Associação da Raça Holandesa lança novo índice capaz de avaliar saúde e desempenho de rebanho - Balde Branco

A fer­ra­men­ta per­mi­te moni­to­rar a saú­de das vacas recém-pari­das e o desem­pe­nho dos reba­nhos lei­tei­ros. Além dis­so, o TCI pode ser usa­do para moni­to­rar o desem­pe­nho indi­vi­du­al de vacas recém-pari­das e, assim, for­mar um índi­ce de rebanho

Associação da Raça Holandesa lança novo índice capaz de avaliar saúde e desempenho de rebanho 

A Asso­ci­a­ção Para­na­en­se e Naci­o­nal da Raça Holan­de­sa (APCBRH/ABCBRH) aca­bam de lan­çar o Índi­ce de Tran­si­ção de Vacas (TCI). Cri­a­do pelo Prof. Ken Nor­dlund, da Uni­ver­si­da­de de Wis­con­sin-Madi­son, nos Esta­dos Uni­dos (EUA), ago­ra está dis­po­ní­vel para os Asso­ci­a­dos da Raça Holan­de­sa no Bra­sil. A fer­ra­men­ta per­mi­te moni­to­rar a saú­de das vacas recém-pari­das e o desem­pe­nho dos reba­nhos lei­tei­ros. Além dis­so, o TCI pode ser usa­do para moni­to­rar o desem­pe­nho indi­vi­du­al de vacas recém-pari­das e, assim, for­mar um índi­ce de rebanho.

A dis­po­ni­bi­li­za­ção do índi­ce aos pro­du­to­res que fazem con­tro­le lei­tei­ro dos seus reba­nhos gra­ças a uma par­ce­ria entre a APC­BRH, a Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Cri­a­do­res de Bovi­nos da Raça Holan­de­sa (ABC­BRH) e a Uni­ver­si­da­de Fede­ral do Para­ná (UFPR). Tudo isso sem cobran­ça adi­ci­o­nal aos asso­ci­a­dos ou qual­quer outra taxa. Para aces­sar, bas­ta seguir o tuto­ri­al dis­po­ní­vel no link no fim des­te texto.

Como fun­ci­o­na

De acor­do com Altair A. Val­lo­to, Supe­rin­ten­den­te APC­BRH, o TCI ana­li­sa o perío­do de tran­si­ção de vacas lei­tei­ras, defi­ni­do como o inter­va­lo entre as três sema­nas ante­ri­o­res e as três sema­nas seguin­tes ao par­to. “Para isso, o índi­ce usa dados de con­tro­le lei­tei­ro e regis­tro gene­a­ló­gi­co de for­ma a poder ava­li­ar e moni­to­rar este momen­to das vacas que é con­si­de­ra­do cru­ci­al em suas vidas”, pon­tua Valloto.

Para che­gar à meto­do­lo­gia do TCI, as equi­pes téc­ni­cas das asso­ci­a­ções e o Gru­po de Lei­te da UFPR con­ta­ram com a coor­de­na­ção do pro­fes­sor Rodri­go de Almei­da. Ele expli­ca que para apli­car o índi­ce é pre­ci­so par­tir de uma esti­ma­ti­va para cada ani­mal. “Esti­ma-se uma pro­du­ção de lei­te pre­vis­ta para cada vaca recém-pari­da do reba­nho, e esta pro­du­ção esti­ma­da é base­a­da do desem­pe­nho da pró­pria vaca na pri­mei­ra lac­ta­ção. É como se cada vaca fos­se o seu pró­prio con­tro­le, e é por isso que este índi­ce fun­ci­o­na para todos os reba­nhos, inde­pen­den­te do seu tama­nho e da sua pro­du­ti­vi­da­de”, enfa­ti­za Almeida.

Almei­da com­par­ti­lha que tam­bém fez par­te do tra­ba­lho sua ex-ori­en­tan­da de dou­to­ra­do, Dani­e­li Cabral da Sil­va. Os dois che­ga­ram à con­clu­são na pes­qui­sa que o TCI é uma fer­ra­men­ta efi­ci­en­te para moni­to­rar a saú­de das vacas recém-pari­das e o desem­pe­nho dos reba­nhos lei­tei­ros.  “O TCI tam­bém pode ser usa­do para moni­to­rar o desem­pe­nho indi­vi­du­al de vacas recém-pari­das mas, ain­da mais impor­tan­te, é um índi­ce de reba­nho. Ou seja, todo reba­nho terá men­sal­men­te vacas que pro­du­zem aquém ou além do espe­ra­do (TCI nega­ti­vo ou posi­ti­vo), mas o impor­tan­te é que a média de TCI no mês seja posi­ti­va”, ensi­na o professor.

Como aces­sar?

Os rela­tó­ri­os e grá­fi­cos já estão dis­po­ní­veis nos por­tais da Raça Holan­de­sa do Bra­sil, e no Para­ná atra­vés do por­tal WEB+LEITE. Para obter mais infor­ma­ções, pro­cu­re a equi­pe da APC­BRH e téc­ni­cos das Asso­ci­a­ções Fili­a­das da Raça Holan­de­sa no Brasil.

Fon­te: APCBRH