Casale anuncia novo CEO - Balde Branco

Após estru­tu­ra­do pro­ces­so de suces­são fami­li­ar, Mario Casa­le Neto assu­me o coman­do da empresa 

Casale anuncia novo CEO

A Casa­le, uma das prin­ci­pais com­pa­nhi­as de máqui­nas para pecuá­ria no Bra­sil, aca­ba de anun­ci­ar Mario Casa­le Neto como seu novo CEO. Filho de Cel­so Casa­le, atu­al Pre­si­den­te do Con­se­lho e res­pon­sá­vel pelo cres­ci­men­to e for­ta­le­ci­men­to da Casa­le des­de 1981, Mario atua na com­pa­nhia des­de 2011 e sua ascen­são ao coman­do da com­pa­nhia é fru­to de um estru­tu­ra­do pro­ces­so de suces­são familiar. 

Mario é for­ma­do em Enge­nha­ria de Pro­du­ção Mecâ­ni­ca pela Uni­ver­si­da­de de São Pau­lo e tem pas­sa­gens por gran­des orga­ni­za­ções, como Eaton, HSBC e Itaú BBA, o mai­or cor­po­ra­te & invest­ment bank da Amé­ri­ca Lati­na, onde entrou como trai­nee e foi pro­mo­vi­do a Offi­cer Lar­ge Cor­po­ra­te, tra­ba­lhan­do no aten­di­men­to de cli­en­tes por mais de 3 anos. Des­de 2011 na Casa­le, Mario atu­ou em diver­sas áre­as da empre­sa sen­do que suas 2 últi­mas fun­ções foram de Dire­tor Comer­ci­al e Mar­ke­ting e Dire­tor de Ope­ra­ções. Por enquan­to acu­mu­la a fun­ção de CEO e Dire­tor de Ope­ra­ções, enquan­to recru­ta um exe­cu­ti­vo para com­por o time.

“Meu pai desen­vol­veu um negó­cio sóli­do, cal­ca­do em ino­va­ção tec­no­ló­gi­ca, aten­di­men­to de exce­lên­cia ao cli­en­te e o posi­ci­o­nou como refe­rên­cia e sinô­ni­mo de qua­li­da­de. Tenho uma admi­ra­ção enor­me por ele e me sin­to mui­to hon­ra­do em assu­mir a lide­ran­ça exe­cu­ti­va da empre­sa no seu lugar. É impor­tan­te des­ta­car que a suces­são só foi pos­sí­vel gra­ças a um tra­ba­lho de anos em gran­de par­ce­ria com minha irmã Jaque­li­ne, tam­bém dire­to­ra da empre­sa, e nos­so time de ges­to­res de altís­si­mo nível. Com nos­so pai na pre­si­dên­cia do Con­se­lho tra­zen­do sua visão estra­té­gi­ca e empre­en­de­do­ris­mo, jun­ta­men­te com a nos­sa irmã Eri­ka e um Con­se­lhei­ro exter­no, sen­ti­mos mui­ta segu­ran­ça em atu­ar para que a Casa­le tenha um novo sal­to nos pró­xi­mos anos”, afir­ma Mario.

Pas­sa­gem de bas­tão: pro­ces­so profissional

A suces­são fami­li­ar é um pro­ces­so com­ple­xo e deman­da mui­to diá­lo­go entre os envol­vi­dos. Como está dire­ta­men­te liga­da a ques­tões pes­so­ais é reco­men­da­do que seja estru­tu­ra­da por ter­cei­ros, isen­tos aos que­si­tos fami­li­a­res. A gran­de ques­tão é que mui­tas orga­ni­za­ções não con­si­de­ram a ideia de pla­ne­ja­men­to e ori­en­ta­ção pro­fis­si­o­nal, o que traz gran­des chan­ces de oca­si­o­nar, além de danos patri­mo­ni­ais, uma série de pro­ble­mas emo­ci­o­nais e corporativos.

É impor­tan­te res­sal­tar que a ori­en­ta­ção pro­fis­si­o­nal e o pla­ne­ja­men­to não evi­tam con­fli­tos e desen­ten­di­men­tos, mas uma con­sul­to­ria exter­na enten­de­rá a fun­do e de manei­ra apar­ti­dá­ria quais são os desa­fi­os da orga­ni­za­ção, além de ate­nu­ar e admi­nis­trar pos­sí­veis atri­tos, uma vez que todos os inte­res­ses são dire­ci­o­na­dos para tor­nar a famí­lia pro­fis­si­o­nal, sepa­ran­do cla­ra­men­te os dife­ren­tes papéis que cada mem­bro ocu­pa e com uma visão macro do negócio.

