Crescimento constante com parcerias e conhecimento - Balde Branco

Admi­nis­tra­ção fami­li­ar, foco na vaca e na ges­tão, e ali­an­ças estra­té­gi­cas com par­cei­ros espe­ci­a­li­za­dos. Assim, se amplia reba­nho e conhe­ci­men­to para alcan­çar pro­du­ção de 30 mil litros/dia


Sér­gio Augus­to Spi­nar­di come­çou com alguns ani­mais mes­ti­ços. Hou­ve épo­ca em que che­gou a orde­nhar oito vacas. Nes­se tem­po, colo­ca­va o lei­te na char­re­te e pega­va a estra­da para espe­rar o cami­nhão da cole­ta que pas­sa­va 2 km dis­tan­te da pro­pri­e­da­de. Che­gou a fazer essa jor­na­da por 5 litros de lei­te. Foi dian­te dis­so que tomou a deci­são de cres­cer, de fazer da pro­du­ção de lei­te sua ati­vi­da­de prin­ci­pal. “Eu cui­do bem da vaca para que ela me dê retor­no”, cos­tu­ma brin­car com os amigos…

Sua filo­so­fia é mui­to tra­ba­lho. Con­ta que tra­ba­lhou horas e horas por dia para fazer o negó­cio cres­cer. E que sem­pre con­tou com o apoio e o incen­ti­vo da espo­sa Josi­a­ne, pre­sen­te em todos os momen­tos. “O impor­tan­te não é o que eu fiz, mas como vai ser a con­ti­nui­da­de des­se negó­cio depois que eu não esti­ver mais aqui”, diz ele, obser­van­do o lega­do que colo­ca nas mãos dos filhos e do pri­mei­ro neto, que está para chegar.

Hoje, a Fazen­da Três Lago­as, resul­ta­do do tra­ba­lho e per­sis­tên­cia de Spi­nar­di, plan­ta­dos em 1985, cons­ti­tui um empre­en­di­men­to lei­tei­ro notá­vel, capaz de exi­bir índi­ces que ser­vem de exem­plo na explo­ra­ção lei­tei­ra do muni­cí­pio de Caram­beí-PR. São 14 mil litros de pro­du­ção por dia, com 400 vacas em lac­ta­ção. Mas foi a agri­cul­tu­ra a por­ta de entra­da de Spi­nar­di para a pecuá­ria leiteira.

For­ma­do téc­ni­co em agro­pe­cuá­ria, antes de se fixar onde está, andou um pou­co pelo Mato Gros­so. Quan­do retor­nou, arren­dou a pro­pri­e­da­de do pai, que fun­ci­o­na­va mais como hobby, ren­den­do um pou­co de lei­te de um gado de cor­te sobre o qual se colo­ca­va um tou­ro Holan­dês. Como havia área exce­den­te, come­çou com agri­cul­tu­ra tam­bém. E cres­ceu na agri­cul­tu­ra e no lei­te. Algum tem­po depois já pro­du­zia 1.400 litros de leite/dia. Mas o que pro­me­tia ser uma arran­ca­da de futu­ro sofreu uma interrupção.

Em 1996, por for­ça de difi­cul­da­des, ven­deu todo o equi­pa­men­to agrí­co­la uti­li­za­do na pro­pri­e­da­de e para pres­ta­ção de ser­vi­ços, e todo o plan­tel lei­tei­ro em pro­du­ção, fican­do ape­nas com os ani­mais jovens e novi­lhas pre­nhas. Rei­ni­ci­ou no ano seguin­te, orde­nhan­do duas vacas e veio então evo­luin­do até o plan­tel atu­al. No final de 2003, já esta­va com 80 vacas em lac­ta­ção quan­do adqui­riu um plan­tel de 150 ani­mais, com 80 vacas em lac­ta­ção mais 70 secas. Com isso, ala­van­cou a pro­du­ção de 3.000 litros para 6.000 litros/dia.

E a pro­pri­e­da­de seguiu evo­luin­do. A sala de orde­nha duplo 4 veio sen­do esten­di­da à medi­da que aumen­tou o reba­nho até che­gar ao está­gio atu­al, que é um duplo 16, capaz de com­por­tar o reba­nho atu­al em pro­du­ção. No ano pas­sa­do, quan­do soma­va uma pro­du­ção de 6.500 litros/dia, Spi­nar­di sen­tiu neces­si­da­de de ampli­ar ain­da mais o negó­cio. Come­çou a estu­dar um pro­je­to de incre­men­to para a propriedade.

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 622, de setem­bro 2016

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