“De 15 países que importavam lácteos há cinco anos, hoje são 50, com algumas situações surpreendentes: somos o segundo maior exportador de queijo tipo Gorgonzola para a Rússia. Chile e México são importadores significativos dos produtos brasileiros.”

 

Pro­va­vel­men­te você rece­beu esta edi­ção da Bal­de Bran­co alguns dias antes de 22 de novem­bro.  Por­tan­to, pode­rá agen­dar esta data para acom­pa­nhar, de onde esti­ver, a edi­ção 2019 do Desa­fio de Star­tups, que ocor­re­rá no Cubo-Itaú em São Pau­lo.

Serão apre­sen­ta­das solu­ções que incor­po­ram a trans­for­ma­ção digi­tal e a infor­má­ti­ca, suas fer­ra­men­tas e pro­ces­sos para aumen­tar a pre­ci­são e rapi­dez na toma­da de deci­sões pelos agen­tes da cadeia do lei­te. Pro­du­to­res, indús­tri­as, inves­ti­do­res, pes­qui­sa­do­res e impren­sa esta­rão pre­sen­tes nes­te que será o encon­tro mais impor­tan­te do ano para o ecos­sis­te­ma de ino­va­ção do Lei­te, o Lei­te 4.0.

Solu­ções para pro­ble­mas são sem­pre mui­to bem-vin­das, espe­ci­al­men­te quan­do a cadeia pro­du­ti­va do lei­te segue em cres­ci­men­to e ganhan­do novos mer­ca­dos. Dados recen­tes divul­ga­dos pela Asso­ci­a­ção Viva­Lác­te­os indi­cam que a estra­té­gia “Good­Dairy”, ela­bo­ra­da em par­ce­ria com a Agên­cia Bra­si­lei­ra de Pro­mo­ção das Expor­ta­ções (Apex), resul­tou em aumen­to nas expor­ta­ções de quei­jos.  A base des­sa estra­té­gia foi a cons­ta­ta­ção de que lác­te­os bra­si­lei­ros com mai­or valor agre­ga­do seri­am com­pe­ti­ti­vos em mer­ca­dos espe­cí­fi­cos. Esta estra­té­gia deu cer­to! De 15 paí­ses que impor­ta­vam lác­te­os há cin­co anos, hoje são 50, com algu­mas situ­a­ções sur­pre­en­den­tes: somos o segun­do mai­or expor­ta­dor de quei­jo tipo Gor­gon­zo­la para a Rús­sia. Chi­le e Méxi­co são impor­ta­do­res sig­ni­fi­ca­ti­vos dos pro­du­tos bra­si­lei­ros.

Solu­ções para pro­ble­mas são igual­men­te bem-vin­das, quan­do há ain­da mui­to a ser fei­to inter­na­men­te, em espe­ci­al para supe­rar as gra­ves defi­ci­ên­ci­as que temos em infra­es­tru­tu­ra.  Para citar um caso crí­ti­co para o lei­te: ter ener­gia elé­tri­ca em quan­ti­da­de e com a garan­tia do for­ne­ci­men­to cons­tan­te e está­vel, é um pré-requi­si­to para a entre­ga de lei­te flui­do com qua­li­da­de. Qua­li­da­de da maté­ria pri­ma, por sua vez, é a base de qual­quer estra­té­gia de com­pe­ti­ti­vi­da­de. A gera­ção de ener­gia solar foto­vol­tai­ca é hoje uma alter­na­ti­va para a dis­tri­bui­ção con­ven­ci­o­nal de ener­gia elé­tri­ca. O enso­la­ra­do Bra­sil pre­ci­sa de mais ener­gia solar foto­vol­tai­ca; porém, na con­tra­mão des­sa ten­dên­cia, em outu­bro pas­sa­do a Agên­cia Naci­o­nal de Ener­gia Elé­tri­ca (Ane­el) enca­mi­nhou pro­pos­ta ao Con­gres­so Naci­o­nal que aumen­ta a cobran­ça de taxas no mer­ca­do de ener­gia solar!

Este é o Bra­sil, de mui­tos con­tras­tes: no Desa­fio de Star­tups, dia 22 de novem­bro, ire­mos dis­cu­tir e pro­mo­ver o Lei­te 4.0, for­ta­le­cen­do a cadeia para nos tor­nar­mos expor­ta­do­res com­pe­ti­ti­vos de lác­te­os, ao pas­so que nas pro­pri­e­da­des exis­tem difi­cul­da­des, como a pre­ca­ri­e­da­de do for­ne­ci­men­to de ener­gia elé­tri­ca que nos reme­tem a 40 anos atrás, tal­vez mais.  Pen­sar e agir no mun­do 4.0, bus­can­do solu­ções para pro­ble­mas anti­gos, uma rea­li­da­de 2.0, do tem­po que o novo era a ener­gia elé­tri­ca!   E ain­da pre­o­cu­pa­dos com arti­cu­la­ções que podem retar­dar as ino­va­ções, a exem­plo da pro­pos­ta de taxas ele­va­das para a ener­gia solar foto­vol­tai­ca.

“O impor­tan­te não é ven­cer, o que impor­ta é com­pe­tir”, é a máxi­ma do espí­ri­to Olím­pi­co.  Por ana­lo­gia, não impor­ta qual será a pro­pos­ta ven­ce­do­ra do Desa­fio de Star­tups no pró­xi­mo dia 22 de novem­bro.  O mais impor­tan­te, demons­tran­do o acer­to da pro­pos­ta da ini­ci­a­ti­va Ide­as for Milk, é par­ti­ci­par do ecos­sis­te­ma de ino­va­ção na pecuá­ria lei­tei­ra.  Este é a van­guar­da da trans­for­ma­ção digi­tal no agro bra­si­lei­ro, para redu­zir o cus­to Bra­sil pela solu­ção de pro­ble­mas e pro­mo­ção da com­pe­ti­ti­vi­da­de da cadeia do lei­te.

 

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