Destaques do Ideas for Milk - Balde Branco

Uma pla­ta­for­ma que acom­pa­nha e geren­cia a rota do lei­te des­de o pro­du­tor até a indús­tria foi o star­tup ven­ce­dor da campanha

O desa­fio de star­tups Ide­as for Millk ele­geu, no últi­mo dia 13 de dezem­bro, em Bra­sí­lia-DF, a equi­pe SCL Rota, de Belo Hori­zon­te-MG como ven­ce­do­ra da pro­mo­ção. A equi­pe  apre­sen­tou a pla­ta­for­ma que auto­ma­ti­za e inte­gra os dados do pro­ces­so de cole­ta e cap­ta­ção de lei­te de lati­cí­ni­os e coo­pe­ra­ti­vas de pon­ta a pon­ta. Para o ana­lis­ta de sis­te­ma Ota­vio Augus­to Fer­nan­des, que ao lado de Jus­ce­li­no Perei­ra, repre­sen­ta a equi­pe SCL Rota, o mai­or prê­mio de ven­cer o desa­fio é ter o selo da Embra­pa na solu­ção apre­sen­ta­da pela star­tup. A ini­ci­a­ti­va con­tou tam­bém com apoio do por­tal Agri­point, Car­rus­ca Inno­va­ti­on, Lit­te­ris Con­sul­ting e Qranio.

“A ciên­cia está pas­san­do por uma revo­lu­ção, que é a trans­for­ma­ção digi­tal. Novas fer­ra­men­tas estão aí para empo­de­rar e for­ta­le­cer o seg­men­to da agro­pe­cuá­ria. É pre­ci­so atrair, cada vez mais, jovens para o mun­do da agri­cul­tu­ra e da ali­men­ta­ção”, afir­mou Mau­rí­cio Lopes, pre­si­den­te da Embra­pa, a aber­tu­ra do evento.

O CEO da Lit­te­ris Con­sul­ting, Cezar Tau­ri­on, diz que um dos mai­o­res desa­fi­os dos rea­li­za­do­res do con­cur­so foi apro­xi­mar o mun­do das star­tups, vol­ta­do em sua mai­o­ria para as ques­tões urba­nas, do mun­do rural. Ele acre­di­ta que o agro é um oce­a­no de opor­tu­ni­da­des para as empre­sas e que ain­da está um pou­co dis­tan­te do mun­do digital.

A cadeia pro­du­ti­va do lei­te foi esco­lhi­da por gerar pro­du­tos que estão pre­sen­tes no Bra­sil intei­ro e que, de acor­do com o che­fe-geral da Embra­pa Gado de Lei­te, Pau­lo Mar­tins, pre­ci­sa atu­ar sob a lógi­ca da indús­tria 4.0, no mun­do digi­tal. Ele diz ain­da que isso só foi pos­sí­vel por­que a empre­sa atua em rede, jun­to com uni­ver­si­da­des e outras instituições.

“O papel das uni­ver­si­da­des foi impor­tan­tís­si­mo em unir a tur­ma da tec­no­lo­gia da infor­ma­ção com a das ciên­ci­as agrá­ri­as. Esta­mos dei­xan­do um cami­nho sóli­do para que outros seg­men­tos do agro­ne­gó­cio pos­sam repe­tir essa expe­ri­ên­cia de acor­do com suas par­ti­cu­la­ri­da­des”, acre­di­ta Martins.

O pro­ces­so de sele­ção durou cer­ca de cin­co meses. Após o pri­mei­ro fil­tro sele­ti­vo, de 137 ini­ci­a­ti­vas foram esco­lhi­das 40 para par­ti­ci­par das finais regi­o­nais em oito cida­des bra­si­lei­ras: Belo Hori­zon­te-MG, Juiz de Fora-MG, Viço­sa-MG, Lavras-MG, Cam­pi­nas-SP, São Car­los-SP, Pira­ci­ca­ba-SP e Por­to Alegre-RS.

Na eta­pa final do desa­fio, 31 pro­fis­si­o­nais de refe­rên­cia na pes­qui­sa agro­pe­cuá­ria, no mer­ca­do e em negó­ci­os de TI ava­li­a­ram os oito fina­lis­tas quan­to: ao tama­nho do pro­ble­ma a ser resol­vi­do (rela­ci­o­na­do ao tama­nho do públi­co-alvo e/ou mer­ca­do); à expec­ta­ti­va de lon­go pra­zo para o pro­du­to ser melho­ra­do e expan­di­do; quan­to à difi­cul­da­de de implan­ta­ção e exe­cu­ção da solu­ção pro­pos­ta: e quan­to ao está­gio de desen­vol­vi­men­to do pro­du­to no momen­to do desafio.

Além da equi­pe fina­lis­ta de Belo Hori­zon­te-MG, SLC Rota, o desa­fio teve outros dois des­ta­ques: a equi­pe Syte­ch Fee­der, de Juiz de Fora-MG, que desen­vol­veu um sis­te­ma inte­gra­do hardware/software que moni­to­ra em tem­po real o con­su­mo de con­cen­tra­dos de bezer­ras, com o obje­ti­vo de defi­nir o momen­to do desa­lei­ta­men­to; a equi­pe Sys­Lar, de Por­to Ale­gre-RS, que apre­sen­tou um sis­te­ma para o moni­to­ra­men­to e con­tro­le em tem­po real do per­cen­tu­al de gor­du­ra no lei­te, a fim de aumen­tar a efi­ci­ên­cia da pro­du­ção de lei­te e a qua­li­da­de dos pro­du­tos derivados.

Para Samir Ias­beck, CEO do Qra­nio, uma star­tup do ramo edu­ca­ci­o­nal e uma das rea­li­za­do­ras do even­to, o Ide­as for Milk foi um divi­sor de águas para a Embra­pa e para as empre­sas que pas­sa­rão a atu­ar no agro­ne­gó­cio, “Aqui nós vimos mui­ta gera­ção de tec­no­lo­gia, de infor­ma­ção qua­li­fi­ca­da para esse seg­men­to, mas ain­da vemos a neces­si­da­de de avan­çar nos mode­los de negó­ci­os”, acrescenta.

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