“Eu não que­ria her­dei­ros, que­ria suces­so­res”. É assim que Cel­so Casa­le defi­ne sua pre­o­cu­pa­ção com o futu­ro da empre­sa. “Eu sem­pre pen­sei nis­so, sem­pre. Eu tra­go meus filhos des­de peque­nos para que se acos­tu­mem com o ambi­en­te. Tam­bém fui exi­gen­te quan­to à neces­si­da­de de uma base aca­dê­mi­ca de exce­lên­cia e expe­ri­ên­ci­as em gran­des cor­po­ra­ções. O tra­ba­lho aqui na Casa­le exi­gia isso e fico mui­to feliz que este­ja­mos atin­gin­do esse obje­ti­vo”, afirma.

Cel­so des­ta­ca ain­da a pre­o­cu­pa­ção em rela­ção à par­te emo­ci­o­nal dos envol­vi­dos na suces­são, e não ape­nas os trâ­mi­tes legais. “Faze­mos tera­pia há algum tem­po e é níti­da a nos­sa evo­lu­ção. Acre­di­to que nes­se tipo de ação é pri­mor­di­al olhar para famí­lia e suas emo­ções, levan­do em con­ta o his­tó­ri­co de cada um, obser­van­do e ouvin­do todos os lados, agre­gan­do conhe­ci­men­to e sem­pre bus­can­do o diá­lo­go e enten­di­men­to entre as par­tes”, afirma.

Para ele, não foi um pro­ces­so fácil, afi­nal são mui­tos anos à fren­te da empre­sa. “Falan­do de mim, pos­so dizer que foi mui­to difí­cil pas­sar o con­tro­le da empre­sa, mes­mo con­fi­an­te e cer­to da deci­são. Eu assu­mi a Casa­le em 1981 e esti­ve na pre­si­dên­cia por qua­se 40 anos, então o pro­ces­so teve que ser aos pou­cos”, des­ta­ca. Duran­te o perío­do do pro­ces­so de suces­são fami­li­ar, Cel­so deci­diu rea­li­zar um perío­do sabá­ti­co de 3 meses via­jan­do com sua espo­sa e seus filhos fica­ram res­pon­sá­veis pela admi­nis­tra­ção da empre­sa. “Acre­di­to que isso foi fun­da­men­tal e deci­si­vo no meu pro­ces­so de pas­sa­gem de bas­tão”, enfatiza.

De acor­do com Mario Casa­le, o pro­ces­so de suces­são fami­li­ar vem sen­do dis­cu­ti­do ao lon­go de mui­tos anos. Para o exe­cu­ti­vo, foi pre­ci­so uma pre­pa­ra­ção pro­fis­si­o­nal para que as coi­sas acon­te­ces­sem como pla­ne­ja­do. “Eu sem­pre sou­be o tama­nho do desa­fio que viria e me pre­pa­rei para isso. De manei­ra mui­to fran­ca, sabia que ser o filho do dono não era uma prer­ro­ga­ti­va que me sus­ten­ta­ria no car­go. Então fui estu­dar e tra­ba­lhar para me pre­pa­rar”, explica.

Segun­do o exe­cu­ti­vo, foi em 2015 que ele, sua irmã Jaque­li­ne e o pai Cel­so, con­tra­ta­ram um pro­fis­si­o­nal exter­no para apoi­ar na pro­fis­si­o­na­li­za­ção da empre­sa e via­bi­li­zar o pro­ces­so de suces­são fami­li­ar, pro­je­to em con­jun­to com a Fun­da­ção Dom Cabral — FDC. “Pro­fis­si­o­na­li­zar a ges­tão foi a ação mais acer­ta­da, tan­to para a empre­sa, como para a famí­lia”, avalia.

Luis Feli­pe Miran­da, Pro­fes­sor Asso­ci­a­do da Fun­da­ção Dom Cabral e um dos pro­fis­si­o­nais que aju­da­ram a Casa­le no pro­ces­so, expli­ca que o pro­ces­so de suces­são fami­li­ar impli­ca em alguns fato­res, como o rela­ci­o­na­men­to pes­so­al-fami­li­ar, a gover­nan­ça e a estru­tu­ra orga­ni­za­ci­o­nal. “Como já esta­mos rea­li­zan­do um tra­ba­lho de pla­ne­ja­men­to e de estra­té­gi­as há alguns anos com a Casa­le, e esses fato­res já são bem con­so­li­da­dos den­tro da empre­sa, o pro­ces­so de suces­são fami­li­ar fluiu de for­ma segu­ra e tran­qui­la”, explica.

O papel do pro­fes­sor, além das ques­tões de negó­ci­os, é ser um medi­a­dor duran­te essa jor­na­da, ou seja, res­pon­sá­vel por garan­tir um resul­ta­do o mais pro­fis­si­o­nal pos­sí­vel e equi­li­bra­do. “O desa­fio da mai­o­ria das empre­sas é dis­pu­ta pes­so­al, bri­gas e o rela­ci­o­na­men­to fami­li­ar. Na Casa­le exis­te uma liga­ção de par­ce­ria e res­pei­to mui­to for­te entre os fami­li­a­res, o que tor­na todo o pro­ces­so menos trau­má­ti­co e efi­caz”, com­ple­ta Miranda.

Fon­te: Asses­so­ria de Comu­ni­ca­ção da Casale

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