Além de provocar abortos e queda na produção de leite, entre outros sintomas, a doença obriga ao sacrifício dos animais infectados

Tânia Pol­gri­mas

As pala­vras bru­ce­lo­se e pre­juí­zo deve­ri­am ser sinô­ni­mos nas pro­pri­e­da­des lei­tei­ras do País. Isso por­que reba­nhos infec­ta­dos nem sequer podem ser tra­ta­dos – por lei, devem ser des­car­ta­dos. Assim, todo cui­da­do é pou­co para evi­tar a intro­du­ção da doen­ça, pro­vo­ca­da prin­ci­pal­men­te pela bac­té­ria Bru­cel­la­a­bor­tus, no reba­nho. De acor­do com o pro­fes­sor da Uni­ver­si­da­de Fede­ral de Lavras (Ufla-MG) e médi­co vete­ri­ná­rio Geral­do Már­cio da Cos­ta, espe­ci­a­lis­ta em doen­ças de bovi­nos, “é expres­sa­men­te proi­bi­do o tra­ta­men­to de ani­mais infec­ta­dos pela bru­ce­lo­se”. Ele acres­cen­ta, ain­da, que os bovi­nos doen­tes devem ser iso­la­dos dos demais ani­mais do reba­nho e envi­a­dos para o aba­te sani­tá­rio ou sacri­fi­ca­dos na pro­pri­e­da­de no pra­zo máxi­mo de 30 dias a con­tar da data do diag­nós­ti­co da infec­ção.

Assim, para evi­tar tal tra­gé­dia, a prin­ci­pal medi­da é a imu­ni­za­ção do reba­nho. “A vaci­na con­tra bru­ce­lo­se é obri­ga­tó­ria em todo o ter­ri­tó­rio naci­o­nal, com exce­ção de San­ta Cata­ri­na”, diz Cos­ta. “Nes­te Esta­do, a inci­dên­cia da doen­ça é mui­to bai­xa e as ações estão sen­do dire­ci­o­na­das para a erra­di­ca­ção.” Exis­tem dois tipos de vaci­nas con­tra bru­ce­lo­se: a B19 e a RB51, que devem ser apli­ca­das exclu­si­va­men­te em fême­as na fai­xa etá­ria de 3 a 8 meses. “A RB51, por não inter­fe­rir com o moni­to­ra­men­to da doen­ça no reba­nho, pode ser uti­li­za­da para reva­ci­na­ção em situ­a­ção de foco ou reba­nhos livres em regiões onde a pre­va­lên­cia de focos é gran­de, o que gera ris­cos de intro­du­ção da doen­ça no reba­nho”, acres­cen­ta.


Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 655 (julho/2019)

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