Cooperativas se unem para enfrentar concorrência - Balde Branco

A nova orga­ni­za­ção tem o intui­to de for­ta­le­cer o ramo e fazer valer os ansei­os dos pro­du­to­res rurais de Minas Gerais

Fren­te a um mer­ca­do cada vez mais com­pe­ti­ti­vo e em cons­tan­te mudan­ça, as coo­pe­ra­ti­vas de pro­du­to­res de lei­te de Minas Gerais cons­ti­tuí­ram uma fede­ra­ção para atu­ar dire­ta­men­te com pro­pos­tas de for­ta­le­ci­men­to do setor. Ao todo, são 22 que fecham o mês de mar­ço reu­ni­das na Fede­ra­ção das Coo­pe­ra­ti­vas Agro­pe­cuá­ri­as de Lei­te em Minas Gerais (Feco­a­gro Lei­te Minas). Tra­ta-se da pri­mei­ra enti­da­de des­se por­te para a defe­sa dos inte­res­ses e for­ta­le­ci­men­to do seg­men­to lác­teo no Estado.

Até 2006, as coo­pe­ra­ti­vas repre­sen­ta­vam 54,2% da cap­ta­ção de lei­te em Minas Gerais. A par­ti­ci­pa­ção no mer­ca­do dimi­nuiu gra­da­ti­va­men­te e che­gou a 28,9% em 2015, ano do últi­mo levan­ta­men­to. É con­tra esse movi­men­to que irá atu­ar o órgão de repre­sen­ta­ção polí­ti­ca, soci­al e de coo­pe­ra­ção téc­ni­ca, que che­ga para inte­grar, ori­en­tar e coor­de­nar ati­vi­da­des rela­ci­o­na­das às coo­pe­ra­ti­vas agro­pe­cuá­ri­as sin­gu­la­res, mis­tas e cen­trais de Minas Gerais.

A orga­ni­za­ção de defe­sa do setor foi for­mal­men­te regis­tra­da no final do mês pas­sa­do, rati­fi­can­do um pro­ces­so de sete meses de reu­niões e tra­ta­ti­vas da anti­ga Comis­são das Coo­pe­ra­ti­vas Agro­pe­cuá­ri­as de Lei­te de Minas Gerais (CCALMG), com o apoio do Sis­te­ma Ocemg. Para o dire­tor exe­cu­ti­vo do Con­sór­cio Coo­pe­ra­ti­vo do Gru­po Cemil (CCGC), Nidel­son Tei­xei­ra, o tra­ba­lho que pre­ce­deu a cri­a­ção da Fede­ra­ção ser­viu de base para as toma­das de deci­são do grupo.

“A nova orga­ni­za­ção tem o intui­to de for­ta­le­cer o ramo e fazer valer os ansei­os dos pro­du­to­res rurais de Minas Gerais. Nós temos uma par­ti­ci­pa­ção sig­ni­fi­ca­ti­va no que se refe­re à pro­du­ção de lei­te no país e, por isso, faz sen­ti­do a gen­te se orga­ni­zar para que essa cadeia, coo­pe­ra­dos e coo­pe­ra­ti­vas este­jam cada dia mais for­tes”, dis­se Nidel­son ao Por­tal Naci­o­nal, expli­can­do que a Feco­a­gro Lei­te Minas che­ga para colo­car em prá­ti­ca as pro­pos­tas para o for­ta­le­ci­men­to do setor, carac­te­ri­za­do por um cená­rio de ele­va­da con­cor­rên­cia, incer­te­zas e inten­sas mudan­ças econô­mi­cas, tec­no­ló­gi­cas, legais e institucionais.

“Nós temos hoje 200 coo­pe­ra­ti­vas do ramo agro­pe­cuá­rio em Minas, que devem con­gre­gar cer­ca de 200 mil pro­du­to­res. Já está acon­te­cen­do de esses pro­du­to­res ven­de­rem seus ani­mais, algu­mas pro­pri­e­da­des estão modi­fi­can­do suas ati­vi­da­des. Então, a Feco­a­gro Lei­te Minas nas­ce em um momen­to de difi­cul­da­de des­se setor, prin­ci­pal­men­te, por­que o coo­pe­ra­do teve um cus­to em tor­no de 37% supe­ri­or ao ano de 2015 e, só no final de 2016, ocor­reu uma que­da de recei­ta de qua­se 50%”, res­sal­tou o recém-elei­to pre­si­den­te da Feco­a­gro Lei­te Minas, Vas­co Pra­ça Filho, que pre­si­de tam­bém a Coo­per­vap, de Paracatu.

Na visão do Sis­te­ma Ocemg, o foco a par­tir de ago­ra é de que as 210 coo­pe­ra­ti­vas agro­pe­cuá­ri­as de Minas Gerais façam valer o prin­cí­pio da inter­co­o­pe­ra­ção. “Quan­do nos uni­mos, con­se­gui­mos ter uma visão mais ampla das coi­sas. A Feco­a­gro Lei­te Minas repre­sen­ta um pas­so mui­to impor­tan­te para o seg­men­to coo­pe­ra­ti­vis­ta”, fri­sou o vice-pre­si­den­te, Luiz Gon­za­ga Via­na Lage.

A Feco­a­gro Lei­te Minas, que é cons­ti­tuí­da por repre­sen­tan­tes agro­pe­cuá­ri­os, em par­ce­ria com o Sis­te­ma Ocemg, é uma ins­ti­tui­ção de repre­sen­ta­ção polí­ti­ca, soci­al e téc­ni­ca, que pre­ten­de acom­pa­nhar e par­ti­ci­par de ações para melho­rar o desem­pe­nho econô­mi­co, finan­cei­ro e de pro­du­ção do ramo. A pro­pos­ta é que as reu­niões dos con­se­lhos acon­te­çam uma vez por mês na sede do Sis­te­ma Ocemg. Tem­po­ra­ri­a­men­te, a sede da Fede­ra­ção fica na cida­de de Patos de Minas.

 

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