Documentário retrata a saga da pecuarista Carmen Perez - Balde Branco
A nar­ra­ti­va de “Quan­do Ouvi a Voz da Ter­ra” come­ça com a tra­je­tó­ria de Car­men Perez, quan­do há 20 anos, movi­da pelo dese­jo de melho­rar a qua­li­da­de de vida das pes­so­as e dos ani­mais, assu­me a fazen­da da famí­lia e ques­ti­o­na o sis­te­ma de mane­jo pra­ti­ca­do, come­çan­do a bus­car alter­na­ti­vas para trans­for­mar total­men­te a lida em suas terras
 
 
 

Documentário “Quando Ouvi a Voz da Terra” retrata a saga da pecuarista Carmen Perez

Em um cená­rio pre­do­mi­nan­te­men­te mas­cu­li­no, a fazen­dei­ra de 43 anos, à fren­te da Fazen­da Orva­lho das Flo­res, é refe­rên­cia inter­na­ci­o­nal no setor e ganha cada vez mais res­pei­to e reco­nhe­ci­men­to pela manei­ra como lida com a vida e mane­jo no cam­po. Seu pio­nei­ris­mo e ati­vis­mo em saú­de e bem-estar ani­mal são o pon­to de par­ti­da para o fil­me, que traz novas nar­ra­ti­vas e per­so­na­gens ins­pi­ra­do­res para que­brar para­dig­mas sobre o setor pecu­a­ris­ta brasileiro.

Ins­ti­ga­da a mos­trar um novo olhar sobre o cam­po e pau­tar prá­ti­cas sus­ten­tá­veis, Car­men mer­gu­lha em uma jor­na­da tocan­te para enten­der como é a vida em outras fazen­das em qua­tro regiões dife­ren­tes. Ques­ti­o­na­men­tos sobre o res­pei­to ani­mal, a ação soci­al e o meio ambi­en­te nor­tei­am uma via­gem pelo cora­ção do Bra­sil, tra­zen­do his­tó­ri­as de pes­so­as e luga­res que com­par­ti­lham da mes­ma von­ta­de de pro­du­zir ali­men­tos sau­dá­veis de manei­ra sus­ten­tá­vel e em har­mo­nia com a natureza.

A nar­ra­ti­va de “Quan­do Ouvi a Voz da Ter­ra” come­ça com a tra­je­tó­ria de Car­men Perez, quan­do há 20 anos, movi­da pelo dese­jo de melho­rar a qua­li­da­de de vida das pes­so­as e dos ani­mais, assu­me a fazen­da da famí­lia e ques­ti­o­na o sis­te­ma de mane­jo pra­ti­ca­do, come­çan­do a bus­car alter­na­ti­vas para trans­for­mar total­men­te a lida em suas ter­ras. Com isso, mudou não ape­nas a sua fazen­da, mas tor­nou-se influên­cia para toda uma cadeia de negócios.

Atu­an­do com novos valo­res e prá­ti­cas de impac­tos posi­ti­vos, após anos de pes­qui­sas e apri­mo­ra­men­tos, os ani­mais pas­sam a ser pro­ta­go­nis­tas, sua saú­de pri­o­ri­da­de e Car­men se tor­na refe­rên­cia inter­na­ci­o­nal no agronegócio.

Em dois meses de pro­du­ção, além da fazen­da de Car­men, no Mato Gros­so, a equi­pe visi­tou fazen­das em São Pau­lo, Mato Gros­so do Sul e Pará, soman­do 12,5 mil quilô­me­tros de estra­da e infi­ni­tas his­tó­ri­as. Ao total são qua­se 40 horas de gra­va­ção, que foram cari­nho­sa­men­te trans­for­ma­das em uma obra docu­men­tal da agro­pe­cuá­ria bra­si­lei­ra com apro­xi­ma­da­men­te 70 minutos.

