Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio entra com ação para obter espaço e direito de resposta em defesa do agro no canal GNT

 

No dia 2 de setem­bro, o pro­gra­ma Papo de Segun­da, do canal a cabo GNT, apre­sen­ta­do por Fabio Por­chat, Emi­ci­da, Chi­co Bos­co e João Vicen­te, e com a par­ti­ci­pa­ção de Bela Gil, pro­vo­cou a indig­na­ção de todos os que atu­am no Agro­ne­gó­cio naci­o­nal.

Sem qual­quer conhe­ci­men­to téc­ni­co, os apre­sen­ta­do­res e sua con­vi­da­da fala­ram dados irre­ais e con­cei­tos ine­xis­ten­tes, inven­ta­dos por eles, levan­do o públi­co à com­pre­en­são equi­vo­ca­da do que são as ati­vi­da­des rea­li­za­das no Agro.

Não bas­tas­se detur­pa­rem as infor­ma­ções em prol de cri­a­rem sub­sí­di­os para seus pen­sa­men­tos pró­pri­os e teo­ri­as, uti­li­za­ram expres­sões e ter­mos que deni­grem a ima­gem do pro­du­tor rural e de todo um setor extre­ma­men­te impor­tan­te para a eco­no­mia do País.

A ABM­RA (Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Mar­ke­ting Rural e Agro­ne­gó­cio), que há 40 anos tem como um dos seus prin­ci­pais pro­pó­si­tos o fomen­to das boas prá­ti­cas do mar­ke­ting e da comu­ni­ca­ção no Agro, tomou a ini­ci­a­ti­va de plei­te­ar por todos os mei­os legais o direi­to de ter espa­ço para escla­re­cer e cor­ri­gir as infor­ma­ções equi­vo­ca­das apre­sen­ta­das no pro­gra­ma.

Essa medi­da foi ado­ta­da em res­pei­to ao pro­du­tor rural, aos pes­qui­sa­do­res, às empre­sas em toda a exten­são do setor e a toda a popu­la­ção, que pre­ci­sa rece­ber as infor­ma­ções cor­re­tas para saber que o cam­po tra­ba­lha de sol a sol, de for­ma séria e hones­ta para colo­car ali­men­tos na mesa de todos, inclu­si­ve na mesa des­ses apre­sen­ta­do­res”, des­ta­ca Ricar­do Nico­de­mos, vice-pre­si­den­te exe­cu­ti­vo da ABM­RA.

O vídeo do pro­gra­ma foi assis­ti­do por diver­sos pro­fis­si­o­nais e pes­qui­sa­do­res, que ava­li­a­ram as infor­ma­ções e dados erra­dos e fize­ram uma aná­li­se do con­teú­do. Um dos pes­qui­sa­do­res que con­tri­buiu nes­te tra­ba­lho foi o Pro­fes­sor PhD da Embra­pa, Edu­ar­do Del­ga­do Assad, cuja ava­li­a­ção foi uti­li­za­da como base na soli­ci­ta­ção do direi­to de res­pos­ta. Além des­ses pro­fis­si­o­nais, a ABM­RA tam­bém pediu apoio para outras impor­tan­tes enti­da­des de clas­se do setor, que estão se unin­do nes­te movi­men­to para levar a ver­da­de ao gran­de públi­co.

A ABM­RA con­tra­tou o escri­tó­rio jurí­di­co Coe­lho & Morel­lo Advo­ga­dos Asso­ci­a­dos, que tem uni­da­de espe­ci­a­li­za­da em comu­ni­ca­ção e audi­o­vi­su­al, para con­du­zir as nego­ci­a­ções com a GNT e todo o pro­ces­so por vias jurí­di­cas, caso seja neces­sá­rio.

 “O res­pei­to à liber­da­de de expres­são e à liber­da­de de impren­sa são fun­da­men­tais à demo­cra­cia, porém devem ser fun­da­men­ta­dos em fatos reais, tec­ni­ca­men­te emba­sa­dos em estu­dos e expe­ri­ên­ci­as uti­li­za­das no pre­sen­te, pas­sa­do e futu­ro. As infor­ma­ções divul­ga­das no pro­gra­ma cita­do não con­di­zem com a rea­li­da­de cien­tí­fi­ca dos estu­dos rea­li­za­dos e tam­pou­co do Agro. Reve­lam, sim, uma pos­tu­ra levi­a­na, tra­du­zi­da em expres­sões de bai­xo calão, con­fun­din­do o teles­pec­ta­dor, reve­lan­do dados errô­ne­os de efei­tos nega­ti­vos ao meio ambi­en­te por con­ta do Agro­ne­gó­cio que não con­di­zem com a natu­re­za cien­tí­fi­ca nem com a evo­lu­ção tec­no­ló­gi­ca desen­vol­vi­da em nos­so País. As con­sequên­ci­as de tais decla­ra­ções reve­lam-se dano­sas a um dos mai­o­res e mais efi­ca­zes pila­res do cres­ci­men­to da eco­no­mia naci­o­nal, sen­do impres­cin­dí­vel o exer­cí­cio do DIREI­TO DE RES­POS­TA para elu­ci­dar as errô­ne­as e mali­ci­o­sas afir­ma­ções”, des­ta­ca o advo­ga­do Dr. João Pau­lo Morel­lo, sócio da ban­ca jurí­di­ca con­tra­ta­da e espe­ci­a­li­za­do no tema.

Não se tra­ta de uma esque­te humo­rís­ti­ca ou de um pro­gra­ma de humor em que a ques­tão da infor­ma­ção não tem tan­ta impor­tân­cia. Esse é um pro­gra­ma de cunho jor­na­lís­ti­co, com entre­vis­tas e deba­tes entre pes­so­as de noto­ri­e­da­de públi­ca. E, nes­te caso, não se pode per­mi­tir que infor­ma­ções inven­ta­das sejam colo­ca­das como ver­da­des. Não se pode dene­grir a ima­gem de nin­guém em um pro­gra­ma de TV nem tam­pou­co de todo um setor econô­mi­co”, des­ta­ca Nico­de­mos.

 


Mais infor­ma­ções: www.abmra.org.br / @abmra

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