Como produzir silagem de milho com qualidade - Balde Branco

Prá­ti­cas de mane­jo ado­ta­das de manei­ra inte­gra­da garan­tem sila­gens de boa qua­li­da­de e a con­ti­nui­da­de de um pro­ces­so ade­qua­do de pre­ser­va­ção da forragem


For­ra­gem e con­cen­tra­dos são res­pon­sá­veis pela mai­or par­te do cus­to de pro­du­ção de lei­te. Em algu­mas fazen­das esses itens podem repre­sen­tar até 70% do cus­to de pro­du­ção. Tama­nha dimen­são está no fato de a qua­li­da­de do volu­mo­so e da sila­gem de milho ofer­ta­dos ser con­si­de­ra­da de vital impor­tân­cia na via­bi­li­da­de do pro­ces­so pro­du­ti­vo. Dei­xar de pro­du­zi-los com efi­ci­ên­cia sig­ni­fi­ca bai­xa pro­du­ti­vi­da­de no reba­nho e aumen­to dos cus­tos ali­men­ta­res devi­do à mai­or neces­si­da­de de com­pra de insumos.

Uma manei­ra obje­ti­va de aumen­tar o retor­no da ati­vi­da­de lei­tei­ra é cer­ta­men­te cap­tu­rar o máxi­mo de nutri­en­tes de cada ingre­di­en­te uti­li­za­do na die­ta. Em uma recei­ta tra­di­ci­o­nal, pró­xi­mo de 50% do que uma vaca lei­tei­ra irá con­su­mir pode­rá ser sila­gem de milho. Des­ta manei­ra, o máxi­mo apro­vei­ta­men­to da sila­gem se tor­na de gran­de importância.

A defi­ni­ção de sila­gem de qua­li­da­de sofreu trans­for­ma­ções ao lon­go do tem­po. Ini­ci­al­men­te, o enfo­que era a pro­du­ção máxi­ma de volu­me de mas­sa ver­de por hec­ta­re, como for­ma de obter um ali­men­to de bai­xo cus­to. Nas déca­das de 60 e 70, com a evo­lu­ção do nível gené­ti­co das vacas, pas­sou-se a bus­car a pro­du­ção de uma sila­gem com mai­or teor de grãos. Estu­dos, na épo­ca, demons­tra­vam que os grãos eram mais diges­tí­veis que folhas e colmos.

Entre­tan­to, não havia um conhe­ci­men­to da cons­ti­tui­ção quí­mi­ca des­sas sila­gens. Nes­se sen­ti­do, estu­dos recen­tes demons­tra­ram que sila­gens com meno­res teo­res de FDN (Fibra em Deter­gen­te Neu­tro), que repre­sen­tam a fra­ção fibro­sa do ali­men­to na par­te ver­de da plan­ta, com­bi­na­da com alta pro­por­ção de grãos, resul­ta­vam em sila­gem de melhor qualidade.

Mais recen­te­men­te foi demons­tra­do que a cons­ti­tui­ção do grão de milho influ­en­ci­a­va na qua­li­da­de da sila­gem. Híbri­dos de milho com tex­tu­ra mole têm mai­or diges­ti­bi­li­da­de do que os híbri­dos de milho com tex­tu­ra dura. Estes novos pen­sa­men­tos são soma­tó­ri­os, ou seja, a pro­du­ção de uma sila­gem de boa qua­li­da­de deve ter alta pro­du­ção de tone­la­das por hec­ta­re, com alta pro­por­ção de grãos de tex­tu­ra mole e com bai­xo teor de FDN.

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 629, de mar­ço 2017

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