A expec­ta­ti­va da vaci­na­ção é imu­ni­zar 170 milhões de ani­mais em 21 esta­dos. De acor­do com o Mapa, as vaci­nas devem ser adqui­ri­das nas reven­das auto­ri­za­das e man­ti­das entre 2 °C e 8 °C, des­de a aqui­si­ção até o momen­to da uti­li­za­ção – incluin­do o trans­por­te e a apli­ca­ção, já na fazen­da, com agu­lhas novas para apli­ca­ção da dose de 2 ml na tábua do pes­co­ço de cada animal

CRMV-CE REFORÇA IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO DE REBANHOS CONTRA FEBRE AFTOSA

O Con­se­lho Regi­o­nal de Medi­ci­na Vete­ri­ná­ria do Esta­do do Cea­rá (CRMV-CE) infor­ma que se ini­ci­ou, no últi­mo sába­do (01), a cam­pa­nha de vaci­na­ção con­tra a febre afto­sa. A ati­vi­da­de faz par­te do Pla­no Estra­té­gi­co do Pro­gra­ma Naci­o­nal de Vigi­lân­cia para a Febre Afto­sa do Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to (Mapa) e tem como pri­o­ri­da­de a eta­pa bovi­nos e búfa­los de todas as ida­des, na pri­mei­ra fase.
 
 “A vaci­na­ção con­tra a afto­sa tem obje­ti­vo prin­ci­pal cri­ar e man­ter con­di­ções sus­ten­tá­veis para garan­tir o sta­tus de país livre da Febre Afto­sa e ampli­a­ção das zonas livres de Febre Afto­sa sem vaci­na­ção, pro­te­gen­do o patrimô­nio pecuá­rio naci­o­nal e geran­do o máxi­mo de bene­fí­ci­os aos ato­res envol­vi­dos e à soci­e­da­de bra­si­lei­ra”, decla­rou Atu­al­pa Soa­res, Pre­si­den­te do CRVM-CE.
 
A Febre afto­sa afe­ta enor­me­men­te o comér­cio inter­no e exter­no de ani­mais e seus pro­du­tos. Devi­do ao alto poder de difu­são do vírus e aos impac­tos econô­mi­cos pro­vo­ca­dos pela doen­ça, os paí­ses esta­be­le­cem for­tes bar­rei­ras à entra­da de ani­mais sus­cep­tí­veis e seus pro­du­tos oriun­dos de regiões com ocor­rên­cia da doen­ça.
 
O esta­do do Cea­rá faz par­te do blo­co III do Pla­no Estra­té­gi­co, jun­to com os esta­dos de Ala­go­as, Mara­nhão, Paraí­ba, Per­nam­bu­co, Piauí e Rio Gran­de do Nor­te.  Faz 24 anos que não há regis­tro de Febre Afto­sa no esta­do do Cea­rá, sen­do o últi­mo caso ocor­ri­do no dia 11 de abril de 1997, na cida­de de Por­tei­ras, loca­li­za­do na região sul do Esta­do.
 
Atu­al­men­te, ape­nas o esta­do de San­ta Cata­ri­na é con­si­de­ra­do, inter­na­ci­o­nal­men­te, zona livre de febre afto­sa sem vaci­na­ção. A pers­pec­ti­va é de que até o ano de 2026, o país obte­nha esse reco­nhe­ci­men­to. No ano de 2020. Acre, Para­ná, Rio Gran­de do Sul, Rondô­nia, regiões do sul do Ama­zo­nas e do noro­es­te do Mato Gros­so foram reco­nhe­ci­das pelo MAPA como livres de Febre Afto­sa sem vaci­na­ção.      
 
A expec­ta­ti­va da vaci­na­ção é imu­ni­zar 170 milhões de ani­mais em 21 esta­dos. De acor­do com o Mapa, as vaci­nas devem ser adqui­ri­das nas reven­das auto­ri­za­das e man­ti­das entre 2 °C e 8 °C, des­de a aqui­si­ção até o momen­to da uti­li­za­ção – incluin­do o trans­por­te e a apli­ca­ção, já na fazen­da, com agu­lhas novas para apli­ca­ção da dose de 2 ml na tábua do pes­co­ço de cada ani­mal.
 
O pro­du­tor deve infor­mar a vaci­na­ção, após a apli­ca­ção, ao órgão de defe­sa sani­tá­ria ani­mal de seu esta­do, o que pode ser fei­to de for­ma on-line ou pre­sen­ci­al­men­te, nos pos­tos desig­na­dos pelo ser­vi­ço vete­ri­ná­rio estadual.

Fon­te: CRMV-CE

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