Capal cresce 17% em 2018 - Balde Branco

Em reu­nião que con­tou com con­se­lhos de Admi­nis­tra­ção e Fis­cal foi apro­va­do o orça­men­to do pró­xi­mo ano; na oca­sião, dire­to­res, fun­ci­o­ná­ri­os e fami­li­a­res acom­pa­nha­ram pales­tra do pro­fes­sor Euge­nio Mussak

A Capal Coo­pe­ra­ti­va Agroin­dus­tri­al, com sede em Ara­po­ti (PR), deve cres­cer 17% no fatu­ra­men­to em 2018, alcan­çan­do R$ 1,4 bilhão ante R$ 1,2 bilhão do ano anterior.
Anu­al­men­te, os con­se­lhos de Admi­nis­tra­ção e Fis­cal, Dire­to­ria Exe­cu­ti­va, gerên­ci­as e coor­de­na­ções da coo­pe­ra­ti­va se reú­nem para uma retros­pec­ti­va das estra­té­gi­as do ano, dis­cu­tem as metas e lan­çam o orça­men­to do ano seguin­te. Nes­ta oca­sião, a reu­nião ocor­reu nos dias 23 e 24 de novem­bro, em Cor­né­lio Pro­có­pio (PR).

No pri­mei­ro dia do encon­tro, a Capal reu­niu 50 pes­so­as, entre con­se­lhei­ros, dire­to­res, geren­tes e fami­li­a­res para assis­ti­ram a pales­tra de Euge­nio Mus­sak sobre o equi­lí­brio entre vida pes­so­al e car­rei­ra. Além de pales­tran­te, Mus­sak é pro­fes­sor e empre­sá­rio. Ele con­ta­bi­li­za cer­ca de 20 mil aulas minis­tra­das e mais de mil pales­tras rea­li­za­das para empre­sas, uni­ver­si­da­des e con­gres­sos no Bra­sil e exterior.

Oti­mis­mo
O pre­si­den­te do Con­se­lho de Admi­nis­tra­ção da coo­pe­ra­ti­va, Erik Bos­ch, está oti­mis­ta quan­to ao pró­xi­mo ano, pois o cená­rio é dife­ren­te. Segun­do ele, have­rá uma con­jun­tu­ra posi­ti­va no País em 2019, o que envol­ve o setor agrí­co­la, o mer­ca­do inter­no e exter­no e o novo Gover­no Federal.

“Ape­sar do seg­men­to agro­pe­cuá­rio estar em situ­a­ção melhor que outros, os temo­res de 2018 esta­vam na fal­ta de pers­pec­ti­va quan­to aos inves­ti­men­tos. Duran­te o ano, os âni­mos esta­vam nega­ti­vos, com medo de inves­tir. Mas, com o novo gover­no, vemos uma for­ma­ção minis­te­ri­al mais téc­ni­ca e pode­mos acre­di­tar no futu­ro. Temos que con­fi­ar e inves­tir no Bra­sil”, afir­ma Bosch.
O dire­tor-finan­cei­ro da Capal, Mar­co Rumen, des­ta­ca que, mes­mo com todas as difi­cul­da­des que o Bra­sil atra­ves­sou, a coo­pe­ra­ti­va con­se­gui­rá com­ple­tar o ano rea­li­zan­do o que foi pla­ne­ja­do. A exce­ção, infor­ma ele, é o setor de car­ne suí­na, mas que tam­bém traz uma expec­ta­ti­va melhor para 2019. “O âni­mo dos inves­ti­do­res está mai­or no Bra­sil, além dis­so, a Rús­sia come­çou a abrir mer­ca­do para a car­ne suí­na bra­si­lei­ra. Ape­sar de nem todas as plan­tas do País terem sido ain­da con­tem­pla­das, essa aber­tu­ra come­ça a desa­fo­gar o mer­ca­do inter­no”, ava­lia Rumen.
Bos­ch refor­ça que, dian­te de uma cri­se, é neces­sá­rio apre­sen­tar novas solu­ções. “No caso da sui­no­cul­tu­ra, mes­mo com essa situ­a­ção, vamos con­ti­nu­ar inves­tin­do, mas foca­dos em efi­ci­ên­cia. Vamos pro­du­zir mais com menos”, afirma.

Para o orça­men­to do pró­xi­mo ano ser apre­sen­ta­do, pro­fis­si­o­nais da Capal levam em con­si­de­ra­ção a atu­al situ­a­ção do País e do mun­do e as pers­pec­ti­vas sobre ques­tões como pre­ço de com­mo­di­ti­es, mer­ca­do, polí­ti­ca e fato­res que envol­vem a cadeia agro­pe­cuá­ria. Nes­sa épo­ca, esta­va, segun­do o pre­si­den­te, “extre­ma­men­te difí­cil, seja pela gre­ve dos cami­nho­nei­ros ou pelo Gover­no que não con­se­guiu tra­ba­lhar mais”. Com o tem­po, a situ­a­ção ficou mais cla­ra, segun­do ele.

“É o déci­mo ano que o orça­men­to é apre­sen­ta­do e apro­va­do nes­te for­ma­to, em que cada geren­te apre­sen­ta os núme­ros e os resul­ta­dos da sua área de negó­cio. Essa for­ma de apre­sen­ta­ção é mui­to posi­ti­va”, con­clui Rumen.

 

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