Certificação para queijo artesanal de Minas - Balde Branco

O gover­na­dor Fer­nan­do Pimen­tel entre­gou, no últi­mo dia 9 de maio, cer­ti­fi­ca­dos de regis­tro a pro­du­to­res em São Roque de Minas-MG


Os pro­du­to­res João Car­los Lei­te, da Quei­ja­ria Roça da Cida­de, Oné­sio Lei­te Sil­va, da Quei­ja­ria do Oné­sio, e Arnal­do Adams Ribei­ro Pin­to, do Quei­jo Vale da Guri­ta, rece­be­ram o cer­ti­fi­ca­do do Sis­te­ma Bra­si­lei­ro de Ins­pe­ção de Pro­du­tos de Ori­gem Ani­mal (Sis­bi-POA). Com tal cre­den­ci­a­men­to, a par­tir de ago­ra, pode­rão comer­ci­a­li­zar seus pro­du­tos em outros esta­dos. Minas Gerais pos­sui ape­nas cin­co quei­ja­ri­as e dois entre­pos­tos cadastrados.

“Isso é um com­pro­mis­so nos­so. Se tem uma coi­sa impor­tan­te para nós, minei­ros, é o quei­jo. Não por­que a gen­te gos­ta de comer quei­jo, mas por­que ele faz par­te da nos­sa cul­tu­ra, da nos­sa his­tó­ria. Temos algu­mas regiões, como a ser­ra da Canas­tra, que apre­sen­ta pro­du­tos seme­lhan­tes ao da pro­du­ção arte­sa­nal fran­ce­sa. Aliás, nós iden­ti­fi­ca­mos aqui a mes­ma bac­té­ria que pro­duz o quei­jo Camem­bert por lá. Tenho cer­te­za que den­tro de pou­co tem­po vamos com­pe­tir com os melho­res quei­jos do mun­do”, dis­se Fer­nan­do Pimen­tel, des­ta­can­do o com­pro­mis­so do Gover­no do Esta­do com os pro­du­to­res e a valo­ri­za­ção do setor.

Para o pre­fei­to de São Roque de Minas, Rol­dão de Faria Macha­do, a cer­ti­fi­ca­ção dos pro­du­to­res de Quei­jo Minas Arte­sa­nal é uma deman­da anti­ga e sig­ni­fi­ca valo­ri­za­ção dos pro­du­to­res na região. “Hoje é uma rea­li­za­ção da luta dos pro­du­to­res. Com a mudan­ça da lei e com a aju­da de todos, o tra­ba­lho está sen­do reco­nhe­ci­do. Eu sin­to que esse cer­ti­fi­ca­do é igual a uma meda­lha de ouro. Por isso, para­be­ni­zo os pro­du­to­res e o gover­na­dor por­que jun­tos levan­do qua­li­da­de de vida para todos os 853 muni­cí­pi­os minei­ros”, discursou.

De acor­do com o IMA-Ins­ti­tu­to Minei­ro de Agro­pe­cuá­ria, há 254 pro­du­to­res minei­ros cadas­tra­dos, aptos para a pro­du­ção de Quei­jo Minas Arte­sa­nal e habi­li­ta­dos para ven­der den­tro do ter­ri­tó­rio minei­ro. Eles estão loca­li­za­dos sete micror­re­giões reco­nhe­ci­das pelo IMA como pro­du­to­ras da igua­ria: Ara­xá, Cam­po das Ver­ten­tes, Canas­tra, Cer­ra­do, Ser­ra do Sali­tre, Ser­ro e Tri­ân­gu­lo Mineiro.

O pro­du­tor João Car­los Lei­te, pre­si­den­te da Apro­can-Asso­ci­a­ção dos Pro­du­to­res de Quei­jo Canas­tra, con­ta sua luta nos últi­mos 20 anos até con­se­guir o cer­ti­fi­ca­do. “Essa é uma data his­tó­ri­ca para o Quei­jo Minas Arte­sa­nal, que já tem mais de 300 anos de tra­di­ção. A cul­tu­ra minei­ra nas­ceu jun­to com o quei­jo e, ago­ra, o quei­jo de Minas está ten­do o mere­ci­do reco­nhe­ci­men­to”, afirmou.

As pro­pri­e­da­des rurais que qui­se­rem se cadas­trar como pro­du­to­ras de Quei­jo Minas Arte­sa­nal devem seguir os cri­té­ri­os esta­be­le­ci­dos pela Por­ta­ria 1.305, do IMA. Den­tre as nor­mas mais impor­tan­tes, pode­mos destacar:

  • Cur­so de boas prá­ti­cas de obten­ção do lei­te e de pro­du­ção de quei­jo por todos os envol­vi­dos, res­pec­ti­va­men­te, no pro­ces­so de orde­nha e de pro­du­ção de quei­jo den­tro da pro­pri­e­da­de (incluin­do novos fun­ci­o­ná­ri­os que even­tu­al­men­te vie­rem a ser contratados);
  • Aná­li­se do lei­te pro­du­zi­do nas pro­pri­e­da­des rurais onde estão loca­li­za­das as queijarias;
  • Con­tro­le sani­tá­rio dos reba­nhos na pro­pri­e­da­de rural;
  • Não comer­ci­a­li­za­ção de Quei­jo Minas Arte­sa­nal sem a devi­da apro­va­ção da rotu­la­gem pelo IMA.
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