fbpx

Castro, Capital Nacional do Leite

O muni­cí­pio de Cas­tro-PR é o de mai­or pro­du­ção de lei­te e tam­bém o de mai­or pro­du­ti­vi­da­de no País. Para ofi­ci­a­li­zar tal con­di­ção, rece­beu do Sena­do Fede­ral o títu­lo de Capi­tal Naci­o­nal do Lei­te

Por Edson Lemos

Imi­gran­te che­ga­do da Holan­da em 1953, Henk Kas­si­es come­çou no lei­te tiran­do 100 litros por dia. Vol­tou ao país de ori­gem, for­mou-se zoo­tec­nis­ta, retor­nou ao Bra­sil e virou pro­fis­si­o­nal res­pei­ta­do no setor. Foi por mui­tos anos téc­ni­co da Coo­pe­ra­ti­va Cen­tral de Lati­cí­ni­os do Para­ná e, em segui­da, geren­te téc­ni­co da Coo­pe­ra­ti­va Cas­tro­lan­da. Sua con­tri­bui­ção ao desen­vol­vi­men­to da pecuá­ria lei­tei­ra abran­ge diver­sas áre­as, mas é mais notá­vel no uso e no mane­jo de pas­ta­gens.

Mui­tas das prá­ti­cas e ati­vi­da­des exer­ci­das atu­al­men­te no setor come­ça­ram no seu tem­po, com sua inter­ven­ção ou adap­ta­ção de conhe­ci­men­tos. Pro­vas estão no cál­cu­lo de cus­to de pro­du­ção; mon­ta­gem dos depar­ta­men­tos téc­ni­cos das Coo­pe­ra­ti­vas ABC; pes­qui­sa com for­ra­gei­ras; intro­du­ção da sila­gem de milho e da téc­ni­ca de pré-seca­do; infor­ma­ti­za­ção do setor lei­tei­ro; sur­gi­men­to dos ban­cos de dados; intro­du­ção dos pro­gra­mas de con­tro­le da qua­li­da­de do lei­te, de con­tro­le de reba­nhos e de clas­si­fi­ca­ção para tipo.

Kas­si­es man­tém pas­to pere­ne o ano intei­ro, sen­do o pro­du­tor que mais obtém resul­ta­do de lei­te pro­ve­ni­en­te das for­ra­gens. Ago­ra, quan­do já colo­ca sob encar­go do filho Arthur a ges­tão da Chá­ca­ra Bonan­ça, ele man­tém a mes­ma dedi­ca­ção e cui­da­dos que leva­ram a pro­pri­e­da­de à pro­du­ção média de 3.800 litros/dia, com picos pró­xi­mo de 5.000 litros/dia, gra­ças ao tra­ba­lho per­sis­ten­te e ao uso de tec­no­lo­gi­as moder­nas. A mais recen­te delas o Healty Cow 24 (ver box), que vem auxi­li­an­do posi­ti­va­men­te no mane­jo de ani­mais na pro­pri­e­da­de.

Anto­nio Wachers­ki tinha só qua­tro vacas quan­do entrou como sócio para entre­gar lei­te na Coo­pe­ra­ti­va Cas­tro­lan­da em 1973. Mas foi ensi­nan­do os filhos a “pegar o dinhei­ri­nho da lavou­ra de bata­ti­nha e fei­jão e com­prar uma vaqui­nha, uma novi­lha”. E foi assim que ele e os filhos cons­ti­tuí­ram uma ver­da­dei­ra dinas­tia lei­tei­ra na Colô­nia Mara­ca­nã.

Hoje a famí­lia Wachers­ki é refe­rên­cia na pro­du­ção de lei­te no muni­cí­pio de Cas­tro-PR. Os filhos Anto­nio Car­los, Vita­li­no, Caro­li­na, Juli­e­ta e Síl­via cui­dam de suas famí­li­as e pro­pri­e­da­des de for­ma inde­pen­den­te.

Com a saú­de mui­to debi­li­ta­da, Wachers­ki já não toma mais con­ta das ati­vi­da­des da pro­pri­e­da­de. Quem cui­da de tudo na chá­ca­ra ago­ra são as filhas Mari­le­ne, Sônia, Nicéia, Mar­ga­reth e Jani­ne. As irmãs exe­cu­tam toda a lida, incluin­do mane­jo, orde­nha, tra­to ali­men­tar, cui­da­dos sani­tá­ri­os, inse­mi­na­ção, plan­tio e colhei­ta de for­ra­gei­ras. Elas divi­dem as tare­fas entre si, tocam a pro­pri­e­da­de, cui­dam dos pais, con­tro­lam o desem­pe­nho da lei­te­ria e tomam as deci­sões neces­sá­ri­as.

Leia a ínte­gra des­ta repor­ta­gem na edi­ção Bal­de Bran­co 621, de julho 2016

Rolar para cima