A pro­pos­ta é for­ne­cer ele­men­tos para que as pes­so­as tenham mais infor­ma­ção da rea­li­da­de sobre o cam­po bra­si­lei­ro e, quem sabe, aju­dar a cons­truir um novo ima­gi­ná­rio acer­ca da pecuá­ria, des­mis­ti­fi­can­do algu­mas idei­as nega­ti­vas. “Que­ro que as pes­so­as vejam o que eu vejo e sin­tam o que eu sin­to, pois o cam­po e a cida­de estão ape­nas sepa­ra­dos por uma dis­tân­cia físi­ca. Somos todos seres huma­nos e com­par­ti­lha­mos dos mes­mos ansei­os”, comen­ta Car­men sobre a pro­du­ção docu­men­tal. O intui­to tam­bém é que a nar­ra­ti­va pos­sa ins­pi­rar novas his­tó­ri­as, que esta­be­le­çam cone­xões com o cam­po, dan­do ori­gem a novos protagonismos.

“A ideia cen­tral do docu­men­tá­rio é dizer, por meio de vozes do cam­po, que a pri­o­ri­da­de é pre­zar pelo bem-estar ani­mal e que isso sig­ni­fi­ca tra­tar o bicho com res­pei­to e gen­ti­le­za des­de o nas­ci­men­to; com­pre­en­der suas neces­si­da­des e con­du­zir natu­ral­men­te seu com­por­ta­men­to genuí­no, como man­ter a natu­re­za em har­mo­nia, res­pei­tan­do as pes­so­as e tudo mais que cer­ca a cri­a­ção”, resu­me Carmen.

“Quan­do Ouvi a Voz da Ter­ra”, ide­a­li­za­do por Car­men Perez em par­ce­ria com o dire­tor Nan­do Dias Gomes e a jor­na­lis­ta Flá­via Tonin, tem rotei­ro livre e é favo­re­ci­do pelos cená­ri­os tra­ça­dos pela pró­pria natu­re­za, dan­do luz a uma foto­gra­fia impe­cá­vel, além da linha poé­ti­ca e huma­na que per­meia toda a nar­ra­ti­va. A tri­lha sono­ra ori­gi­nal do docu­men­tá­rio foi fei­ta sob o cui­da­do do vio­lei­ro Gui­to, que é uma das novas reve­la­ções bra­si­lei­ras para o esti­lo musical.

Gra­va­do entre os meses de maio e julho de 2021 é impor­tan­te res­sal­tar que duran­te as via­gens e gra­va­ções foram segui­dos todos os pro­to­co­los de segu­ran­ça e saú­de deter­mi­na­dos pela OMS.

Patro­ci­na­do pelas empre­sas Cor­te­va Agris­ci­en­ce, Elan­co Saú­de Ani­mal, JBS, KWS Semen­tes e Primaq/Case IH; e apoio do Con­gres­so Naci­o­nal das Mulhe­res do Agro­ne­gó­cio e Beckhau­ser, o docu­men­tá­rio “Quan­do ouvi a voz da Ter­ra” teve sua pré-estreia no dia 25 de outubro/21 no Con­gres­so Naci­o­nal das Mulhe­res do Agro­ne­gó­cio com apre­sen­ta­ções dos bas­ti­do­res e cenas exclusivas.

O docu­men­tá­rio esta­rá dis­po­ní­vel no You­tu­be no canal Quan­do Ouvi a Voz da Ter­ra ou nes­te link https://youtu.be/dvbzQvISiTE , por um cur­to perío­do. O fil­me não con­ta com incen­ti­vos da Lei Rou­a­net ou incen­ti­vo fis­cal. Assi­na a dire­ção de Foto­gra­fia Ricar­do Dias Gomes; Som dire­to, Dimas Cae­ta­no e For­mi­ga Mata­raz­zo; e a Pro­du­ção Exe­cu­ti­va é de Car­men Perez e Flá­via Tonin.

 

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