Pio­nei­ra na implan­ta­ção do pri­mei­ro Sis­te­ma de Orde­nha Volun­tá­ria (VMS) da Amé­ri­ca do Sul, o pro­du­tor pro­je­ta expan­são da ati­vi­da­de com mai­or con­for­to para os ani­mais
Edson Lemos

Antes de se tor­nar pio­nei­ro na Amé­ri­ca do Sul, na ado­ção da mais moder­na téc­ni­ca de extra­ção de lei­te exis­ten­te no mun­do, a orde­nha robo­ti­za­da, Arman­do Rab­bers, um des­cen­den­te de imi­gran­tes holan­de­ses fun­da­do­res da Colô­nia Cas­tro­lan­da, era um agri­cul­tor bem-suce­di­do. Cul­ti­va­va uma área de 190 hec­ta­res, divi­di­dos entre lavou­ras de milho, fei­jão e soja, com alta pro­du­ti­vi­da­de em todas essas lavou­ras. No inver­no essa área pro­du­zia tri­go comer­ci­a­li­za­do com sua coo­pe­ra­ti­va, e o res­tan­te se des­ti­na­va à pro­du­ção de for­ra­gens (aveia e aze­vém) que abas­te­ci­am a chá­ca­ra de seu irmão Lucas.

A pro­du­ção de lei­te entrou nes­se cená­rio como uma opor­tu­ni­da­de de negó­cio. “O que me incen­ti­vou a pro­du­zir lei­te foi a coo­pe­ra­ti­va ter inves­ti­do numa indús­tria de lati­cí­ni­os, os meus cola­bo­ra­do­res tinham inte­res­se na pro­du­ção de lei­te, e mais a opor­tu­ni­da­de da inte­gra­ção agricultura/pecuária, já que dis­pu­nha de áre­as que podi­am pro­du­zir bem, tan­to no inver­no como no verão”, con­ta Arman­do. E para quem ini­ci­ou na ati­vi­da­de com ape­nas sete vacas, e che­gou a tirar 1.700 litros/dia, com os ani­mais a pas­to, no sis­te­ma bal­de ao pé, além de espe­ta­cu­lar o sal­to foi rápi­do.

Veio o ‘fler­te’ com o sis­te­ma de orde­nha volun­tá­ria, depois de ter lido uma maté­ria de revis­ta que fala­va sobre esse tipo de orde­nha­dei­ra. Um dese­jo laten­te ficou ‘matu­tan­do’ na cabe­ça. Logo que a tec­no­lo­gia VMS foi apre­sen­ta­da no Agro­lei­te 2010, come­ça­ram as con­ver­sas com o fabri­can­te do equi­pa­men­to. Foram meses de reu­niões, nego­ci­a­ções, defi­ni­ção de orça­men­to, e dis­cus­são para for­ma­ta­ção de um pro­je­to. Depois fez-se um ‘VMS Tour’ por fazen­das da Sué­cia e Holan­da, com Arman­do e Lucas visi­tan­do e conhe­cen­do o sis­te­ma em fun­ci­o­na­men­to para toma­da de deci­são final, espe­ci­al­men­te em rela­ção a layout. Por fim, em feve­rei­ro de 2012, a Fazen­da San­ta Cruz de Bai­xo come­çou a cons­truir o sis­te­ma, que ficou pron­to e come­çou a ope­rar em outu­bro de 2012.

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 658 (outubro/2019)

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