Consultoria em genética melhora gestão - Balde Branco

Cen­trais de inse­mi­na­ção ampli­am sua pres­ta­ção de ser­vi­ços para além da sele­ção dos reba­nhos e aju­dam os pro­du­to­res a ava­li­a­rem a admi­nis­tra­ção da fazenda


Por Romu­al­do Venâncio

Tan­tas são as tare­fas diá­ri­as do pro­du­tor de lei­te para tra­tar de suas vacas que, por vezes, lhe fal­ta tem­po para o devi­do cui­da­do com a admi­nis­tra­ção da fazen­da. Ao menos, de manei­ra bem deta­lha­da, ana­li­san­do minu­ci­o­sa­men­te os dados que impac­tam nos resul­ta­dos de pro­du­ção, repro­du­ção, redu­ção de cus­tos, retor­no finan­cei­ro, agre­ga­ção de valor, comer­ci­a­li­za­ção, e outros fato­res de gran­de impor­tân­cia para o suces­so na atividade.

No entan­to, quan­to melhor for o apro­vei­ta­men­to de tais infor­ma­ções, a inter­pre­ta­ção dos diag­nós­ti­cos de desem­pe­nho da pro­pri­e­da­de, mais tem­po e efi­ci­ên­cia se ganha. Empre­sas do mer­ca­do de gené­ti­ca bovi­na apos­tam nes­sa rela­ção para levar aos pecu­a­ris­tas uma asses­so­ria dife­ren­ci­a­da, que vai além da indi­ca­ção de acasalamentos.

Há mais de dois anos a cen­tral CRI Gené­ti­ca ofe­re­ce um aten­di­men­to per­so­na­li­za­do a pro­du­to­res de lei­te. O intui­to é aju­dá-los a iden­ti­fi­car os gar­ga­los de sua cri­a­ção e a inter­pre­tar os dados de desem­pe­nho dos ani­mais para pro­mo­ver melho­ri­as. “Não é raro um cri­a­dor ter em mãos, por exem­plo, resul­ta­dos de pre­nhe­zes e não ana­li­sar o que esses núme­ros dizem, quais cate­go­ri­as de vacas apre­sen­tam os melho­res e pio­res resul­ta­dos”, obser­va Bru­no Scar­pa, geren­te de Pro­du­to Lei­te da empresa.

As equi­pes da cen­tral visi­tam as pro­pri­e­da­des e cole­tam diver­sos índi­ces refe­ren­tes à pro­du­ti­vi­da­de. Esses dados são com­pa­ra­dos com os de anos ante­ri­o­res – daí a neces­si­da­de de a fazen­da já dis­por de con­tro­les míni­mos sobre desem­pe­nho – e se hou­ver que­da nos resul­ta­dos, ava­li­ar tudo o que pode ter influ­en­ci­a­do tal retro­ces­so. Os pro­fis­si­o­nais da CRI rea­li­zam esse tra­ba­lho em par­ce­ria com os téc­ni­cos da fazen­da e, cla­ro, com a par­ti­ci­pa­ção do criador.

Embo­ra a aná­li­se seja ampla, a empre­sa res­pei­ta os limi­tes de sua atu­a­ção, que é no cam­po da gené­ti­ca, e não inva­de outras áre­as. “Tra­ba­lha­mos com infor­ma­ções cole­ti­vas e indi­vi­du­ais dos ani­mais, ou seja, a abor­da­gem é macro e micro, para con­se­guir­mos gerar solu­ções. Mas só ofe­re­ce­mos res­pos­tas para o que é do nos­so dia a dia, e para as demais ques­tões bus­ca­mos par­cei­ros que pos­sam con­tri­buir”, expli­ca Scar­pa. Vale res­sal­tar que essa assis­tên­cia não tem cus­to para os pro­du­to­res e não está vin­cu­la­da à com­pra de sêmen. Ain­da que a cen­tral tenha inte­res­se em se apro­xi­mar do pecu­a­ris­ta para mos­trar seus pro­du­tos e serviços.

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 628, de feve­rei­ro 2017

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