol­vi­men­to rural por meio da cadeia pro­du­ti­va do lei­te paulista.

Para aces­sar esse nicho de mer­ca­do, os assen­ta­dos aten­di­dos pela Fun­da­ção Itesp foram capa­ci­ta­dos quan­to aos regu­la­men­tos téc­ni­cos neces­sá­ri­os à comer­ci­a­li­za­ção, como a Ins­tru­ção Nor­ma­ti­va do Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to (Mapa) nº 51/2002, cri­a­da para aper­fei­ço­ar e moder­ni­zar a legis­la­ção sani­tá­ria fede­ral sobre a pro­du­ção de lei­te, apro­van­do os regu­la­men­tos téc­ni­cos de pro­du­ção, iden­ti­da­de e qua­li­da­de do lei­te tipos A, B e C, além do pas­teu­ri­za­do e do cru refri­ge­ra­do, bem como da cole­ta de lei­te cru refri­ge­ra­do e do seu trans­por­te a granel.

O Pon­tal do Para­na­pa­ne­ma tem se con­so­li­da­do como uma impor­tan­te bacia lei­tei­ra no Esta­do. Segun­do dados da Cader­ne­ta de Cam­po (levan­ta­men­to rea­li­za­do pelo Itesp), refe­ren­te à safra 2013/2014, foram pro­du­zi­dos 56,3 milhões de litros de lei­te nos 137 assen­ta­men­tos aten­di­dos pelo Gover­no de São Pau­lo, o que repre­sen­ta 3% da pro­du­ção do Esta­do, segun­do o IBGE. O Pon­tal, que con­cen­tra 96 assen­ta­men­tos, res­pon­de por cer­ca de 52,4 milhões de litros, ou seja, 94% do total. Nes­sa região, a uti­li­za­ção dos tan­ques cole­ti­vos de res­fri­a­men­to de lei­te pelos agri­cul­to­res fami­li­a­res é cada vez mais comum, o que evi­den­cia o cres­ci­men­to do mercado.

Ain­da de acor­do com a Cader­ne­ta de Cam­po, o valor bru­to da pro­du­ção no Pon­tal, con­si­de­ran­do o valor comer­ci­a­li­za­do e o auto­con­su­mo, ultra­pas­sou R$ 120 milhões. Des­se total, a pro­du­ção lei­tei­ra con­tri­buiu com qua­se 40%. O res­tan­te da ren­da pro­vém das pro­du­ções vege­tal, ani­mal, flo­res­tal e de derivados.

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