Alta Genetics divulga novos parâmetros de eficiência de colostragem de bezerras leiteiras - Balde Branco
Pes­qui­sa­do­res ame­ri­ca­nos e cana­den­ses apon­tam para novos pon­tos de cor­te de efi­ci­ên­cia de colos­tra­gem de bezer­ras leiteiras

Alta Genetics divulga novos parâmetros de eficiência de colostragem de bezerras leiteiras

Você sabia que além de auxi­li­ar no aumen­to de imu­ni­da­de dos bezer­ros recém-nas­ci­dos, a colos­tra­gem tam­bém aju­da man­ter a tem­pe­ra­tu­ra des­ses ani­mais nas pri­mei­ras horas de vida? A impor­tân­cia da colos­tra­gem para bezer­ras é reco­nhe­ci­da há mui­tos anos, sen­do indis­pen­sá­vel a neces­si­da­de do for­ne­ci­men­to de colos­tro de alta qua­li­da­de nas pri­mei­ras horas de vida para a cor­re­ta trans­fe­rên­cia de imu­ni­da­de passiva. 

Essa trans­fe­rên­cia repre­sen­ta a absor­ção das imu­no­glo­bu­li­nas mater­nas no intes­ti­no del­ga­do das bezer­ras, duran­te as pri­mei­ras 24 horas após o nas­ci­men­to, aju­dan­do a pro­te­gê-las con­tra pató­ge­nos, até que seu sis­te­ma imu­no­ló­gi­co ima­tu­ro seja capaz de res­pon­der rapi­da­men­te aos desafios.

A falha na trans­fe­rên­cia de imu­ni­da­de é um dos prin­ci­pais fato­res de ris­co para a mor­ta­li­da­de, mor­bi­da­de e bai­xo desem­pe­nho em bezer­ras, repre­sen­tan­do per­das econô­mi­cas rele­van­tes para o pecu­a­ris­ta lei­tei­ro. Levan­ta­men­tos do pro­gra­ma Alta CRIA reve­la­ram que em 2019, ani­mais com falha de colos­tra­gem apre­sen­ta­ram 2,25 vezes mai­or ris­co de mor­te duran­te a fase de aleitamento.

Atu­al­men­te, o Padrão Ouro de Cri­a­ção de Bezer­ras Novi­lhas dos Esta­dos Uni­dos, esta­be­le­ce que para o suces­so na trans­fe­rên­cia de imu­ni­da­de pas­si­va, 80% dos ani­mais neces­si­tam alcan­çar valo­res de pro­teí­na séri­ca iguais ou aci­ma de 5,5 g/dL. No entan­to, pes­qui­sas dos EUA e do Cana­dá mos­tra­ram que bezer­ras com mai­o­res valo­res de pro­teí­na séri­ca apre­sen­ta­ram taxas mais bai­xas de doen­ças e de mor­ta­li­da­de, o que pro­vo­cou mudan­ças no padrão para a ava­li­a­ção de efi­ci­ên­cia de colos­tra­gem indi­vi­du­al e do rebanho.

O novo padrão pro­pos­to esta­be­le­ce metas mais altas, visan­do melhor saú­de das bezer­ras, sen­do base­a­do na rela­ção entre menor mor­bi­da­de dos ani­mais com valo­res mais altos de trans­fe­rên­cia de imu­no­glo­bu­li­nas, pois o ris­co de mor­ta­li­da­de está asso­ci­a­do a bai­xos valo­res séri­cos delas. 

O padrão pro­pos­to inclui qua­tro cate­go­ri­as, sen­do elas: exce­len­te, boa, acei­tá­vel e ruim (Tabe­la 1). Esses níveis podem ser apli­ca­dos indi­vi­du­al­men­te ou para o reba­nho, com base na por­cen­ta­gem de bezer­ras que devem ser repre­sen­ta­das em cada categoria.

 

Tabe­la 1 — Cate­go­ri­as pro­pos­tas para as con­cen­tra­ções de IgG, pro­teí­na total e brix séri­cos e per­cen­tu­al reco­men­da­do em cada categoria

Cate­go­ria

Pro­teí­na séri­ca total (g/dL)

Brix séri­co (%)

Per­cen­tu­al de bezer­ros em cada categoria 

Exce­len­te

≥ 6,2

≥ 9,4

> 40%

Boa

5,8 a 6,1

8,9 a 9,3

30%

Razoá­vel

5,1 a 5,7

8,1 a 8,8

20%

Ruim

< 5,1

< 8,1

< 10%

 

No Bra­sil, a Alta Gene­tics desen­vol­ve há três anos o pro­gra­ma Alta CRIA, que cole­ta os prin­ci­pais dados zoo­téc­ni­cos na fase de cria e ofe­re­ce ori­en­ta­ção téc­ni­ca aos produtores.

Os levan­ta­men­tos mos­tram que as fazen­das que par­ti­ci­pam do pro­je­to já estão obten­do per­cen­tu­ais de colos­tra­gem aci­ma dos novos valo­res pro­pos­tos. No entan­to, ain­da há espa­ços para melho­ri­as que vão garan­tir cada vez mais redu­ção na taxa de mor­bi­da­de e doen­ças nas bezerras.

Para se obter trans­fe­rên­cia pas­si­va bem-suce­di­da den­tro das novas metas pro­pos­tas, será neces­sá­rio que o pro­du­tor fique aten­to a cin­co impor­tan­tes pon­tos de manejo:

Tem­po para o for­ne­ci­men­to do colos­tro – Deve ser infe­ri­or a 1 hora após o nascimento;

Qua­li­da­de do colos­tro – ≥ 25% brix;

Quan­ti­da­de inge­ri­da na pri­mei­ra mama­da — 10 a 12% do peso cor­po­ral ao nascimento; 

Quan­ti­da­de inge­ri­da na segun­da mama­da — 5% do peso cor­po­ral ao nascimento; 

Qua­li­da­de sani­tá­ria do colos­tro — < 100.000 uni­da­des for­ma­do­ras de colô­nia por mL em con­ta­gem de pla­ca padrão e < 10.000 uni­da­des for­ma­do­ras de colô­nia para coli­for­mes fecais.

É impor­tan­te lem­brar que nem sem­pre as fazen­das têm à dis­po­si­ção colos­tro de qua­li­da­de. Pen­san­do nis­so, uma estra­té­gia para aumen­tar os valo­res de brix no colos­tro, além das medi­das de mane­jo para redu­ção de todo tipo de estres­se no final da ges­ta­ção e nutri­ção ade­qua­da, é melho­rar a qua­li­da­de uti­li­zan­do enri­que­ci­men­to por meio de subs­ti­tu­tos natu­rais, como o colos­tro bovi­no em pó. 

Como fun­ci­o­na? Pri­mei­ro é fei­ta a ava­li­a­ção do colos­tro a par­tir do refratô­me­tro Brix. Depois, se o colos­tro não obter a qua­li­da­de míni­ma de 25% de Brix, o mes­mo é com­ple­men­ta­do com o Colos­tro Bovi­no em Pó, seguin­do a regra de 15 gra­mas de colos­tro em pó para aumen­tar 1 pon­to per­cen­tu­al do grau Brix em 1 litro de colostro. 

Ago­ra, com essas mudan­ças, as fazen­das devem rea­va­li­ar seus dados e imple­men­tar a nova clas­si­fi­ca­ção e novos mane­jos, bus­can­do melho­rar cada vez mais os prin­ci­pais pon­tos na colostragem. 

Fon­te: Asses­so­ria de Comu­ni­ca­ção da Alta

Rolar para cima